quarta-feira, 1 de março de 2017

Pra não dizer que não falei das flores, sobre yuri.


Não on ice. O contrário.

Olá, gente! O assunto de hoje é um que eu venho querendo falar há um tempo, mas sempre me esqueço ou não dou a devida atenção. Mas eis que nos últimos tempos me peguei curtindo quatro séries que lidam com homossexualidade feminina de alguma forma - Hibike! Euphonium 2,Aoi Hana, Kobayashi-san Chi no Maid Dragon e o mangá de Utena - e achei que não teria momento melhor (ainda que eu esteja literalmente com 3 abas de trabalhos abertas, uma cólica e uma tristeza fodidas, mas se respiro eu posso) para escrever sobre.

Vamos falar inicialmente sobre o que raios é yuri? Eu quero começar falando sobre com um pouco de história japonesa. Já mencionei a existência do tal do teatro Takarazuka no post sobre dansou, um teatro desenvolvido no distrito de Takarazuka desde o começo do século XX, em que apenas mulheres interpretam homens e mulheres. O teatro era considerado subversivo demais porque surge em um Japão extremamente patriarcal - que nem o que a gente conhece mas no começo do século XX, imaginou? - e as mulheres que interpretavam homens acabavam sendo "vistas como" homens e adoradas pelas garotas que as assistiam, que podiam começar a desenvolver crushes lésbicos em amigas e colegas, por exemplo. A questão aí é que o Japão não é um país de tradição cristã e a heteronormatividade é um tanto relativa - no sentido de que sempre houveram casos de homens historicamente importantes que tinham relacionamentos homossexuais, por exemplo - mas necessária para manter a estrutura social, então obviamente levar as garotas a serem lésbicas era má ideia. No entanto esses crushes seriam uma fase da juventude, e passariam com o casamento e a maternidade, etc.

E aí surge um gênero de literatura chamado "classe S" com romances que colocam exatamente isso em cheque, com histórias de mulheres que se apaixonam geralmente quando jovens e passam décadas sofrendo sem se declarar, ou setem correspondidas, etc. Em resumo, são historias tão dramáticas quanto os shounen ai que existiam lá nos anos 70. Depois dessas histórias - parcialmente inspirada nelas e parcialmente de forma espontânea, também - que dão origem ao gênero de mangá yuri, termo que vem de lírio - cunhado por uma revista gay, em contraste com bara que significa rosa e implica homossexualidade masculina.

Breve adendo: o que são BL e GL?
 São termos recentes; GL significa Girls Love e indica casais homossexuais femininos, já BL indica Boys Love ou casais homossexuais masculinos, usados em um contexto de fãs de anime e mangá. Ex.: "eu desenho ilustrações GL e BL", ou o velho "aqueles dois... BL?" que a gente vê de zoeira em anime. No ocidente se usa os termos yaoi e yuri, o que é tão antiquado e etimologicamente errado quanto otaku significar "fã de anime", e no Not Loli a gente é chato e dá preferência ao etimologicamente correto.
Então eu vou começar explicando de forma bem didática o que é yuri, GL e etc. na prática. Ou ao menos aquilo que eu sei; não posso dizer que sou a manjadora suprema de yuri. Já li mais do que muita gente pensa (galera me vê falando de BL e não imagina, mas é, eu gostei de yuri antes) mas não a ponto de manjar. Ainda assim, eu quero compartilhar aquilo que sei com os novatos e curiosos. Existem obras GL com públicos-alvo diferentes. O que eu chamarei de yuri é o GL feito por e para mulheres que foi basicamente as origens do GL, afinal nos primórdios mangá romântico era sempre feminino e ainda mais se baseado nessa cultura Takarazuka, idealização de mulheres-príncipe, etc. Mas não tardaram a surgir os hentais de lésbicas, e que não tinham absolutamente nada em comum exceto serem ficções bidimensionais de mulheres...? Afinal, as mulheres dos yuri não tinham nenhuma relação sexual (quando muito se viam em uma frequência maior que 5 vezes em 5 décadas kkk xD) e muito sentimento, enquanto hentai é só relação sexual sem sentimento. Então, existem vários tipos de GL e eu vou tentar ser introdutória mas focar em yuri.

