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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Yuri On Ice: o fandom que vem dividindo opiniões - e por que não deveria.




Este é mais um post na categoria meu blog, minhas regras.

Nos últimos meses, um fenômeno muito curioso vem acontecendo no fandom de anime, a que eu denominei a polarização do Yuri on ICE!!! [resenha]. (Trocadilho com polar e gelo apenas parcialmente intencional.) 



Se você vive em uma montanha no himalaia ou por algum outro motivo ficou sem internet nos últimos quatro meses, talvez você não saiba o que é Yuri on Ice, então vou dar uma breve explicação: é uma série de anime do estúdio MAPPA lançada na temporada passada, super recente portanto. Conta a história de patinadores no gelo patinando porque they wanna be the very best, nada muito novo ("patinação no gelo em anime é novidad..." shh, Pretty Rhythm e Ginban Kaleidoscope ririam desse argumento se fossem pessoas). Mas também não é super batido, nem super horrível. É legalzinho, tal.

Agora, o grande negócio que vem acontecido é que Yuri on Ice é um anime que mexe com os corações das pessoas. Não sem querer; na verdade, o anime é muito estratégico naquilo que apresenta. Ele apresenta patinadores que são aparentemente homossexuais em um universo onde isso não faz diferença, além de uma animação que é mais pedante do que refinada (vamos admitir que animar patinação é pedir elogios gratuitos) e o mesmo vale pra trilha sonora. Em síntese, a apresentação do anime tem um ar muito classy, mas não necessariamente tem um orçamento rico e quem já viu muito anime sabe que não é lá aquilo tudo que os fãs falam. E os fãs falam muito. Gosto disso; essa piração costuma estar reservada às séries de anime shounen, e é legal ver isso com uma série que eu ao menos curti. Fim das observações em um nível pessoal!



Agora, em um nível menos pessoal... por que surgiu uma certa piração da Internet com Yuri on Ice? Porque existia um solo muito fértil pra isso. A galera pró gosta de resumir isso como demanda por representatividade, e os antis gostam de resumir esse solo fértil com "feministas", o que não podia ser mais errado - e novamente, meu blog é sobre anime e não sobre política, portanto não vou me estender nisso, mas basta dizer que Tumblr e feminismo não são sinônimos, viu, galera - mas o solo fértil (causa, não efeito) poderia ser resumido em dois movimentos (no sentido de fluxos sociais que se movem e não movimentos políticos): a nova geração LGBT(QIA etc... gente, não sou especialista, desculpa) no Ocidente e a mudança do cenário do BL no Japão.

É controverso dizer que tem havido um aumento da população LGBT, mas é o que apontam alguns estudos. Em um nível aprofundado de discussão, tem pesquisadores que defendem que esse é um movimento sociológico comum das sociedades em declínio, e há pessoas igualmente válidas que defendem que isso tem a ver com as redes sociais, exposição ou o que o valha. Não importa; o fato é que existem mais pessoas que se identificam como LGBTs hoje do que existia há duas ou três décadas, e nisso se destacam jovens que consomem mídia como livros, séries e etc. Então existe o lado do queerbaiting puro e simples que tem a ver com a evolução da pornografia, mas também existe a questão da representatividade e a demanda por ela que por lógica matemática não poderia não estar mais forte na atualidade. Somado isso ao fato de as redes sociais tornarem as demandas e reivindicações sociais mais acessíveis, temos um monte de gente que demanda representatividade LGBT. E sim, representatividade é legal.

E no Japão? Eu já estou careca de falar disso aqui no blog, mas no Japão, "ukezinhos e semezões" foram um trend de yaoi/BL por aproximadamente 20 anos. Podem reparar: os shoujos quase-BL com casais homossexuais masculinos (à la Kaze to Ki no Uta [comentários], os livros de Ai no Kusabi [comentários] e outros tipos de ficção que beiravam o que seria o BL mas não era BL) eram muito mais tranquilos com essas coisas de "quem é uke e seme", e muito mais diversos nas soluções também. Só agora nos anos 2010 esse trend de ukezinhos-semezões está perdendo força e dando lugar à solução flex. Em outras palavras: fujoshis precisaram discutir 20 anos sobre quem é seme e quem é uke em debates ferozes (sim, tem dessas de "minha escolha de waifu é melhor que a sua" entre fujoshis também) até concluírem que talvez fosse uma boa ideia simplesmente escrever doujinshi em que os personagens trocam de posições. Eu pessoalmente tardei a gostar de BL porque sempre preferi esses fora da caixinha do uke-seme, e só agora tem sido fácil encontrar BLs menos heteronormativos.

