segunda-feira, 23 de julho de 2018

Comentários: World Pop Festival - Domingo 22/07/2018


Cries in VK

Olá, galera querida ♥ O postzinho da vez é sobre o World Pop Festival, aquele evento que a Yamato criou para substituir o Anime Friends que comentei aqui. Assim acabei visitando o evento porém em apenas 1 dia e não 2 mas vou deixar o relato do que vivenciei nesse dia e do que gostei e do que não gostei no evento. ☺

Quando cheguei lá de caravana, por volta das 10:30, o evento ainda não tinha começado e todas as pessoas do ingresso antecipado aguardavam em filas quilométricas conforme de praxe. Ao contrário do Anime Friends 2017, as filas voltaram a ficar em S por conta de o evento ocorrer em um pavilhão antigo - que nem banheiro bem tinha. O bom disso é que ao menos aparentemente tinha estacionamento mas não sei se todos podiam utilizar ou apenas staff e similares. Não fizeram revista de metais e objetos perfurantes o que sinceramente agradeço porque aquilo nunca adiantou muito, mas confesso que gostaria que um evento do porte do WPF tivesse ao menos detector de metais e/ou guarda-volumes na entrada, mas prossigamos.

Cheguei pensando que ia furar as filas porque estava com uma dor de cabeça e sonolência terríveis mas esqueceram de colocar minha pessoa na lista do Ribbon Fashion Contest - talvez porque minha submissão foi na véspera enviaram uma mensagem automática dizendo que eu poderia entrar pela entrada Caex, uma entrada para expositores/atrações, e não deu. Fiquei na filinha por bem uns 40 minutos enquanto remoía a postura pouco profissional da atendente que me recepcionou com ar de superioridade assim que entrei e que me deixou de mau humor o evento inteiro.

E, aliás, me levou a decidir já ali que não vou no próximo a menos que tragam alguém que adoro = A =   

Depois da ocorrência inicial chata entrei no evento já emburrada e fui andar. Não dá para se perder exatamente porque o local não é enorme e é bem linear, porém demorei algumas horas até perceber que havia 2 salões abertos no pavilhão e ainda um terceiro fechado em que aconteceu a apresentação do Kaya e outras musicais.

Eu vou começar explicando minha experiência dizendo que a primeira coisa que comprei ao chegar no evento foi Curry Pan - o que não é péssimo, mas rolê na Liba por R$60 ... - porque estava relativamente barato, a R$7, porém a maioria dos produtos importados tinham os preços praticados na Liberdade porque acredito que a Yamato não tenha reduzido significantemente o preço dos estandes, que venturavam nos milhares antigamente, então nem podiam baratear muito. O problema é que o nível do mobiliário era realmente amador e eu prometo que em qualquer evento amador organizado por jovens daqui de Santos encontra-se plaquinhas e mesas melhores que nesse evento que foi R$60 em um pavilhão sem banheiros ♥ Próximo!

Os estandes que eu mais gostava do Anime Friends como o da Sarangingayo parecem ter ficado por lá, e a maioria dos estandes tinham produtos bem amadores ou com pouca originalidade excetuando-se um ou outro que gostei - por exemplo, o das mochilas de k-pop e o dos produtos japoneses fofinhos, que acabei não comprando porque faltou coragem ; O espaço dos artistas estava pouco movimentado costumeiramente e foi chato porque a maioria das pessoas que lá estavam pareciam dar muito de si e se esforçar em atrair o pessoal, mas a localização não ficou muito estratégica e o evento em si não tinha muita gente; o pessoal em geral ia sabendo o que ia visitar, como os espaços temáticos que estavam na minha opinião melhor distribuídos que nos AF 2016 e 2017.  Simples, modestos, porém com espaço para andar e permitiam interação, coisa que não ocorria mais. Espaços como o do Just Dance que não tem como dar errado permaneceram, e também os de baseball que continuam WTF e tal. De diferente tinha uma daquelas máquinas de fotografia que parecem purikura sem ser - tragam purikura #deixaaslolitabrincá - e um estande de pipocas em parceria com o Cinemark. Aparentemente a parceria também trouxe um espaço de previews mas não conferi. As grandes atrações do último dia, que costuma ser relativamente lotado, foram as apresentações de k-pop e os shows do Kaya e do FLOW e quiçá o Ribbon Fashion Contest.

Mesmo para o último dia pessoalmente não vi muito movimento no evento em si. O espaço de alimentação bombava, o que diz muito sobre o ânimo da galera considerando que havia um McDonalds perto do local. O espaço da PSParty bombava como sempre bem como um cantinho que tinha mangás, revistas e jogos retrô em fliperama e a preços baratos - o que adorei, mas fiquei pouco tempo porque me senti esquisita ali de lolita ... = A =  - e o M&G do Kaya a R$30 foi um sucesso. E agora preciso comentar disso.

O Kaya, Deus, é angelical. É muito sério. Eu não paguei nenhum extra e não pretendia conhecê-lo, porque não sou nenhuma fangirl e seria um pouco pedante, porém uma amiga que tinha pago não conseguiu ir e eu acabei participando do M&G quase de entrona escutando meu Shounenki na fila ; ele naquele vestido lolita maravilhoso me recebeu com um sorrisão, deixou tirar uma fotografia perto - e eu nervosa porque respeito o papel desse rei do VK - e deu um autógrafo genuíno, tudo por R$30. Considerando que eu fui no M&G do TMR no ano passado que foi bem mais caro por um print e fotografia em grupo eu fui no chão.