Ambos se desenvolveram ao longo das décadas. Ainda existe o típico hentai lésbicas putaria-em-mosaico 18+, e ainda existe o clássico yuri com lírios e drama e gokigenyou Fulana-san, apesar de efetivamente bem menos. A maioria das obras GL atualmente se situam na intersecção que foi encontrada: ora, havia tanto um público masculino quanto um público feminino que queria ver alguma coisa advinda de relações homossexuais femininas... vamos tentar uní-los e vai que dá certo.
Mas a transição foi um processo longo. Assim como BL, GL se tornou menos dramático e cheio de eventos trágicos depois dos anos 80. Nos anos 90, o pouco que existia de mangá GL já era diversificado, e então já era possível fazer comparações e determinar estereótipos. Enfim, o GL - que até então era shoujo e ainda se transformava em "gênero literário" próprio - começou só então a se popularizar; é interessante contextualizar e dizer também que na mesma época yaoi já se consolidava também, e haviam obras shoujo com casais lésbicos, como o icônico casal Haruka e Michiru em Sailor Moon, porque a onda era polemizar os casais de shoujo e sair dos padrões açucarados já batidos e amplamente aceitos na sociedade japonesa para tratar de romances marginais (er, até demais no caso do pedófilo de Card Captor Sakura, mas prossigamos).

Mas já existia um público masculino que curtia essas histórias GL (direi então yuri) que se passavam em universos incríveis cheios de sentimentos e emoções secretas, dramas e pureza, fortes subjetivações. Ikuhara não me deixaria mentir sobre isso. Eu não poderia falar sobre o público masculino que curte GL porque não passo nem perto de sê-lo, mas é verdade que yuri e seus estereótipos que mencionarei a frente começou a ser consumido também por homens. O interessante é que a princípio o que se buscou não foi uma intersecção, mas sim o desenvolvimento de yuri voltado para homens; estou falando de obras à la Strawberry Panic ou Nanoha popularíssimas nos anos 2000. O yuri seinen realmente atingiu um ápice de popularidade naquela época, jogando poeira nos clássicos que nem MariMite. (Até Uta~Kata existiu naqueles tempos, vai vendo.) As obras emprestavam um pouco dos estereótipos e temas de yuri, mas claramente feitas visando outro público. O yuri seinen diferia do yuri shoujo, yuri de raíz. (Que?) E os públicos também diferiam, obviamente não houve uma migração em massa dos homens fãs de yuri, apenas ampliaram a diversidade de obras GL.

A questão que queria levantar é que falar em obras yuri ou GL é falar em um gênero muito mais segregado e mal definido que BL, que já é bem mal-definido. E o mangá yuri é tão idealizado quanto yaoi; li recentemente sobre um estudo de 1997 sobre lésbicas no Japão, até, que mostra o quanto são ocidentalizadas e tem uma outra consciência. No yuri, tudo é culpa e vergonha e não condiz com a realidade. Assim, com o tempo o josei em geral também se consolidou, e dentro dele o yuri josei que são obras com um pé no yuri shoujo mas maduras; literalmente o equivalente da "maturação" do shoujo em josei, no processo que criou o gênero josei, mas com yuri - que tende a ser realista e chamado de "onna-doushi". E naturalmente temos agora uma diversidade enorme de obras com públicos-alvo, estilos e etc. diferentes. Mas se antes essas obras não tinham intersecção de públicos ao menos abertamente, agora existem obras que se veiculam como yuri apenas - e que são "igualmente" para homens e para mulheres, apesar de ser notável em umas maior influência de uma ou outra "corrente".

Exemplificarei com alguns animes do final dos anos 2000: Aoi Hana conta a história de várias garotas que se apaixonam umas pelas outras em um colégio feminino (ah... tão yuri) mas lidam com dramas como revelar para a família que são homossexuais, tentar entender o sentimento da outra, e bastante chororô. Sasameki Koto (que eu adorava) conta a história de garotas que se apaixonam também (sério?), e a sexualidade é muito mais levada "na brincadeira", com direito a cenas de fanservice e pouca ou nenhuma dramatização mas ainda muito terno. Contraste com Madoka Magica, que tem garotinhas mágicas lésbicas sofrendo vai. Contraste com Hibike! Euphonium, que não é yuri mas tem tudo pra ser, exceto homossexuais. Contraste com Yuri Kuma Arashi, que tem "garotas mágicas nuas #aesthetic wtf?". Contraste com...