Yuri on Ice consegue juntar essas duas demandas de uma forma tão incisiva que parece até mecânica, artificial. Temos um casal (em teoria) principal de bishounen que existe em um universo maravilhoso onde ser homossexual é totalmente normal (a fina ironia é que mostrar beijo não pode, só alianças, mas vamos lá), que deixa a discussão do "quem é uke e quem é seme" suficiente aberta até porque nunca se afirma como um casal, e que existe em um universo no qual existem muitas discussões bestas sobre sexualidade na vida real e logo tem interpretações bizarras. Prato cheio. E a questão-chave é que Yuri on Ice nunca se afirma como BL; essas discussões em inglês podem ajudar a entender por que isso é uma vantagem para a geração atual de fujoshis japonesas. Em resumo, apazigua os ânimos das fujoshis que estão historicamente acostumadas a ver uke e seme como grande coisa, então existe menos ansiedade em relação a essas questões que são banais em qualquer relacionamento um pouco mais realista do que os de 90% dos BLs (especialmente do passado).

Mas... e se YoI se afirmasse como BL? É aí que vem a grande questão. Anime BL, assim como anime josei ou shoujo, é um rótulo que prende o anime em uma caixinha da qual ele nunca mais pode sair. Em outras palavras, um anime BL nunca vai realmente alcançar um público masculino amplo. Sejamos realistas, é praticamente impossível que um anime rotulado como BL, por melhor que seja a sua história, venha a ter muitos fãs do sexo masculino, simplesmente porque o mundo é heteronormativo e o rótulo de BL implica que o espectador (em geral, espectadora) quer ver casais homossexuais masculinos. Fudanshis existem e fudanshis heterossexuais também, mas a vasta maioria do público ainda são as fujoshis.

Não sendo BL, Yuri on Ice consegue já de cara ampliar seu público, e na mesma tacada agradar uma nova geração de fujoshis menos ligadas em rótulos e chegar em gente (sobretudo ocidentais) que nem sabe o que é BL - mas geralmente tem interesse em questões LGBT - porque não carrega consigo os estigmas e as demandas do público do BL. O problema é que se você se considera o público de BL, percebe que Yuri on Ice por si só não é especial. Claro que todo fenômeno que angaria uma fanbase grande acaba se tornando especial, mas a obra em si tem muito pouco de único, sem ofensas. O que tem é um uso muito inteligente desse fator "em cima do muro" que lhe permitiu ter uma apresentação e animação melhores que 95% dos animes BL, subverter vários tropes de BL e angariar uma fanbase mundial.

E agora é a parte que eu sei que vai render uma quebra de barraco nos comentários, mas vamos lá. Vou exemplificar por que YoI não é aquela Coca Cola toda comparando-o com BLs que vieram antes. Vocês conhecem um anime chamado Gravitation?

Se não, atenção. Gravitation é um anime animado pelo estúdio animado pelo estúdio Deen no ano 2000, precisamente 17 anos atrás. É baseado em um mangá serializado em uma revista shoujo excêntrica e flopada a partir de 1996. Conta a história de um músico, Shuichi Shindou, que acaba conhecendo um escritor estrangeiro excêntrico (tm) chamado Eiri Yuki e se apaixonando. Apesar de um ou outro personagem reconhecer que eles vivem em uma sociedade heteronormativa, a bolha de Shuichi - que são os personagens que acompanhamos na história - é uma bolha de músicos que não se importa muito com isso (qualquer semelhança com discussões de sexualidade em patinação...) e tudo acaba dando certo (porque é um universo no qual Todo Mundo É Gay como o de muitos BLs daquela época). Eles formam um casal e trocam alianças, a série de anime inteira tem um ou outro beijo mal mostrado, eles são amorzinho, felizes e risonhos 60% do tempo e drama pesado acontece nos outros 40%. E é sobre música, tá? Apesar de o anime ter ficado conhecido como BL/yaoi/shounen ai em uma época em que isso pouco existia, a história gira em torno do relacionamento dos protagonistas e dos desafios que Shuichi precisa enfrentar na sua carreira de músico em ascensão.

  
I can't see the difference.gif

Troque agora as palavras "músico/música" por "patinador/patinação", "escritor" por "treinador", "Shuichi" por "Yuuri" e "Yuki" por "Viktor". Desculpa se eu acabei de tirar a magia de Yuri on Ice para você, mas... bem. Talvez eu tenha pego pesado comparando com Gravitation - possivelmente o anime BL mais famoso daquela época e também o que mais se parece com YoI em termos de narrativa - mas eu achei que essa seria a melhor forma de mostrar a realidade dos fatos; o que eu queria mostrar é que tem gente surtando com reciclagem total. Os tempos são outros e o principal avanço de Yuri on Ice foi se propor a não se chamar de BL e não ser nem um pouco diferente de um anime "BL" popular, o que é interessante de um ponto de vista da representatividade mas me arrisco a dizer que No. 6 e outras séries fizeram antes.

