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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Jogo: Amor Doce - Um digno guilty pleasure


Eu sempre torci o nariz para dating sim pagos, todos eles me soavam como grandes máquinas caça-níqueis com histórias clichés para justificar seu elenco, e bem, no fim ele é tudo isso mesmo, mas ele tem algo por trás dessa máscara de jogo ladrão de moedas.



Eu tenho uma política um tanto preconceituosa em relação a jogos de internet e jogos "free to play" no geral, afinal, nenhum deles é realmente "free to play", já gastei horas da minha vida em jogos de Facebook e MMOs do qual, depois de um certo tempo jogando, se mostrava impossível de evoluir sem abrir mão de uns trocados. O mesmo pensamento começou a se aplicar a Amor Doce, eu pensava "Pfff, olhe todas essas bobonas jogando essa piada em forma de dating sim, todos sabemos que elas nunca vão beijar o pretendente delas", e bem, meu feed ferveu com alguns momentos de amor do jogo, e depois de um tempo a chance para jogar se abriu (graças a minha teimosia e birra em falar mal do jogo), e desde então tenho jogado.
A primeira conclusão que tirei é que o jogo é cliché porém de uma boa forma (?), ele pega todos os clichês de histórias de amor adolescente e joga dentro do mesmo plano, com o intuito de criar uma história de fácil absorção e que pode ser arrastada infinitamente, ou seja, a qualidade dela só depende dos próprios roteiristas do jogo.
Minha jornada começou com a criação de personagem, e ignorando o fato de que CABELO é uma coisa de luxo no jogo, o demais foi bem simples, porém aqui temos nosso primeiro problema: CADÊ MINHAS ROUPAS? O jogo te larga aos perigos da escola com um pijama, e se isso não fosse ruim o suficiente, todas roupas custam dólares (o dinheiro do jogo) ou são adquiridos através de eventos, e claro que a primeira coisa que eu fiz foi torrar todo meu dinheiro em roupas (guardem essa informação). E o resultado como vocês podem ver, minha personagem, a lindíssima Midori Espoleta, é a perua mais linda da escola (e eu não aceito que digam o contrário). O jogo inicia com um tutorial básico, ensinando adequadamente as mecânicas que vão se repetir durante o jogo todo, e para quem joga sem guia essa parte pode ser divertida ou muito frustrante, afinal, Amor Doce tem diversas ocasiões de leva e traz de itens, personagem X precisam de item Y, portanto, você tem que buscar por esse item para conquistar o afeto do personagem. O que também faz parte da mecânica é o sistema de andar pela escola, e ocasionalmente encontrar com os personagens do jogo, mesmo que eles normalmente mantenham sua posição, por circunstâncias de episódio eles trocam seu local de encontro no "mapa". Cada personagem tem uma barra de "loveômetro" (ou como o jogo apelida ridiculamente, loveô), e qual a forma mais eficaz de aumentar o loveô? Exatamente, diálogos com escolhas que influenciam diretamente no seu relacionamento com o personagem, porém, todos personagens são super extremos, fazendo com que qualquer escolha aumente ou diminui muito o seu loveô, ou seja, temos praticamente um Show do Gatão, onde quem acerta todas as perguntas leva o bofe.
No primeiro capítulo somos apresentados aos personagens, todos eles com seus clichês e igualmente irritantes. Os primeiros personagens apresentados são:
Nathaniel - O certinho. Chato feito uma porta que faz drama se você não é igualmente certinha como ele, adora trabalho.

Castiel - Adolescente revoltado e birrento, acha tudo ruim, não gosta de nada, trevas e morte, ama apenas seu cachorro.

Ken - Nerd saltitante e carente. Não tem muito mais a adicionar, fora que ele é um chiclete grudento e que todas as escolhas da protagonista são indiferentes a ele, porém, ele gosta de quase tudo fala para ele, logo é o mais fácil de se relacionar (afinal, obviamente ele é colocado como azarão de emergência caso você seja babaca com o chatão e o revoltado).