Enfim, vários estilos. Em mangá acontece uma mudança similar, no sentido de que há mangá yuri para todos os gostos atualmente. A mais popular das revistas e símbolo do mangá GL atualmente é a Yurihime, que serializa desde Yuri Danshi - sobre um rapaz que gosta de yuri - até um Citrus, mas existem outras revistas de GL como Tsubomi e Yuri Shimai. Não sei se ainda existe yuri serializado em revista shoujo mas chutaria que todos foram para revistas josei que focam em exploração sexual; há várias revistas josei que serializam mangás yuri (por exemplo, a Feel Young de Helter Skelter e Usagi Drop é uma).

Vamos então falar dos estereótipos que são o norvana que reúne todas essas tribos com estilos e gostos tão diferentes.

Uma boa palavra que define mangás yuri em geral é: delicados. A dramaticidade exagerada de sentimentos, romanticismo irrealista e ternura diabética que as historias shoujo de BL deixaram de ter em meados dos anos 80 não deixaram de existir nas historias yuri; a diferença é que em algumas isso é tratado diretamente como um fetiche, sobre o que discorrerei mais a frente. Então os clichês são geralmente emprestados desses shoujos e ficções lésbicas pioneiras; lírios e flores em geral são populares, escolas femininas, momentos de coming out dramáticos, aparentemente magia é tendência também, etc. Enfim, tem aquela coisa de sentimentos do fundo da alma e eu sei que você sabe que eu sei que você sabe que é difícil de dizer bem comum, e uma ternura e delicadeza que chegam a ser diabéticas. Provavelmente existe yuri menos açucarado mas confesso que nunca li yuri trevoso góstico; GL realista e com temas pesados é o chamado "onna doushi" que não é exatamente yuri, por ter público e estereótipos diferentes. Sobretudo em obras serializadas em revista yuri se popularizou demais em décadas recentes um traco fofinho, arredondado e simples (que me afastou de yuri, confesso), aquele traço meio "moe" à la KyoAni ou Hourou Musuko que eu não tenho muita certeza se tem um nome (vão me chamar de poser de aniblogger agora, mas OK...) mas que tem se tornado muito popular até mesmo em hentai lésbico, contrariando tendências passadas (antes que me perguntem se eu sou versada em hentai lésbico, às vezes eu tenho que ler coisas enfadonhas à la Fatonic Love ou ver OVA do Tsuneo Tominaga pra postar. Culpo-vos).

GL compartilha várias tendências com BL como vocês provavelmente já puderam sacar. Por exemplo, paralelamente a "uke e seme", em GL há "neko e tachi", a submissiva e a dominante respectivamente. Que nem "femme e butch", exceto que a butch raramente é mesmo masculinizada - na verdade, quando há uma "masculinizada" na maioria dos mangás yuri e menos maduros, ela geralmente é a "príncipe" então há até aí bastante feminilidade e idealização. Ela geralmente é só mais velha ou emocionalmente madura, etc. Também, diferentemente de BL, "neko e tachi" só não importa tanto assim (e admito que eu preferia yuri a yaoi em meados dos anos 2000 justamente por ter relações mais simétricas e igualitárias; quando neko e tachi se tornou um lugar-comum de yuri graças sobretudo a escritoras heterossexuais fujoshi, deu pra mim). Similarmente a mangá BL também são muito diversificados nas narrativas que apresentam. Tem os adultos com cenas de sexo ou sem, tem alguns que são só fluff e dentre esses vários que são difíceis de distinguir de qualquer seinen moe. E aí tem claro o yuri seinen moe que nem é tão yuri assim, à la Yuruyuri.

É por aí. Não sei se consegui explicar bem, mas resumidamente, mangá GL tem grande diversidade de sentidos e públicos, e geralmente o onna doushi também é chamado de yuri no ocidente então se torna bastante amplo. Eu admito que gosto menos de GL que BL por conta de alguns clichês e estereótipos. Não vou generalizar porque existem exceções, mas geralmente acontece uma certa fetichização da inocência - o que é muito comum em qualquer pornografia que envolva mulheres feita pra homens, aliás, e o GL acaba pisando na linha tênue. É difícil isso acontecer em yuri "tradicional", daqueles que eram comuns até os anos 2000, porque as relações são muito "igualitárias" - e foi assim que eu e muita gente começamos a ser fujoshi gostar de yuri afinal é uma brisa de ar fresco de relações heteronormativas de shoujo que normalmente envolvem dominações e amores poucos saudáveis. Mas assim como yaoi evoluiu para um estilo que tenta ser mais realista e menos fantasioso, yuri também evoluiu só que de outras formas; em muitos sentidos tornou-se inclusivo para a grande fanbase de homens, e homens - sobretudo heterossexuais - tendem a relacionar mulher com feminino e feminino com frágil, delicado, etc. Por isso, de certa forma o foco de yuri desviou muito de meninas "príncipes" para meninas comuns em situações comuns, tão delicadas e simples quanto qualquer menina japonesa comum. Deu pra perceber que pros meus olhos é sem sal?