Agora, o outro ponto-chave é que assim como YoI não é BL, Gravitation também nunca foi. O mangá veio pro Brasil recomendado para maiores de 18 e provavelmente tinha menos coisas ofensivas do que um Free! [comentários(eu sei, eu tenho/li). Mas acabou reconhecido como BL porque era a época; talvez fosse menos ofensivo/prejudicial no mercado dizer que é BL então do que é hoje, mas isso é 100% chutômetro meu. Enfim, o que quer dizer ser shoujo? Quer dizer que o foco nunca é na relação sexual dos personagens. YoI nunca faz questão de dizer "Victor e Yuuri tão na-mo-ran-do", pelo contrário, o único beijo que talvez tenha acontecido não aconteceu "on-screen" mas sim por trás de braços. Por isso, pode igualmente não ter acontecido; se algo der muito errado e começarem a chamar de "anime ruim e de viado", é um tweet para desmentirem toda a piração e dizerem "imagina, gente, não beijaram não". Representatividade, sério?






Eu entendo perfeitamente quem é fã de YoI porque eu também gosto razoavelmente, entendo perfeitamente quem diz que é representatividade porque não tem conhecimento o bastante ou nunca viu nada melhor. O problema é que tudo isso emergiu de uma variante do que eu e Nat apelidamos de medo de ser yaoi. (Eu vou virar uma socióloga dos fandoms mundiais de BL em pouco tempo, vão vendo.) Em outras palavras, não é o medo de ter um relacionamento homossexual masculino meramente, mas um medo de um público jovem de ter um relacionamento homossexual masculino nos moldes típicos de BL. Por que isso é ridículo? Porque alguns mangás (se não metade dos BLs publicados atualmente, quase) já vem subvertendo isso faz muito tempo; meio que o que resta para a indústria de anime é superar a era Shungiku Nakamura e animar algumas séries com menos relacionamentos homossexuais heteronormativos, menos abuso, menos ukezinhos-e-semezões, menos drama de "fulano morre" que podia ter sido superado nos anos 80, menos... enfim; simplesmente fazerem shoujoseis homossexuais/masculinos que é uma tendência atual (Xuxa, quero mandar um beijo agora pra Yoneda Kou porque Rakugo Shinjuu [comentários] é sensacional, pra Saika Kunieda e pra todas as autoras que migram de BL "atual" pra shoujosei e vice-versa).

O que eu quero dizer com isso tudo não é desmerecer Yuri on Ice, mas apenas deixar claro que foi uma série que surgiu em um momento 200% propício e particular e absolutamente nada foi arriscado na criação deste anime. Dizer que os criadores arriscaram algo ou queriam promover representatividade ou qualquer outra coisa... é uma informação que simplesmente não procede. Não penso que a piração coletiva seja algo ruim por si só, mas o meu medo é que acabem criando preconceitos com BL em favor de um trend de séries em cima do muro com muito queerbaiting e pouca verdadeira "representatividade". Realmente não quero arranjar briga com ninguém, mas sim abrir os olhos de muita gente para um fato: BL não é inerentemente imaturo e pior no retrato de casais homossexuais masculinos, mas pode ser. E tem muito mangá BL recente com histórias incríveis; se vocês querem histórias incríveis sobre casais homossexuais masculinos, algumas até com verdadeira representatividade, pasmem: tem de monte nos mangás BL, com etiquetinha de BL e tal. Eu resenho algumas aqui de vez em quando, devia resenhar mais.

Enfim, concluindo o assunto do post: eu acredito firmemente que o fandom vem dividindo opiniões sobre um assunto que não devia sequer dividir opiniões, a menos que você seja um homofóbico doente. Acredito que devíamos aumentar nossos padrões para as séries BL-ou-quase, que não tem muito de representatividade em um relacionamento como o de Yuri on Ice e que existe uma escassez de variedade tão absurda nos 30-e-poucos animes BL que existem que dá pra facilmente fazer o enredo da melhor delas dos anos 2000 virar o enredo da maior delas nos anos 2017 trocando 5 palavras, e que isso tudo é bem ridículo. Como fujoshi burra velha que eu sou, é quase inaceitável. (E já falei aqui na resenha mas vou repetir: é bem chato que um Ai no Kusabi seja cancelado por falta de orçamento e um Yuri on Ice faça esse sucesso todo em pleno 2017.)

Mas enfim, era isso que eu tinha para compartilhar hoje. Novamente, não tenho a intenção de brigar, ofender ou abalar ninguém, apenas expôr fatos e torcer pra que a gente reflita sobre os nossos parâmetros e expectativas. De coração, adoro qualquer pessoa que se dispõe a ler um post inteiro sobre um assunto desses. É ok achar que uma série assim é revolucionária? Se não, em que erramos? Tanto a indústria de BL quanto o fandom em geral. Existem várias outras leituras sobre esse assunto aí na Internet, e eu linkei apenas algumas que eu gostei. Enfim, espero que tenham gostado desse post e por favor deixem aí nos comentários o que acharam! ^_^ Até mais! ~

14 comentários:

  1. OI... !
    Vou tentar ser imparcial no que falo, porque no pacote de ódio gratuito a humanidade estão inclusos o fandom de Yuri on Ice e o pessoal que força desconstrução em tudo.
    Já faz um longo tempo que eu abandonei o mundo dos BLs justamente por causa dessas obras comuns cheias de normas como "olha, a gente vai transar agora, mas eu só costo de entrar e tu vai ter que me deixar entrar viu" ISSO NÃO EXISTE, N Ã O. Certo que não sou exatamente gay e muito menos hétero, mas se alguém me perguntar por qual lado eu faço provavelmente eu ficaria triggered. Essas pesquisas sobre o número de homossexuais aumentando flopa pelo simples motivo de, anos atrás, ser gay não era bem visto, muitos eram gays apenas no tempo livre e no resto do tempo eram pessoas comuns. Apenas hoje em dia que se tem uma chance maior de poder mostrar como se sente quanto ao seu gênero sem ser preso e morto. E por isso eu volto ao que estava falando, seme/uke não existe, um relacionamento gay é como qualquer outro, e isso que me deixa bravo com o fandom de YoI, fazem um grande bafafá com papos de desconstrução, representividade gay e toda essa baboseira de grandes guardas da moral social, YoI não me representa, ele usa dos elementos de sempre requentados, por isso faz sucesso, fujoshis em idade infantil endeusam algo que não conhecem. Se eu fosse pegar algo que me representasse tipo: "Tó, tá vendo isso aqui? É tipo isso aqui" seria o Funeral Parade of Roses, é um transexual hostess de um bar gay, que é apaixonado por um cara que já namora outro transexual, isso adicionado com os próprios conflitos mentais do protagonista, ele não mostra nada como se fosse "nossa gays vamos mostrar", ou tenta omitir algo sobre o assunto, é mostrado como é no ambiente, é um lugar para gays, pessoas que, na época do filme, não tinha outro lugar pra amar como queriam fazer na vida diária, e pasmem, esse filme é de 1969, um filme de quase 40 anos consegue ser mais atual que YoI na sua representatividade toda ó grande representativo, cresçam pessoal, se eu quiser um namorado gay eu vou lá e peço ele em namoro, não fico 12 episódios da minha vida deixando todos em dúvida "hmmm, será que a gente namora? Nem eu mesmo sei ahahaha" //Meu último namoro começou meio assim mas foi só erro de comunicação.
    Enfim, fiz textão pra falar que Yuri on Ice não é tudo isso, ele não tem tanta carga social quanto enxergam e as fãs gritantes são mais irritantes do que desconstrutoras de conceitos de gênero, então sim, só estou declarando meu ódio gratuito, antes de pansexual sou adepto do armagedom, eu deveria me considerar armagedonsexual.

    (Peço desculpas caso eu tenha parecido cínico, irritante, bravo ou exagerado, eu tenho sérios problemas em controlar esses sentimentos).

    Nippan-
    http://into-the-next-night.blogspot.com/

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    1. Olá, Gu, tudo bem contigo?
      Queria começar dizendo que estou rindo mais do que devia com o termo armagedonsexual e me identifiquei possivelmente acima de qualquer outro rótulo pra sexualidade. :P
      Mas enfim, calma, tá tudo tranquilo e não tem nenhum SJW vazio nesse recinto humilde! Entendo que tem gente que extrapola mas enquanto o bom senso for mantido, né...
      Ah, não é?! E é uma pergunta tão comum das fujoshis pra pessoas homossexuais reais que me dá vergonha, claro. orz E é claro que tem muita piração fetichista dessas fãs que acham "ai, lindo slash né gente" mas fazem essas perguntas e tal. Fujoshis em idade infantil endeusando algo que não conhecem... tá aí, resumiu meu post em uma frase. :P Pra que eu escrevi tanto!1!11
      Enfim, feliz que você concorde com propriedade que em termos de representatividade YoI não seja grandes coisas, e claro que existem situações como as de YoI, mas a questão não é essa; a questão é que existir um casal homossexual em um universo em que homossexualidade não é sequer um negócio não é representatividade nem aqui nem no Japão, é fetichização antes de qualquer coisa. Ninguém que sofre com homofobia vai se sentir representado por um universo tão idealista. E bem, representatividade significa - adivinha. Minha questão é justamente essa e, novamente, feliz de ver seu comentário concordando; estava esperando muito xingamento e linchamento em Facebook público.
      Enfim, super obrigada por visitar e até a próxima! o/ (No seu blog, espero, que ainda não consegui comentar... desculpa!! ;;)

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  2. Saudações


    Olhe, nobre Chell... Melhor eu tecer as minhas palavras por partes...
    Não sei se no aporte do fandom que tens mais contato as pessoas endeusam (não apenas Yuri!!! ON ICE) da maneira a não enxergar os traços mais óbvios, mas acredito que (de minha parte) a maioria esmagadora realmente ama a obra que tu trabalhou e tanto citou no post justamente por [tentar] expor um sentimento, apresentando para tanto um enredo muito bom e personagens bem carismáticos (talvez não tanto quanto poderiam ser, mas ainda assim entra como ponto positivo).

