domingo, 6 de outubro de 2019

Daily Journal, 31: Tentando me recuperar da queda do meu império

Wooyuyan, sabendo que são os donos da cadela que vos escreve.

Uau, voltamos, depois de muito tempo.

E algumas coisas aconteceram, de fato, neste tempo. (Descobrir um restaurante japonês perto da faculdade com combo de 2 temakis e 10 hossomakis por 30 reais? Provavelmente a melhor. Ok, brincadeira. Talvez.) Erm, enfim. O que importa é que estamos aqui agora para contar novidades, eba!!  

Eu sei que desapareci por quase um mês dessa vez, e o motivo foi o show do Pentagon é claro, risos. Sim, eu fui e curti muito, e inclusive fiz um report que vocês podem apreciar - em vídeo! Também, sim, eu gostei muito do que presenciei e gosto muito desses meninos, e gosto também de k-pop em geral apesar de todas as mazelas. Mas se tem uma coisa que me pega sempre, e me pegou em particular nestas últimas semanas, é o quanto a gente vive em mundos ... francamente diferentes. Eles vivem em um país desenvolvido onde o maior dos problemas corriqueiros é tipo o racismo com outros asiáticos do leste ou a miséria muito ocasional - 2%, contra os ~7% que o Brasil conseguiu depois de muito programa de transferência de renda para disfarçar os problemas sociais - enquanto ... eu estou em uma nação com problemas sociais muito, mas muito mais profundos mesmo. Em que aquelas letras do tipo "corra por sua vida!" tem um sentido ... deveras visceral. E é fácil não se atentar a isso se você vive de lacração e discurso na Internet, mas se você tem um pouco mais de idade e/ou experiência de vida, tipo eu, é uma situação difícil de ignorar.

Assinado: Alguém que deu tão na louca depois do show que decidiu voltar para casa a pé, em bairro carente, às 9 e meia da noite, e teve que literalmente correr pela vida e lembrar que não é ... legalzinho ... como parece pelas músicas coreanas.

Ao mesmo tempo, vocês que leem este humilde blog sabem que nenhuma das coisas é mentira - a mesma pessoa que gosta de umas músicas asiáticas estranhas e uns garotos meio malucos desde sempre é também a que passa 24/7 com enxaqueca tentando ainda ser uma cidadã minimamente decente, boa filha e humana realizada. Mas a forma pela qual eu me aproprio das coisas é bastante individual e solitariamente construída em anos sendo fã de nichos. O que eu quero dizer é que eu não sou o público alvo do negócio - a menos que alvo seja tipo, Russian Roulette - e daí eu chego lá emocionadíssima, porque eu amo tudo que eles representam, e aqueles meninos nunca vão entender, provavelmente, o quanto significa para mim saber que tem um grupo de garotos na Coreia que gosta das mesmas coisas estranhas que eu?! Uns animu, uns jogos e uns Block B [comentários] ....... criando músicas legais que provavelmente representam minha vida e meus sentimentos mais do que os deles. Porque, bem, existe essa coisa de que todo self-produced k-pop act ainda é um k-pop act mediado por uma empresa ótima em basicamente criar ilusões. E daí os próprios artistas tem a consciência de que "somos só uns meninos bonitinhos que dançam e pagam de namoradinhos kkk" e ficam com umas interrogações muito desconcertantes no rosto quando eu pareço estar morrendo ao vê-los - o grupo, o trabalho, o projeto em si, mas também eles, porque sem o trabalho duro deles não existiria o projeto...? - e eu não sei nem onde enfiar a minha cara, porque nem aqueles meninos sentem as letras tanto quanto eu. É um negócio... louco. E, pior ainda, me dá vontade de ser as coreanas de 14 anos que são o público alvo, passar creminho na mão e fingir que meu trabalho de ir lá no mangue conversar com gente que é excluída da exclusão em si é molezinha, e tudo é muito insano. A moral da história é aquilo que eu já sabia: exclusão social corre nas veias, é profundo, não é discurso. Outra coisa que eu entendi é que eu vou ter que aceitar que eu gosto do grupo e das músicas (e até dos vídeos fofinhos) de um jeito totalmente diferente das coreanas que se espelham nos idols, passam creminho na mão e são o público alvo do mercado, e não adianta fingir ser que nem elas porque só rola um desconforto mútuo. Encarar isto é bastante solitário e é por essas que o k-pop hell tem esse nome, né.

