sábado, 7 de abril de 2018

Música: Miyavi


Eu não sei nem de que jeito anuncio essas coisas.

Depois de pedir por séculos, adivinha que artista vem visitar.

O guitarrista maravilhoso que já fez 2 filmes em Hollywood e já foi escalado para o live-action de Bleach retornará ao Brasil depois de uma década da sua primeira visita no dia 26 de maio, e eu estou bem naquelas - passando mal ´ A` ; ;

Verdade. Eu estou aguardando enérgica e ativamente o cidadão desde 2008. Não consegui ir em nenhum dos 3 shows que fez no Brasil e ainda não acredito que finalmente vou escutar em pessoa o mestre da guitarra de metade dos jams que tocavam no meu saudoso MP4 Player quando tinha 14 aninhos.

Então eu resolvi trazer a vocês a biografia do MYV sob a minha ótica de fã de muito tempo atrás, desde quando ainda não era um pai de família respeitável e intitulada "O que acontece quando uma cria do visual kei chega em Hollywood" .  


Mas vamos falar sobre MYV - anteriormente estilizado Miyavi, aí MYV, aí 雅 e aí a gente chama do jeito curto mesmo - que é um rapaz incrível. Eu já mencionei o talento dele em tocar guitarra maravilhosamente? Talvez não tenha mencionado então que ele se tornou famoso porque tinha uma carinha de bonequinha - não à toa, "miyabi", boneca - e tocava muito guitarra em uma banda que ninguém conhecia e acabou chamando atenção a ponto de se tornar um solista. Ou talvez ele chamasse a atenção por beijar muitos rapazes. Talvez ambos afinal.   

Como a Vânia, como o Damião, como a D. Maria. Como o Kai do Gazette, como o neto do primeiro-ministro e só não como o Gackt porque ele não deixa.   

 Takamasa Ishihara nasceu em algum momento dos anos 70, apesar de não parecer porque começou a carreira cedinho e continua maravilhoso, em Osaka. Treinou muito porque queria ser jogador de futebol e começou a se dedicar à guitarra por conta de se machucar, e graças ao machucado virou um delinquente roqueiro emo e o resto é história.  
   
Então, eu já fui muito fã do Miyavi. Na verdade, a princípio eu tinha ressalvas assim justificadas porque roqueiros japoneses tem problemas mentais - sério, já viu Dir En Grey? A galera da época pirava - mas um dos roqueiros que me fizeram abandonar o preconceito com o gênero foi justamente ele que fazia algumas músicas bem diferentes dos gritos usuais e pedidos de emisse.

Em 2006, com o album MYV Pops, o guitarrista começou a se distanciar da imagem de roqueiro underground, sem jamais renegar as raízes, e começou a mostrar sua versatilidade em outros gêneros musicais - o que significa que começou a lançar musicões diversos e se explorar artisticamente em músicas à la Senor Senora Senorita, Itoshii Hito e uma favorita pessoal chamada Kimi ni Negai wo. Tapas nas fuças da sociedade.   



Depois, tivemos a era de Selfish Love e Subarashikikana Kono Sekai que foi a época da primeira visita ao Brasil, e também época em que divulgou muito o j-rock em outras partes do globo. Falando em Globo, mãe, ele esteve na Globo um dia.

Nessa época, porque o mundo é ironias, começou a se vestir de um jeito normalzinho ao mesmo tempo em que bradava sobre o Neo Visual Rock japonês o que fez com que algumas pessoas dissessem que ele estava metido. Ao que ele sumariamente cagou, aliás. Certíssimo. Falou tudo.  

A época deu sequência ao album What's My Name de 2010 - que foi muito zoado por conta da música da Rihanna basicamente - e foi a época em que começaram também as críticas de gente que gostava "quando ele fazia música boa". A galera que escuta What's My Name e lamenta a falta de música boa realmente precisava escutar uns batidões mas prossigamos.


Começou um pouco depois a época do Samurai Sessions que são coletâneas com outros artistas japoneses que basicamente inaugurou a modinha do vs no visual kei, e foi ainda nessa época que ele voltou ao Brasil no SWU. E continuou lançando muita música ruim entre os anos de 2011 e 2012, conforme vemos no vídeo abaixo.

Minha favorita pessoal da época.  

Entre os anos de 2013 e 2015 ele continuou fazendo música ruim como o hit Real, ao mesmo tempo em que retomava sua popularidade no mundo inteiro ao aparecer no filme Unbroken da Angelina Jolie e todos perceberem que já tinham visto em algum lugar aquele japonês gatinho que interpretava o The Bird. Foi morar nos Estados Unidos com esposa e filha porque começou a ser perseguido por tabloides japoneses que disseram que o papel do filme era contra o nacionalismo, e segue bem.   


Recentemente estrelou ainda o filme Kong: Ilha da Caveira e foi escalado para Byakuya no live-action de Bleach, fez seu primeiro anison finalmente entre outras coisas bem incríveis porque ele é um dos poucos artistas que possuem controle criativo total sobre sua carreira no presente momento histórico.  

Em resumo: rainho.

"Mais alguma coisa a acrescentar?"  
  
Se quiserem saber sobre ele, recomendo a seguinte entrevista com Gackt e também o filme Oresama, os CDs Room 382 e Miyavi e também os Samurai Sessions. Todos esses dizem muito sobre o que ele fez por uma scene inteira de j-rock e consequentemente por jovens não apenas do Japão mas do mundo, com todas as apresentações internacionais e as obras de filmes e similares que facabaram divulgando indiretamente o pessoal outrora marginalizado e excluído por não servirem em lugar nenhum na sociedade japonesa e tampouco do mundo.

É por essas que o eterno guitarrista do Due Le Quartz é muito querido por todos os fãs que o seguem nas mudanças e que sabem a importância das datas em que ele tem nos visitado na sua história e que ele diz a verdade quando diz gostar do Brasil. E é por essas que eu preciso ver vocês na apresentação única no dia 26 de Maio, no Carioca Club, em São Paulo.

Espero vocês lá ~ * ^_- *   ♥


Nenhum comentário:

Postar um comentário