    E as palavras acima provém justamente de amigas fujoshis declaradas que tenho. Desde o início do anime elas já sabiam que Yuri!!! ON ICE não queria hastear bandeiras ou revolucionar alguma causa, longe demais de qualquer um destes pontos. Elas gostaram do anime apenas por ele não ter "fugido" à sua premissa, por assim dizer, que era a de [demonstrar como é necessário um "empurrão" para uma pessoa ir adiante naquilo que pode fazer]. No caso, claro, o jovem Yuri precisou de seu treinador para tanto, sendo que este o acolheu por livre arbítrio.

    Obviamente, várias foram as cenas nas quais elas se descabelavam com o anime, em típicos surtos esperados (momentos estes que julgo aqui não precisar citar). Mas nem isso fez com que as mesmas fans perdessem o foco quanto ao que o anime queria ou não demonstrar/representar/afins.

    Aliás, te convido para escutar um podcast sobre [os animes de 2016], do blog Animecote, no qual as opiniões sérias e hilárias no todo não deixaram de citar diversos animes, entre eles, Yuri!!! ON ICE [em: http://www.netoin.com/2017/01/animecotecast-110-e-os-animes-de-2016.html]. Pode parecer propaganda barata de minha parte, até poderá assim pensar e isto será bem normal, mas notarás que independente de ser público alvo ou não da obra em pauta, houve um consenso bem satisfatório sobre a mesma, onde todas as palavras dos parágrafos acima fizeram justiça.

    E quanto à minha pessoa, um homem hetero com trinta e oito anos de idade, posso afirmar que a obra em pauta mereceu estar no top'10 de 2016 justamente por eu ter visto honestidade nela, dentro daquilo que julguei que a mesma queria transmitir. Sim, sou alguém muito distante do público alvo de tal anime, mas gostei do andamento do mesmo [caso queira poderás ver em: http://www.netoin.com/2017/01/especial-destaques-da-animacao-japonesa-2016-parte2.html].

    Para finalizar, não vejo uma necessidade de expor extremos entre Yuri!!! ON ICe (ou qualquer outro anime que seja/for) para averiguar, ou exemplificar, se ele é melhor ou não dentro de uma simetria proposta (categoria/gênero). Eu entendi os seus pontos no post, Chell, e acho ótimo que alguém demonstre (principalmente com exemplificações) o quão balanceável pode ser uma obra (qualquer uma na verdade). Mas às vezes o que é verdade para um, não é necessariamente para outro (e vice-versa).

    Digno, nobre.


    Até mais!

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    1. Olá, Carlílio!

      Ah, mas eu não discordo de nenhum desses pontos, e foi exatamente o que eu falei na resenha - que os personagens tem carisma (apesar de um desenvolvimento pífio até agora), que a história de superação é legalzinha e um tanto diferente de outras séries de esporte. Sendo fujoshi, curti. Mas entendo que não é a última bolacha do pacote que um pessoal nos lugares que eu frequento insiste que é. Comentários na minha resenha inclusive demonstram esse tipo de perspectiva, de que YoI não seria apenas um anime divertido porém batido mas sim revolucionário. E meu ponto é só que tem pouco de revolucionário em YoI. Não disse "bom", disse "revolucionário". Ou "original".

      A questão é que justamente quem não é o público-alvo de BL pode até achar diferente e uma brisa de ar fresco ter um casal gay, por exemplo, e não é todo anime que usa redes sociais porque redes sociais são novidades históricas. Etc. Portanto, creio pessoalmente que YoI tenha suas qualidades e um ar de novidade, mas é pouco mais que fruto do seu tempo, e recomendo minha resenha para entender o meu ponto de vista geral sobre a série (não o fandom).

      E claro que minha opinião é pessoal, afinal, meu blog é onde eu posto minhas críticas e toda crítica por mais imparcial que seja é pessoal. Eu procurei ser imparcial dentro do meu universo, mas eu assisti e li obras de anime/mangá que não são as mesmas que qualquer outra pessoa assistiu/leu, portanto meu repertório e visão vai ser diferente daquele de outras pessoas. Eu só queria expor mesmo por que eu enxergo o ponto particular do "YoI é único" diferente de muita gente blogosfera afora. :) De resto, vou baixar o podcast pra tentar conferir no meu tempo livre, grata por recomendar!
      Obrigada por sua visita e seu comentário! Até a próxima! ~

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  3. Eu não sei nem por onde começar a criticar seu post. O primeiro de tudo é que parece que você não detesta o anime, e sim as pessoas que fazem parte da fanbase. Já começa errado aí, mas vamos lá que tem mais erros no post.