Pra terminar, FAQ:


1- "Nenli e nenlerey. O que caracteriza o yuri?"
O termo que significa "lírio" caracteriza obras de mangá centradas em romances (ou quase) homossexuais femininos que possuem características peculiares, apesar de no ocidente ser usado como termo genérico para obras de mangá com destaque a romances homossexuais femininos.

2- "Quero ler yuri. Por onde começar?"
Eu diria: por alguns clássicos. Fuka Mizutani é uma autora popular (eu participei de um podcast sobre ela com o pessoal do Animecote, inclusive!). Octave é o principal dos clássicos recentes, o Seven Days do yuri exceto que tem gente transando. E Girl Friends é o Gravitation. Maria sama ga Miteru e Utena são obras introdutórias comuns - MariMite é yuri de raíz e Utena é não-é-bem-yuri-mas-tem-garotas-mágicas-lésbicas-peladas-sofrendo-yay. Madoka Magica não é yuri, mas tem tanta intersecção e é tão popular que... vai ver. (Eu não curto.) Vamos agora às minhas pessoais. Haru Natsu Aki Fuyu por motivos de Eikizaou, rainhas; Pieta porque eu achava uma obra de arte aos 11 anos, e se as resenhas são ok apesar do traço horrível, talvez eu tivesse bom gosto; a lista inteira do Lililicious que eu respeito demais; a lista do Yurination se ainda faltaram recomendações.

3- "E os hentai?"
Os hentai você procura em outro lugar, porque aqui é um blog de uma mulher que lê primariamente mangás que tem escrito que o público-alvo são "mulheres" e portanto discorre sobre esses mangás.  Até a próxima!

7 comentários:

  1. E OS HENTAI

    Mentira todo mundo sabe que doujinshi é melhor.

    OiOi

    Vim para dar minha opinião de homem muito macho e nada inseguro que sou.
    Talvez dessa vez eu venha a ser muito vago, afinal, assim como yaoi, eu não leio tanto yuri, por causa de todos os motivos que eu já citei na postagem sobre Yuri on ice, normatividade, necessidade de definir padrões, etc etc etc. Eu sou o tipo de pessoa que quando busca algo mais antigo para assistir acaba indo para aquele lado estranho dos anos 90 cheio de OVAs repletos de sangue, sexo e pessoas dilaceradas, porque né, ISSO É MUITO ADULTÃO,então são raros casos de animes/mangás antigos que pego para assistir, mas eu fui introduzido ao yuri por Sailor Moon, eu assisti na televisão quando pequeno e caí naquela história de que eram primas morando juntas (obrigado Brasil por sua bela adaptação), então logo que adentrei no paraíso da internet eu fui ler o mangá de Sailor Moon que na época ainda não tinha sido publicado por aqui, além do choque de descobrir a existência dos fillers, teve o choque de que AS PRIMAS NA VERDADE ERAM AMANTES, isso talvez me introduziu aos multigêneros por si só, o que também me levou a pansexualidade (coisa mais recente de 2014 pra cá, antes disso eu dizia que não tava nem aí só queria ver bundas peladas //do professor Takanashi -n//), mas enfim, eu fiquei cursioso sobre e comecei a assistir mais coisas com teor parecido, foi aí que parei em Maria Sama ga Miteiru e mais coisas que me interessavam, isso levando até dias atuais, do qual eu li o que queria e agora eu desisti de procurar, tentei ler bastante coisa mas raramente me agradava de algo, o último yuri que tenho lido é Yuzumori-san, que só estou lendo porque eu acho fofo, é um casal fofinho (e fora da lei). E ao meu ver, yuri atual se tornou sim uma obra para homens, não falo nem na linha tênue entre mocinha e mocinho, realmente acho que se voltou totalmente pra isso, uma questão total de fetiche, todos homens japoneses héteros fantasiam que escolas femininas é um poço de surubas homossexuais, pois né, as meninas se sentem solitárias e tenho zero controle próprio e sai soltando feromônios pela escola toda. A prova mais atual em animação disso é Sakura Trick, ele é bobo, bobão no limite, personagens rasos, história não existe, tu pode comparar ele a K-On, mas em vez de tocar instrumentos musicais elas tocam os corpos umas das outras, sem tirar que a vaga obrigatória de autista é de uma menina que precisa achar o colse da câmera para colocar os seios dela em foco, além de que não se trata de um romance, é como elas dizem, uma amizade muito muito profunda (quero status no Facebook de amizade muito muito profunda), e enfim, é só uma desculpa para colocar uma loli e uma cabeça de vento para se beijarem loucamente durante 12 episódios (Sono Hanabira no Kuchizuke wo também entra nessa, sendo um hentai softporn que adora forçar inocência), aliás, um adendo, odeio inocência em personagem que não era suposto ser inocente, tem limites.
    Enfim, vamos ao fandom, o pessoal do yuri não tem um grupinho formado como acontece com as fujoshis, mas eles são igualmente chatos, afinal, tudo que eles querem é linguadas e pra eles YuruYuri e Fate/Kaleid Liner Prisma Illya são sucessos da nova geração de yuri. Porém, claro, há exceções em tudo.
    Prison School é um ecchi dignamente ruim, ele sabe disso e se esforça para ser cada vez pior, porém em uma parte do mangá ele aborda uma relação homossexual entre mulheres, e não trata isso como um fetiche maluco ou colocando uma direção de quem domina e quem obedece, ele faz isso do jeito dele, de forma neutra mas ainda assim escrachado como o mangá todo é (ele é ruim e nojento, nunca leia).