Mas uma coisa bacana que eu acabei tirando de tudo isso foi que eu realmente quero fazer pesquisa sobre isso, risos, porque comecei a ler uns livros sobre o fenômeno do k-pop (é, ver um show do grupo ultimate ao vivo é realmente uma ... experiência) para me entreter e ajudar a interpretar as coisas, e acabou que tem sido a minha grande diversão, de certa forma? E eu tenho mesmo que fazer uma pós em breve, então se der para pesquisar sobre isso, eu ficaria feliz. Minha área de pesquisa era mesmo indústria cultural e artes; ultimamente tenho pensado em pesquisar outras coisas - a área de psicologia do trabalho infelizmente ficou muito distante por causa do meu trabalho, e desse sonhar mais um sonho impossível decidi pesquisar sobre autismo em uma pós sobre educação inclusiva porque de fato autismo é uma questão atual, pertinente e que surge muito no meu trabalho. Mas existe em mim o 1% que é vagabundo que ainda sonha em fazer pós no Japão com bolsa MEXT - e que adora a ideia de ir para o Japão e frequentar showzinhos com a justificativa de que é para pesquisa, risos, então... (não é verdade. Ou É?). Falando mais séria e francamente, toda a experiência que eu tive me fez pensar de verdade de uma forma mais crítica (e não só minhas reclamações) sobre a indústria do k-pop; somada com episódios tipo o do Palafitacon, ou o fato de que na minha cidade existe uma fanbase de k-pop enorme e a maioria daquelas pessoas de fato tem uma situação socioeconômica ainda pior que a minha, inclusive adolescentes que eu atendo... me coloquei a pensar e tenho certeza de que, se eu tivesse um pouco mais de liberdade e certeza de que daria certo tentar fazer uma pós no exterior, eu adoraria me aventurar por um mestrado (PPGMPA: quero) sobre K-pop no Brasil e depois pleitear uma bolsa para continuar pesquisando no Japão e sentir as diferenças. Cês sabem que eu sou a maior koreaboo e weeaboo, que eu gosto de verdade de música japonesa e coreana e que arranho um estudo de línguas e não dispensaria ir em showzinho para pesquisar, aliás - provavelmente estou no 1% de pessoas que tem um mínimo do repertório cultural necessário para se aventurar em uma pesquisa assim, e considerando que K-pop agora é pauta da Capricho também não duvido da relevância. Mas acredito... que seja um daqueles momentos em que a vida se bifurca entre o sonho e a realidade, e preciso pensar.

Cosplays e eventinhos, né? Não fui no Anime Tsubasa porque estava muito cansada e universe no dia 22 para ir a evento em outra cidade, e meio que esqueci propositadamente. Acabei indo ao cinema e vi Depois do Casamento, que foi super pedante e eu estava sem saco para filme europeu, e a melhor coisa foi poder discutir com a minha amiga sobre filmes e sensibilidades e o quanto as nossas mentes são literalmente permeadas de bosta que a gente viu no cinema. E pensar que daqui a uns anos a juventude quiçá perca referências de anime e tudo é bem triste. Fim do emo. E hoje teve o Santos Comic Expo, ao que eu não fui porque tenho preguiça de eventos de HQ que tem toda aquela galera do Marvel vs. DC e acabei também não indo na eleição do Conselho Tutelar - a que precisava muito ir para prestigiar os colegas de trabalho, mas, bom... Não deu mesmo. Semana que vem tem BGS e o cosplay para ir está pronto, mas nem sei se vai dar. Falando em cosplay, também comprei um cosplay de School Rumble que achei bem baratinho! Um dos meus sonhos de infância era fazer cosplay da Mikoto Suou;  aproveitei a oportunidade proporcionada por uma humilde vendedora que também tinha cosplay do Rin Matsuoka e umas perucas que eu queria, inclusive de Gou! Então, yeah, o grupo de Free! para o Ressaca já está basicamente acertado! Yay ~

Dia 27 de Outubro vai ter outra edição do Gran Geek Festival - e eu que estava felizinha por não ter ido na primeira estou considerando ir para cosplayzar ... É. Como vai ter concurso de k-pop e de cosplay também, estou considerando ensaiar um cover de cosplay. Só não sei se vou de Yuujirou ou Mikoto fazendo alguma música de gg; Meiko de alguma música tipo Roll Deep ou ainda (admitam: seria engraçado) TT de Rin Tohsaka, ou só desistir de k-pop e ir de Kazuki ou TOWA ou tentar fazer aquelas ideias que era para ser em grupo tipo Luka de Magnet ou Zen de Mystic Messenger...? Não sei. De qualquer forma, os eventos que estou mais ansiosa para ir neste ano são o Ressaca Friends e o Anime Santos Geek Festival Xmas Edition, ambos em dezembro. O RF porque vai ser onde vou fazer os grupos de cosplay; o Anime Santos porque é um dos poucos eventos daqui da região que ainda me interessam, por ter atrações como Artists Alley, comidas gostosas, dubladores, joguinhos (PSParty voltou!!) e outras coisas que, hã, contemplam minha demografia mais do que youtubers aleatórios. (Eu, pagando de cult como se não assistisse quase que diariamente os vídeos de uns youtubers aí, mas enfim.)

De qualquer forma, a ideia era acabar com a minha lista de cosplays por fazer nesse ano, mas ainda vai faltar uns 7 que já estão prontos... -_- ; ; Então, erm, acho que eu vou ter que fazer ano que vem também, risos.
  
Enfim, eu acho que são meio que estas as novidades? Não exagerei nas comprinhas porque o que comprei já foi mais que o suficiente, e também porque agora estou em uma vibe de querer me organizar e arrumar (novamente...) o meu quarto antes de comprar mais coisas. Quero muito colocar em prática definitivamente as mudanças no blog e na lojinha que eu já tinha prometido, e começar a focar em compartilhar os meus OODs e tal, então eu acredito que até final do mês de Outubro as coisas já estarão bem mais ... organizadas. Sim, estarão, certamente. ♥ Outra coisa que prometi e ainda não cumpri foi trazer postagem de anime, porque ainda não terminei as 2 séries que estava assistindo para resenhar mas, bem. Com as provas resolvidas e com as coisas do Pentagon publicadas e tal, agora sai... espero.

Enfim, mesmo assim, espero que tenham gostado de receber alguma notícia da minha pessoa...? E espero poder mimá-los melhor na próxima postagem, risos. Então, até a próxima! ~  

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