    "Ele apresenta patinadores que são aparentemente homossexuais em um universo onde isso não faz diferença" Como assim um universo que ser gay não faz diferença? Você quer dizer, onde não tem preconceito? Você tem que assistir o anime de novo, e de novo, e de novo, até pegar os mínimos detalhes. Primeiro lugar existe preconceito sim, a maior prova disso é o Yuri, que nutre sentimentos pelo Victor e esconde isso a todo custo! Ele é tão reprimido por ser homossexual que ele no começo é praticamente assexual. Se isso não é um sinal de alerta de que existe sim homofobia no universo de YOI, então não sei mais o que é. Outro ponto é o Victor, ele no começo do anime diz que só teve namoradas, mas eu tenho certeza que no fundo ele era enrustido, e não um cara que se "descobriu" gay, justamente pq ele teve essa paixão platônica pelo Yuri. Ou seja, ele também tem a questão que viveu por muito tempo dentro do armário, outro sinal de homofobia. E outro ponto é que o anime é sobre patinação, como você sabe que dentro da patinação a homossexualidade não é mais aceita? Você já foi atrás para pesquisar sobre?

    Outra coisa, pra deixar claro pq parece que tá difícil, YURI ON ICE NÃO É SOBRE ROMANCES! É sobre esportes, é sobre superação, sobre o protagonista resolver os problemas de ansiedade! O romance é segundo plano, óbvio que a relação do Victor com Yuri está intrincado na solução desses problemas, mas está longe de ser puro fanservice ou queerbaiting como muitos tem dito. O anime fala sobre o Yuri descobrir que possui sexualidade, indiferente de ser homossexual ou não, e que isso não tem o menor problema (o arco todo da dança eros é justamente isso). Na verdade, se formos analisar bem a fundo, percebemos que YOI é muito mais shonen, por ter toda essa vibe de esporte e superação, do que yaoi (e não pq deixa de mostrar pegação gay, vc tá entendendo?). YOI na verdade é como Nana, um anime incategorizável.

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    1. Eu nao detesto o anime nem as pessoas. Eu detesto (??? Termo forte, mas vamos la) o xablau que virou dizer que YOI tem obviamente!! um romance homoafetivo! Que lindo, igualitario! Quando pensando de maneira racional, trata-se claramente de uma jogada de marketing sem muito a perder. Eu nao me sinto superfeliz por YOI ATE AGORA, e e aquilo: posso repensar todas essas coisas dependendo da continuacao se tiver.

      Quero dizer, em um universo em que nao parece ter nenhuma diferenca socialmente construida ou nao entre casais hetero e homossexuais (er, exceto que os heterossexuais sao toscos, mas). Eu nao sei se posso dizer mas a mim soa artificial e nao empoderador, mas claro que e questao de perspectiva. A propria diretora disse que NAO havia preconceito no universo de YOI. Portanto o que estas fazendo e exatamente minha critica. Sim, ja fui ler sobre e inclusive linkei uma postagem em ingles sobre homossexualidade e patinacao e YOI. No Tumblr brickme, se quiser ler. Em resumo, e um estereotipo tao danoso (e nao empoderador) quanto dizer que homossexualidade e aceita entre ... qualquer coisa. Sexualidade so nao devia estar relacionada com outras coisas que nao estao.

      Er, e sim, novamente o que estou criticando e o xablau de fas por conta do romance e nao o anime em si. Alias, Gravitation tambem nao e sobre romance independentemente do que te contaram, e um shoujo sobre bandinhas. Tem temas pesados de fundo, e se YOI nao tiver futuramente faco um mea culpa, mas apesar de eu ter brincado e verdade que da pra mudar o objeto da sinopse apenas trocando as palavras.

      Por definicao, yaoi: pegacao gay, sim. Nana e claramente um josei, sobre romances e personagens femininas amadurecendo, bem tipico ate. Se fosse manga, YOI provavelmente seria - e josei tem muita interseccao com BL.

      ... Kuroko no Basket e Battery tem personagens homossexuais? Gente, MANERA NA SHIPAGEM.

      Enfim, vou parar agora. Podeixar, eu nao sou nenhuma vitima, eu so exponho minhas ideias. Uma "mulher trans qualquer"...? Por que uma mulher trans defenderia que a transmania e um movimento das sociedades em declinio nao me ocorre. Creio que o seu equivoco e querer falar das coisas sem entender a perspectiva alheia, so concordando / discordando. Em resumo, eu nao sou "contra" X ou Y. Eu apenas discordo que YOI e tao revolucionario quanto tem se promovido, apenas o marketing certo no tempo certo. Mas e MINHA opiniao e eu nao intento mudar a sua, obrigada.

      Grata por sua visita e seu comentario, enfim, ate mais!

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    2. (Obs.: desculpa se pareci agressiva porque digitar no celular e pessimo e tentei ser sucinta e direta.)

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    3. "em um universo em que nao parece ter nenhuma diferenca socialmente construida ou nao entre casais hetero e homossexuais" ué, e existe? Casal gay e hetero é a mesma coisa flor! XD Socialmente você quer dizer o casal gay ser aceito? Eu acho que ficou muito bem mostrado a homofobia dos personagens quando (no episódio 10) todos na mesa ficaram chocados quando revelaram que eram um casal e pretendiam se casar! E outra, a série mostra sim casais heteros, e acho sim que foram bem representados! Com excesão do "casal irmão e irmã" que ficou tosco mesmo, mas o Jean-Jacques Leroy com a noiva foram muito bem mostrados, indiferente se o Jean possuir uma personalidade babaca, sua relação com a noiva foi muito bem trabalhada.