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    1. Tive que dividir de novo, é

      Enfim, eu até gosto de Shoujo Ai no geral, mas em casos raríssimos, tão caros quanto eu gostar de yaoi, afinal, eu não consigo me projetar em nenhum deles, eu não consigo entender os sentimentos dos personagens, afinal, tudo é sempre muito raso e isso me irrita, se for pra ler e me estressar eu vou ler Aku no Hana e passar mal de cringe. Enfim, acho que consegui explicar o que eu queria (?) SE É QUE EU EXPLIQUEI ALGO ISSO TÁ COM CARA DE COMENTÁRIO DE HATE.
      Agora quanto aos animes com insinuações homossexuais por toda parte, eu meio que gosto disso dependendo da forma que for aplicado, como no caso do próprio Maid Dragon e etc, ele usa isso como elemento de comédia, afinal, é óbvio o motivo da dragoa morar com a minha contraparte 2D. Hibike Euphonium tem bastante disso também, mas eu ainda acho que em algum momento isso será oficializado assim como ocorreu com YuruYuri, mesmo que em YuruYuri nada dá pra se levar muito a sério, vai que é outra amizade muito muito profunda.
      Engraçado que faz anos que josei é um dos meus gêneros favoritos e eu nunca dei de cara com uns desses onna doushi, ou talvez eu li/assisti algum e nem tenha notado, afinal, pessoal sempre faz confusão definindo gênero e eu acabo caindo no mesmo pacote de biscoitolachas.

      Acho que é isso por hoje, não tenho nada mais para adicionar se é que adicionei algo, agora me dispesso, tenho mangás bizarros pra ler.

      Nippan -

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    2. OLÁ! Queria dizer que estava esperando seu comentário, mesmo sem saber se ia acontecer, queria saber sua opinião sobre o post :'D Obrigada por corresponder minhas expectativas (? Q)
      Eu sei e igualmente tbh. Eu realmente não sou favorável a rotulações em geral, porque creio que o ideal seria que todos vivessem sob uma outra ética em que sexualidade não fosse importante afinal as pessoas que saibam o que fazem no conforto dos lares rs, mas eu também descobri que existia yuri porque eu era fãzassa de Sailor Moon e gostava justamente da Michiru (triste que as pessoas só lembrem dela como "a lésbica bonitinha", ela é uma garota inteligente e forte e artista talentosa Mary Sue af).
      Não sei se homens japoneses pensam dessa forma, só uma minoria deles que são os otakus e especificamente os otakus de yuri LOL. (Apesar de que homens japoneses são socializados de forma a serem tolinhos, mas ok) Sakura Trick foi o que me afastou dessa piração de anime yuri com 1782892 garotinhas moe, também. E lembro das imagens promocionais de Prison School, me parecia fetichista e não-pra-mim mas não horrível. Legal saber disso (?)
      Ah, mas yaoi não é mesmo pra se identificar. No Japão machismo é uma realidade terrível, romance é uma instituição fortíssima (Makoto Shinkai que nos prove) e yaoi é pra ser idealização justamente por e para mulheres que não querem se identificar demais. Às vezes acontece de outras pessoas se identificarem mas a maioria é por aí.

