sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Evento: Festival Geek da Santos Criativa


Olá, gente!

O post da vez é pra falar sobre como foi o tal do Festival Geek da Santos Criativa, que ocorreu dos dias 21 a 23 de Julho de 2017 aqui na cidade de Santos/SP. Contando com a presença de convidados tão ilustres quanto Maurício de Sousa, o evento foi organizado por várias pessoas da região que estão envolvidas com cultura e eventos geek em geral, e contou com a participação de vários artistas e criadores muito populares da região, além de muitas lojas e negócios relacionados.

Foi muito bom!

Primeiramente, do que se trata esse tal de Festival Geek? A iniciativa liderada por um grupo chamado Santos Criativa da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santos pretendia organizar um festival de "cultura geek" - desde quadrinhos, passando por anime, filmes, jogos, até livros e séries! - que pudesse divulgar os artistas do Brasil e sobretudo da região, e ao mesmo tempo entreter as crianças e pais nessa época de férias e convidá-los a conhecerem melhor esses universos. Com entrada franca e realizado em dois pontos de cultura da cidade de Santos, com apoio de uma grande equipe de staffs altamente qualificados e muito entretenimento, o evento conseguiu realmente unir o útil ao agradável e proporcionar uma experiência que, se não era voltada para o nerdão hardcore (tm) nem de longe, também passou longe do amadorismo de 90% dos eventos que relato neste blog e pôde proporcionar conforto a crianças, jovens e adultos (e idosos!) igualmente.

Mas como nem tudo são flores nunca, vamos começar criticando: o lugar. O lugar simplesmente era péssimo. Não o lugar em si - o Museu Pelé é lindo e me rendeu a fotografia incrível abaixo sem nenhum esforço! - mas o centro da cidade é perigoso - especialmente pra uma garota saindo sozinha às 7 da noite de Domingo, o que eu fiz e quase fui assaltada. Não tem muitos pontos de ônibus por perto e precisei correr por uma pracinha deserta até um carro de polícia, e de lá para o terminal de ônibus. O outro lamento que tenho é que os ingressos para ver a abertura com Maurício - retirados gratuitamente na quinta-feira - acabaram em 3 segundos, mais ou menos (ok, meia hora, vá lá) e não deu pra pegar mesmo estando ali perto no dia. Fiquei chateada, mas #vidaquesegue. Terceira reclamação: a falta de bebedouro gratuito. Uma coisa um tanto imperdoável em um evento organizado pela prefeitura, mas vamos lá.

Apesar desses pesares... não poderia me queixar de quase nada. Fui ao festival no Domingo e consegui curtir todas as atrações. Chegando na Casa da Frontaria Azulejada, me deparei com bombons lindos e fui pegando o cartão; seguindo, tinha uma espécie de hall de desenhistas, cartunistas e escritores de HQ, entre outros artistas. Achei interessante que procuraram juntar realmente alguns dos artistas mais populares da região, no que tiveram sucesso graças ao apoio da Gibiteca de Santos, acredito; os trabalhos eram de altíssimo nível em geral, e os artesãos e artistas chamavam as pessoas pra divulgarem seu peixe. Só por aí deu pra perceber que o evento era realmente diferenciado - já que em muitos os artistas ficam restritos a um espaço pequeno e pouco valorizado - e foi legal poder conhecer o trabalho de gente que eu sempre ouvia falar mas nunca via - por exemplo, curti minha breve leitura da HQ do Bispo Freudnt, que tinha desenhos realmente incríveis, e as narrativas do que pareciam identificáveis. Fiquei pouco tempo por lá por conta da programação e da cobertura, mas foi agradável.

Principalmente do outro lado da Casa haviam estandes de produtos dos mais diversos - desde mangás, passando por tradicionais camisetas, almofadas e afins, até jogos de RPG e TCG. Ao fundo havia um espaço para os jogadores destes. Uma coisa que eu gostei foi que, ao contrário de muitos eventos, cada estande se especializava em um tipo de produto apenas e então era fácil saber o que tinha daquilo que você queria no evento; eu confesso que desisti de estandes em eventos por a) falta de um catálogo, b) mistura de itens e c) lotação no geral (causada pelos motivos supracitados também). Resumindo, muitos problemas que puderam ser evitados e eu consegui me maravilhar com os produtos.

Na Casa havia ainda algumas cadeiras para se sentar no meio do salão - uma coisa que faz falta em muitos eventos - e um palco no qual aconteceu o concurso cosplay. Não consegui conferir, mas parece ter sido incrível a julgar pelos cosplays presentes, alguns dos quais você confere no post *^_-*

Depois, seguindo para o Museu Pelé haviam ainda algumas outras atrações. Uma que m agradou demais foi a sala de Just Dance. Sim, havia uma sala em que pessoas se revezavam pra jogar e era possível ficar atrás observando, o que evitava tumulto e música ruim e gente esbarrando sem querer em quem estava só de passagem. Entrando no Museu, havia armários (!! armários na entrada !! PARABÉNS), o pessoal do credenciamento de imprensa (maravilhosos, simplesmente) e mais a frente a loja de produtos de futebol, que continuou lá, e a lanchonete. Preciso dizer que o lanche estava ótimo -- ok, prosseguindo.