      "A propria diretora disse que NAO havia preconceito no universo de YOI." Eu sinceramente não lembro desse comentário da diretora dizendo que não existe preconceito no mundo de YOI, onde você leu isso? A única coisa que li foi que a criadora disse no twitter que a relação deles ficou ambígua e que no Japão ficou explícito para todos que eles são um casal, apenas no Ocidente que gerou dúvida. E fazendo um adendo, não podemos confiar 100% no que esses diretores dizem, vide a polêmica do diretor Mamoru Hosoda que revelou em uma entrevista que a relação de Tai e Kari em Digimon Adventure era incestuosa! Você acredita nisso? Eu não! O que posso me basear é o que vi na animação, a opinião do diretor ser tão conflitante do que é vista na tela é de se desconfiar... e muito! Eu li esse post da brickme, e sinceramente ali ela fala muito mais sobre esteriótipo de genêro masculino e feminino dentro da patinação do que a homossexualidade ou preconceito no esporte. Ou seja, ainda não responde em nada minha pergunta!

      Mas quem tá fazendo xablau de romance não são os fans, é justamente as pessoas de fora que viram o anime de má vontade e já saíram criticando um ponto que mal entendem. Os fans só estão comentando para defender o anime, não é culpa deles se a discussão se desviou para pontos que não são centrais na história!

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    4. Na verdade Nana não é josei! Mais uma descoberta que você fará hoje conversando comigo! :o Nana na verdade é bem dividido entre shoujo e josei, e pq? Primeiramente: o traço, que é definitavamente fofinho, igual shoujo, longe dos traços rabiscados do josei. Segundo: O plot inicial da Hachi é muito shoujo, é a típica menina que se apaixona por um garoto e fará de tudo pra ficar com ele. Terceiro: ele foi publicado na Cookie Magazine, que é mais famosa pelos seus shoujos, do que seus joseis, o que já nos dá uma indicação do público que lia. O ponto josei mesmo vai surgir mais tarde na trama, quando ela começa a inserir temas adultos, mas mesmo assim nunca deixou de lado os elementos shoujos típicos! Sem contar que não é puro drama, tem muitos capítulos de comédia, que a afasta um pouco do josei, que é praticamente só drama! Ou seja, Nana é shoujo, é josei, é comédia, é drama, é musical, é uma mistureba, anime que definitivamente não se encaixa em uma única coisa!

      Sim, sim e SIM! Kuroko no Basket e Battery tem personagens homossexuais, e não... não estou falando de shipagem! Kuroko é nitidamente homossexual não assumido que se apaixona pelo Kagami (mesmo que esse seja hetero e não corresponda ele!), a história toda é uma metáfora disso, mas tudo fica subentendido, como o Japão sempre faz! =) E Battery nem precisa dizer né? É uma metáfora praticamente explícita, principalmente no Gou e Shunji, mesmo que (novamente) não sejam correspondidos por nenhum outro personagem!

      A questão da trans é que não existe pesquisa nenhuma por parte dela! É só achismo! E pior, você está levando isso a sério, como se fosse verdade! Por isso perguntei "onde está a pesquisa?" Qual foi a metodologia que ela utilizou? Ela foi até os outros países para ver se a cultura deles está em declínio? Se sim, qual faculdade financiou isso? Ela ia precisar de verba né, ah, e ia precisar de uma revista científica para publicar seus resultados! Pelo que vi ela só escreveu meia dúzia de livros, mas não fez uma pesquisa. E de achismo o mundo não precisa mais, principalmente no Brasil, que a cultura da desinformação é recorrente!

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    5. (Obs.: desculpa se eu trazer todos esses assuntos seja difícil pra vc, eu entendo que quando nos deparemos com ideias novas é difícil aceitá-las!)

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    6. Agora tenho TECLADO, então posso explicar bem direitinho!

      Sim, existem (muitas) diferenças socialmente construídas. É por essas que eu defendo que sei que não deveria falar muito mas não acredito que YOI trate bem em termos de representatividade. Eu achei a personalidade do casal obcecado muito estereotipada, e o casal incestuoso então... Mas, opiniões, novamente.

      Disse no Twitter que só queria fazer uma história em que relacionamentos "assim" fossem naturais, etc. Então nunca houve nenhuma intenção de parecer homofóbico, não. Não li disso. E não é questão de homofobia, é questão de os personagens se reconhecerem nisso. Novamente, gostaria que entendesse o contexto de BL no Japão antes de opinar de uma visão ocidentalizada o que foi falado por ela, o que parece ser o problema da fanbase ocidental de YOI. (Sério, minha postagem inteira foi sobre a naturalidade. Sério.)

      Sim, é o central, mas também tem menções a respeito de sexualidade implícita e o quanto ela NÃO EXISTE. Igualmente em bandas e Gravitation.