Eu falei bem mal dos personagens, porém, essa é a primeira impressão que eles dão, a real personalidade deles aparece aos poucos, principalmente nos momentos antes das imagens de finalização de episódio. Um sistema de recompensa por término de um episódio no Amor Doce, essa imagem será uma inteiração entre você e o personagem com a barra de loveô mais cheia, normalmente com um diálogo prévio que diz um pouco sobre o personagem, e, até agora, descobri que o Ken é um chiclete mas uma boa companhia e o Nathaniel, além de ser um chato regrado, é uma pessoa boa e legal (as vezes). E bem, qual a real importância disso? O sentimento de recompensa. É um sentimento que jogos vem proporcionando por todos esses anos, se um jogo é de certa forma difícil de ser continuado, porém, mesmo com as adversidades você adquire uma conquista, um sentimento de recompensa surge e deixa você feliz pelo tempo investido, e magicamente, Amor Doce representa bem esse sentimento, afinal, todos personagens são extremos e você, na pele da personagem, vê o esforço feito para coisas simples, como sentar na escada e comer biscoitos ou dar leite para gatinhos, são coisas simples que fazem você se orgulhar do trabalho feito... PORÉM, nem tudo são flores, lembram da informação que eu pedi para guardarem? Bem, antes de cada imagem que finaliza o episódio, o jogo te obriga a comprar uma roupa específica para continuar, e bem, logo no primeiro episódio eu já tinha torrado todo meu dinheiro, e então eu tive que entrar no jogo por alguns dias e ganhar os 15 dólares gratuitos diários, isso ensina bem a importância dos dólares no jogo e igualmente o motivo de não sair torrando eles, porém, mesmo que eu não gastasse, com o tempo eu teria que esperar dias para poder comprar a roupa para a imagem, ou como opção, gastar uns trocados reais para poder continuar no jogo imediatamente, e isso é a primeira coisa que me incomoda, a falta da forma de conseguir dinheiro por fora do episódio principal, como um trabalho de meio período que demandasse alguma atividade do jogador, mas obviamente não tem nada fora os 15 dólares diários, logo quem não está disposto a gastar dinheiro, vai demorar muito pra avançar no jogo. Para quem começou o jogo pouco depois dele ser lançado isso não deve ser um grande problema, já para alguém como eu que começou a jogar agora, nunca vai conseguir chegar nos episódios atuais sem ajuda de uns trocados, e essa postagem só está acontecendo pois eu gastei dinheiro que eu tinha na minha carteira do Google, senão eu não conseguiria ter postado isso ainda essa semana.
Cada episódio consiste de uma historinha que acaba garantindo inteiração com os personagens, dando a chance de aumentar o loveô do personagem na sua mira e ganhar a recompensa proveniente da relação dele, porém, isso não significa que a relação do casal se evolua rapidamente, e por alguns capítulos terá apenas flertes e amizade, o que eu pessoalmente acho bom, torna os momentos importantes da relação realmente importantes, ainda mais nessa sociedade atual onde um beijo é "só um beijo", e claro, a demora e a luta por um beijo faz com que a intensidade dele seja muito maior, aumentando ainda mais o sentimento de recompensa, onde nesse jogo é tudo, afinal, no momento que a pessoa apenas se frustra com o jogo, ela não gasta com ele.
O conteúdo dos episódios em si é um conjunto de ações da personagem que vão aos poucos construindo uma historinha (algumas nem sendo possível considerar uma história, e sim uma peripécia diária), e com o tempo as histórias ganham um tom e melhoram relativamente, mas sem perder o charme de cliché adolescente. 

No fim de tudo, essa experiência bizarra que foi jogar Amor Doce não foi uma má experiência. O jogo é simples em sua base, não tem artes exuberantes, nem personagens e história tão bons, mas ele está ali pelo entretenimento, O pay-to-play presente nele é de fato irritante, mas não é nada que te impeça de jogar, o jogo por si só já é devagar, no fim os atrasos que os pontos causam não são assim tão frustrantes, então, se procura algo para preencher seu tempo e vazio existencial sem a necessidade de um comprometimento muito grande, e é justamente o que eu venho procurando, coisas divertidas porém leves, afinal, a vida em si já está me enchendo a cabeça de coisas. E bem, eu pretendo jogar por pelo menos mais algum tempo, é um bom jogo para rir de seus clichês.