Até aí ótimo exceto o tremelique que comecei a sentir de ansiedade starstruck mas a coisa só piorou no momento do show porque eu não acreditava que existia alguém que superaria no Brasil as apresentações de FLOW e TMR - sinceramente, o que há de mais hyper que j-rock? K-pop jamais comparará - e então Kaya. Senhor, que apresentação, fanservice, maravilhoso. Músicas de gêneros super diferentes, troca de roupas, coreografia pro público. Me lembrei do Miyavi e tantos outros de VK que perdi e me lamentei novamente, mas falando do Kaya em si ele é realmente muito meigo, divíssimo, arraso. O especial de anime foi para qualquer um de nós que gostamos de anime, no passado ou no presente, sairmos babando. Ele cantou até Moonlight Densetsu ; ___ ;   


Conforme disseram lá na fila, só as gay e lolita curtindo horrores e cantando junto.

Infelizmente o show atrasou pouquinho e o pouquinho foi o bastante para perder o comecinho do FLOW. Cheguei no meião de Ai Ai Ai Ni Utarete Bye Bye Bye. Depois, prosseguiram com Code Geass e nem um dedinho a menos da energia usual do FLOW, maravilhosos. Eu que estava sem energia, ao final do dia flopado, ainda assim curti e pulei muito com as estrelas maravilhosas que são Keigo, Kohshi, Takeshi e Iwasaki e Gotou. Cantaram novas, antigas. Então mesmo sendo artistas que já estiveram no Brasil eu não posso me queixar da experiência de shows que o WPF proporcionou e é aí também que deixo minhas reclamações.


Yamato, não é mesmo minimamente desrespeitoso o M&G do Kaya a R$30? Eu sinto que a coisa foi organizada na brodeiragem muito menos profissionalmente do que envisiono e que chamaram o FLOW e Kaya exatamente porque são artistas que animam e arrasam e provavelmente não cobram muito porque são maravilhosos como profissionais. A filona do Kaya é prova de que as pessoas estariam dispostas a pagar um pouco mais caro, e eu gostaria disso até. A hotzone era de graça e ao final das contas só foi oferecida para aqueles que pagaram o M&G, o que foi total incoerência. É evidente que eu adoro pagar pouco por conteúdo de qualidade porém a discrepância entre o nível do que o WPF proporcionou e o que os artistas proporcionam foi triste - e nesse sentido eu sinto que preferia um festival de música  - e o Kaya não conseguiu sequer ser jurado do Ribbon Fashion Contest conforme planejaram porque foi uma atividade atrás da outra e imagina correr tanto naquela armação, Senhor, sorriso e simpatia nenhum aguentam. Em síntese, se eu fosse a Yamato estaria literalmente babando o ovo metaforica e liter--tosse intensa dos artistas internacionais, porque a organização não valia e mesmo assim sinto que o profissionalismo com que trataram os artistas foi ridículo e talvez os staffs de bastidores sejam incrivelmente competentes mas o tratamento visível decepciona e dá poucas esperanças para o retorno de artistas japoneses, lembrando que a dificuldade é maior por conta da valorização do dólar. Muito se comenta essas coisas entre os jornalistas musicais, entre fãs de k-pop e a realidade é que o que ainda nos une a artistas internacionais nesses tempos de crise é a força do fã brasileiro que mesmo na bosta guarda pra shows e arruma tempo pra fanatismo, o que faz com que quiçá os artistas detestem os momentos que precedem as apresentações tanto quanto porém o momento compensa.

Para concluir e falando do Ribbon Fashion Contest, não tivemos a Fátima Bernardes porém houve uma reportagem da Record e eu acabei filmada algumas vezes e espero sinceramente que não me vejam no trabalho ; ´ A ` ; ; Presenciar a Fabíola rindo do seu nervosismo ao ser filmada de lolita não tem preço Foi minha primeira vez participando e o pessoal foi amorzinho ~ Queria aproveitar e agradecer às meninas que acabaram andando um pouco comigo quando estava sozinha, Tamara e Jéssica, e a Kakao foi simpaticíssima e acabei me sentindo muito acolhida apesar de ser uma intrusa ^ ^ ♥

Enfim, minha experiência no evento definitivamente foi de alguns momentos positivos porém se me perguntar se intenciono retornar no ano que vem eu não sei. Tenho dúvidas porque estou ficando velha e tinham poucas cadeiras e lugares para sentar no geral e meu corpo hoje, 23/07, está esgotado de tanto ficar em pé. Porém, às vezes eventos pequenos com poucas atrações de qualidade divertem mais que eventos gigantes em que não conseguimos caminhar. Não é necessariamente um problema. O problema surge quando o staff são a mesma panelinha usual, que certamente sabem dialogar com o público desses eventos como ninguém que são provavelmente as únicas pessoas que detestam e adoram otaquinhos tanto quanto eu mas também envelhece e se cansa e acaba reproduzindo as coisas negativas também, não apenas positivas, quase mecanicamente. Sem uma crítica, o que acontecia porque a Yamato nunca viu reais concorrentes, as pessoas acabam reproduzindo hábitos que não necessariamente atraem público . 

Mais importante, se o Anime Friends era inclusivo e Youtubers foram até alvos de críticas - mas as crianças realmente detestavam Youtubers ou era que nem eu que dizia que odiava Restart e dormia ouvindo Recomeçar no MP-- - marinheiros de primeira viagem certamente ficaram perdidos, vi famílias com crianças e fiquei um pouco chateada porque sinto que as crianças causavam até certo desconforto porque a proposta era outra, nesse sentido, dos Anime Friends. Da ausência de revista policial, passando pelo parquinho de shopping, até a violência simbólica casual. Não foi adequado.   

Me arrependi de não ter ido ao Anime Friends exatamente para ter uma visão do Outro e ver se a grama lá é realmente mais verde. Mas quiçá Ressaca estaremos lá.

Espero que tenham gostado dos comentários e retorno no Journal. Até a próxima ~  

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