      É shoujo, então, eu realmente nunca soube então grata por me ensinar! (Fiquei em choque, eu cheguei a ler e ver Nana e não sabia que a revista Cookie era shoujo.) O que não tem muito de especial também. Recomendo minha postagem sobre demografias não terem a ver com conteúdo!

      Eu posso estar errada porque vi menos que uma temporada de KnB, mas não era, ao menos. Inclusive não tinha nenhuma menção de romance ou sexualidade em KnB. E Battery só não tem, metáfora "NÃO" é relacionamento, é o meu ponto também; não é porque tem um "quase-relacionamento implícito" que tem relacionamento. E sendo assim, não interpreto "representatividade". Que é a defesa de YOI.

      Ela defende baseado em pesquisas, é o que eu queria dizer. Mas é verdade que ela mesma não pesquisou e eu expliquei mal na postagem, desculpa, vou modificar também.

      Enfim, obrigada pelas correções (de verdade, concordamos a respeito de querer fatos e eu vou apagar e corrigir) mas ao mesmo tempo não tem a ver com a mensagem da postagem, que eu creio que você nem tentou entender. Falei sobre YOI ser um anime que não tem muito de inovador e mesmo assim é tratado como loucamente inovador, e eu penso que é queerbaiting total. Mas perspectivas né. Não entendi seu comentário abaixo então não vou responder, mas claro que eu falei de YOI porque é popular (se não fosse, eu provavelmente nem veria porque não me importo com patinação). Enfim, grata por comentar e até!

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  4. E gente, YOI ser parecido com Gravitation, sério mesmo? Gravitation falava sobre estupro, assassinato e sexo explicito, era um manga adulto e para adultos, coisa que YOI passa longe. "É um anime alegre e felizinho e por isso são parecidos", nossaaaaaa, se formos olhar por esse lado então YOI é parecido com metade dos animes existentes, pq a grande maioria é assim, pra se ter uma ideia, tive uma amiga que comparou YOI com Fruits Basket! Ou seja, é outro argumento que se auto invalida. No máximo o que podemos comparar YOI é com essa leva de animes de esportes que possuem personagens homossexuais, como Kuroko no basket e Battery, que faria muito mais sentido.

    Ou seja, dentro da categoria shonen (ou shoujo, inclusive), é dificil vermos beijos entre personagens, mesmo quando são heteros. Pq dentro da faixa etária do público desses generos, não é comum mostrar esse tipo de coisa, e quando acontece, demora muito tempo. Ou seja, faz sentido não mostrarem ainda beijo entre os dois, já que YOI busca pegar essa parcela de público jovem e adolescente japonês. Minha amiga até citou Fruits Basket, no mangá só teve declaração de amor entre os personagens heteros e beijo depois de 20 e poucos volumes!

    Agora é inegável que YOI foi sim uma revolução, e foi sim positiva. Não acho que os artifícios que todo mundo fala mal sejam ruins assim. Como qualquer coisa mainstream para o grande público, é difícil aceitar gays, e ainda mais vindo do Japão, que é uma país extremamente homofobico.

    Mas concordo que nem tudo é perfeito, a parte das alianças e casamento achei muuuuito exagerado, mas ainda assim não tira o brilho do resto. Também não vou mentir dizendo que não estou um pouco dividido sobre o que achei como "representatividade gay", na verdade essa segunda temporada vai ser uma divisão de águas na minha opinião definitiva sobre YOI ser uma boa representativa ou não. Como você disse, com o sucesso, principalmente no ocidente, espero que eles sejam mais corajosos e saiam da casinha e assumam que eles são um casal sim. E mostrem o tãããão esperado beijo, nem que seja só um, mas mostrem!

    Eu sinceramente nem vou discutir isso de fujoshi, seme e uke e essas baboseiras todas pq não me interessa. E sobre o trecho: "tem pesquisadores que defendem que esse é um movimento sociológico comum das sociedades em declínio" sério mesmo? uma mulher trans qualquer chega em um programa e diz besteira e isso já a transforma em pesquisadora? Onde tá a pesquisa? Eu hein amiga, é melhor você tomar cuidado com o que você anda lendo, pq você pode estar sendo vítima de machismo sem perceber!

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    1. Ah, so uma coisa que quase esqueci. "Fujoshi, seme e uke e essas baboseiras todas" era exatamente o ponto central da postagem, em outras palavras, que YOI nao e tao diferente narrativamente falando de muito (josei/)BL atual (er, ou velho, ne Gravitation) e se fosse rotulado BL a exata mesma serie passaria quase despercebida, porque BL e pra mulher fujoshi nao presta todos bosta (tm). Quando na realidade a gente devia discutir exatamente por que ainda se tem tanto ranco de BL (em manga, os anime sao ruinzinhos mesmo).

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    2. Filha, esse tipo de Xablau é mais velho que tudo, e não só no BL. Todos os generos possuem seus preconceitos, pq cargas d'água a discussão foi cair justamente nos ombros de YOI? Eu começo a desconfiar que nem é por ele ficar em cima do muro, e sim só por ser popular.

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