Algo que me incomodou um pouco em Amor Doce foi na verdade a protagonista, as escolhas estão presentes, mas nem sempre elas tem grande diferença entre si, dando a sensação de que a protagonista tem sim uma personalidade que não é a sua, e eu acho que isso não é positivo em um dating sim, afinal, o propósito é o jogador se alinhar com seu personagem e responder como se fosse ele no jogo.

4 comentários:

  1. Amor doce é considerado mais Adv [gênero de visual novel com mini-games] do que Dating sim, já que ele não tem a parte de simulação [dating sim é um subgênero de simulação] e nem característica do estilo, só uns minigames, eu já joguei isso fiquei até viciada, mas se tem algo que me irrita de verdade e jogo sem final e pelo que sei até hoje ele não terminou, e eu não suporto jogar coisas sem final, mas na época eu simplesmente acabei meus PA e fui ver os videos de todos os episodios, o último que vi foi o da Peca de teatro. Se eu for falar que me irrita em amor doce vou fazer um post aqui, então vou deixar pra depois, mas para um otome game acho ele muito simples, nem ligo dos clichês até gosto, são outras coisas que me incomodam.

    De vez em quanto eu vou lá e jogo de novo,[percebe me irrita mas ainda jogo...], principalmente se tem evento eu sempre faço. Meu personagem favorito foi mudando conforme aparecia mais gente no jogo, de primeiro foi o Castiel, depois o Lys e por último Armin, mas estava seguindo os pontos para Lys.

    Para quem ta começando a jogar otome games acho um boa, só acho ruim quando a pessoa leva isso por padrão. Mas é divertido e na minha opinião isso é o que conta.
    bjs

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    Respostas
    1. Eu sabia que o estilo de jogos ADV existiam mas não sabia que era esse o significado, todo dia aprendendo algo novo, enfim.
      De fato, eu duvido que o jogo terá um final por pelo menos os próximos anos, arrisco a dizer que o jogo só terá um fim quando já não tiver se pagando. E ele é sim bem simples, cheio de clichê e as vezes até se leva a sério demais, mas eu pessoalmente gosto dessa aura amadora, claro, há sim visual novels e jogos de mesmo escopo muito superiores que Amor Doce, mas no fim ele é divertido de jogar, como uma comédia ruim que nós adoramos assistir, porém PA é uma arma de satanás que não deveria existir.
      Eu tive a sorte de pegar dois eventos logo no começo do jogo, e até agora eu tenho gostado é uma boa forma de segurar jogadores na espera por novos episódios. Welp, eu acho que isso foi uma mudança natural de acordo com que a grandiosidade do jogo também aumentava para saciar o seu novo público, mesmo que por "grandiosidade" seja uma pequena mudança de alguns pontos de personalidade e episódios melhor elaborados (e maiores para torrar mais do jogador) e eu estava seguindo os pontos para o Ken, mas como ele saiu da escola agora eu terei que esperar alguns episódios para ver a volta dele.
      Ele seria uma ótima experiência para alguém que não conhece otoges, ele só é um pouco frustrante porque ele arranja motivos para lhe arrancar pontos e dinheiro apenas para induzir a querer gastar, para nem sempre ser recompensado por causa da mecânica de escolha de roupas, o que pode frustrar ainda mais quando a pessoa [eu] está jogando através da sorte e não de guias.
      Enfim, concordo que ele é divertido, ele não exige muito do tempo próprio, coisa que eu já pouco tenho, então ele é um bom passatempo.

      Nippan -

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    2. PA é uma arma de satanás que não deveria existir. kkkkk Morri com essa linha e eu so vim visitar kkk, resumiu tudo nessa frase genial. Eu estava joagndo o evento de musica esses dias perdi um tempo lá kkk.

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    3. Até hoje meu principal problema é os PAs, eles são uma maldição de fato.
      Seja bem vinda, aproveite a visita ;^)
      Eu estava fazendo ele mas acabei não conseguindo a imagem por uma série de imprevistos, uma pena ;') foi tão divertido de fazer o evento.

      Nippan -

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