Entrando no Museu havia uma sala incrível que eu simplesmente adorei conferir, com a participação da loja que ofereceu vários consoles retrô como Sega e Super Nintendo para jogar, além de computadores com jogos nacionais incríveis como o famigerado Moira - que eu tardei a ter a oportunidade de jogar. Havia ainda uma promoção rolando pra quem postasse foto no Instagram, o pessoal era super interessado, e no geral a sala foi muito acolhedora.

Eu jogando Moira!

Saindo de lá, havia uma outra sala com mais estandes, e na frente desta um curioso espaço com uma proposta chamada "Youtuber por um dia" na qual a pessoa podia, bem, ser youtuber por um dia em um estúdio especialmente programado e falar com pessoas em um aparente livestream de Youtube. Não conferi de perto mas percebi que estava muito movimentado, e obviamente foi super atraente pra crianças e parece ser uma atração de baixo custo, então super bem vinda também. Outro que eu não conferi ao lado desta foi o Playstation 4 com VR em que as pessoas podiam jogar Resident Evil ao lado. Por conta do lançamento do jogo, essa foi uma das temáticas do evento, que contava ainda com uma grande exposição de Resident Evil no andar superior do Museu.

Mas não só de Resident Evil se fazia o incrível andar superior do Museu; era também onde ficava o espaço de imprensa - que, dá pra ver, era super aconchegante e bem vazio ao contrário de alguns *cof* BGS *cof* eventos - e vários outros jogos que podiam ser conferidos, desde jogos de luta até corrida. O legal era realmente poder jogar tudo totalmente de graça; foi também onde eu me diverti tirando fotos gracinhas de Atena Utena ^_^ Ademais, havia ainda um espaço no Museu onde aconteceu um campeonato de LoL.

As atrações do dia inteiro se resumiam a isso. Apesar de parecer pouca coisa talvez, a verdade é que tinha ao menos alguma coisa para todos os públicos; mesmo eu que sou normalmente do público dos mangás me diverti horrores no evento, fosse jogando (Moira é ótimo! Sonic também! O resto... hã, também, talvez?) ou curtindo os cosplays e tirando fotos, ou mesmo comprando nos estandes que em geral tinham preços bem justos. Ademais, realidade é que não dá pra ter tanto videogame assim sem um apoio poderoso - o que é o caso da prefeitura, obviamente. Não é todo evento que oferece mais de 15 aparelhos com jogos simultaneamente.

Pra concluir, o andar de cima do Museu contava ainda com um auditório no qual ocorreram as duas últimas palestras que eu fiquei para conferir - uma muito oportuna com os professores do curso de Desenvolvimento de Jogos 2D que foi aberto na Unisanta, e outra com o da Mukutu, uma da empresa de design e entretenimento (gigante e que temos o privilégio de ter na região) MKT Virtual - que por sinal foi excelente, com muito conteúdo muito informativo e relatos de experiências únicas que a empresa teve na produção de jogos inclusive para empresas estrangeiras, relatos sobre a parte financeira de ter uma empresa de jogos e várias dicas para o verdadeiro caminho das pedras. Ele mostrou uma análise dos perfis de empresas de jogos brasileiras de Behold a Aquiris, levantou algumas questões que são importantes para uma empresa de jogos - desde criação, passando pelo marketing e o financiamento, até o fator "paixão" - e fez uma fala incrível. Em síntese, não poderia reclamar de nada porque aquilo que eu queria ver foi realmente incrível e só lamento mesmo ter encavalado os horários.

Uma coisa muito legal desse evento foi que, por conta de ser uma iniciativa da prefeitura divulgada em locais estratégicos (entenda "Longe dos círculos dos ranços nerds" e etc.) e ser gratuito e em Julho, haviam muitas famílias. Eu cheguei a ser fotografada por mães (o que eu sempre adoro ^_^) e conversar normalmente com pessoas. O conforto que eu senti em um nível humano foi insano perto da maioria das experiências que tenho em eventos de anime, nos quais geralmente os mesmos círculos viciados dominam os espaços e há pouco lugar pra outras expressões; lá haviam várias "tribos" mas o espaço era realmente dominado por crianças e um clima de "divertindo-se no domingão" super família que você não encontra na maioria desses eventos.

Enfim, no final das contas eu me diverti mais que em muitos eventos; apesar de ser realmente simples, acredito que {meu momento "velhice"} e meu cansaço casaram bem com o clima do evento, que realmente focou na divulgação do trabalho dos profissionais, criadores e famílias. Achei inspirador e gostaria de ser capaz de criar um evento similar em vários aspectos, sobretudo no trato das pessoas - que tinham cadeiras pra sentar, dentre outras regalias,

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