      Ah sim, Yuru Yuri é tão complicado porque apesar de ser da Yurihime eu pessoalmente não considero muito yuri, só comédia? Enfim, eu recomendaria demais Pieta e outros desses onna doushi, tem uns com histórias bem legais e raramente são traduzidos então talvez vc não tenha porque né.

      Enfim, super obrigada por sua visita e seu comentário e até! (De coração)

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  2. oii acompanho seu blog a um tempo. gosto de suas postagens,sobre yuri é um genero que ´por muito tempo me afastou por pensar que era para o publico masculino, e a grande parte que tinha ido ver dei de cara com que temia :/, então um dia comecei a ver onii-sama e, tinha começado a ver por ser da mesma autora de versailles no bara, e por gostar desse anime, resolvi dar chance a esse,acabei gostando, não tive a impressão que era para homens, depois desse foi procurar outros porem grande parte so tive decepção, um dos poucos que achei e gostei foram aoi hana (amei)hibiki, que gostei bastante, apesar dos traços moe, não achei fanservice, e blue drop esse achei mais ou menos, mas não foi fanservice, a e esqueci do manga, que gostei muito e não achei outro igual, Claudine.Esse maid dragon dropei, para mim era so fanservice.
    Aceito sugestões de mangas e animes rsrs

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    1. Olá, Camilla! Primeiramente, muito obrigada por seu comentário e sua visita. Eu creio que muita gente tem a impressão de que yuri é pra homens porque yaoi é "pra" mulheres, mas na verdade os dois são gêneros de romance portanto escritos visando a demografia de mulheres. Eu não sei se existe algum nome específico pra yuri não-hentai voltado pra homens, mas creio que seja yuri simplesmente e daí a confusão também.
      Eu ainda não vi Oniisama E, mas uma amiga que gostou me incentivou porque parece muito interessante. O mesmo com Claudine tbh. Aoi Hana é incrível mesmo e Hibike Euphonium é divertidíssimo, mas Blue Drop eu não sei. É o de incesto lésbico? LOL (Tem um de incesto que tem uma arte linda, mas eu creio que só a premissa "incesto lésbico" tem um BERRO de FANSEEEEERVICE implícito. LOL) Enfim, Maid Dragon me divertiu mas eu reconheço que é cheio de fanservice. :)
      De anime, eu também gosto bastante de Utena (que é controverso, filosófico e deprimente, mas há aqueles que consideram yuri então...) e Sasameki Koto também. Há ainda aqueles que não são yuri mas agradam os fãs, como Hibike Euphonium ou Love Live, que eu curto. Mas no geral é difícil e eu acabo preferindo mangá, quando muito. Infelizmente não tenho mesmo nenhuma recomendação a fazer, mas espero que tenha ajudado! :)
      Queria te agradecer por vir comentar! Super obrigada, e espero vê-la novamente nessas bandas! :*

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    2. Fiquei muito feliz que tenha me respondido,so vi agora que me respondeu,achei que nao ia,então nem tinha olhado se respondeu, tinha me esquecido de utena,quando vi fiquei na duvida se era ou não yuri, mas gostei bastante também, acho que irei ver Sasameki Koto, ja estava na lista mas estava em duvida no que vou encontrar,e love live,devido a preguiça ainda não peguei para ver rsrs, blue drop não é sobre incesto,candy boy sim, mas nao sei sobre a historia rsrs , pensei em ver mas fico em duvida sobre o fanservice. Blue drop é sobre o relacionamento de uma extraterrestre e uma humana, o relacionamento das duas eu achei legal, mas a explicação cientifica não ;/

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    3. Imagina, eu sempre respondo ~ Utena nao tem muito yuri mesmo mas e chamado de yuri por causa dos estereotipos e etc. Sasameki Koto e bem legal e eu nunca li coisas muito positivas sobre Blue Drop ou Candy Boy (grata!) entao nao aasisti. E claro, o classico Marimite, era o que eu tinha a recomendar. :)
      Muito grata por sua visita e seu comentario ~ Ate :D

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