quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Anime: Yuri On Ice!!! - Por que eu só não gostei tanto assim.


Ontem tivemos o episódio final daquele anime, o Yurio N Ice. Digo, Yuri On Ice.  E o que eu achei dessa montanha russa de emoções, reviravoltas e dramatização (leia: viadagem)?

É... complicado.



Eu vou jogar um negócio: eu provavelmente gostei menos de Yuri On Ice do que a fangirl média, e dois são os motivos principais para isso: queerbaiting intenso e previsibilidade dos acontecimentos. Mas eu vou desenvolver isso na resenha. Fato é que por mais que o anime tenha me empolgado, especialmente por causa dos comentários, fanworks e etc, eu não gostei tanto assim do anime em si a ponto de estar aguardando ansiosamente a segunda temporada. Me agradou sim, mas tecnicamente eu acho que deixa a desejar.

Agora que já joguei isso e quem ia ficar bravo já saiu do blog, posso continuar e falar da série!

Yuri On Ice!!! é uma série de 12 episódios que estreou nessa temporada de Outono e terminou ontem, para você que está vivendo isolado em uma montanha e não ouviu ninguém berrando sobre ela. Animada pelo estúdio MAPPA (Zankyou no Terror [comentários], Sakamichi no Apollon), sua estreia foi muito antecipada  por ser um anime sobre patinação no gelo, o que não é tão comum assim, e também por prometer ser o novo Free! [comentários], por seu elenco com vários bishounen que praticam esportes e se agarram com igual frequência. Desde o princípio, uma animação relativamente vistosa, bishounen - como prometido - e muito drama deram o tom da série e fizeram com que ela cumprisse as expectativas, no geral.

Eu tenho algumas coisas a dizer sobre isso, a começar pelo fato de que essa temporada teve como destaques Keijo!!!!!!!! e Yuri On Ice. Sério. Saí com uma amiga e conversamos sobre isso e cheguei à conclusão de que os fãs de anime andam gostando de umas coisas muito... diferentes do passado. Não, a temporada não estava ruim assim; teve Sangatsu no Lion, os divertidíssimos Watashi ga Motete Dousunda e Nanbaka ("Chell, você está só citando suas apostas?" É que nessa temporada minhas apostas foram as melhores, deal with it), além de novas temporadas de séries como Hibike! Euphonium, Haikyuu!!, Gundam: Tekketsu no Orphans, Natsume Yuujinchou, Bungou Stray Dogs. Quer dizer, não foi falta do que assistir, foi que o pessoal parece realmente ter dado preferência às séries de fanservice e não àquelas com boa história. Vamos refletir sobre os fatos.

Enfim, isso não é uma crítica porque quem frequenta esse blog sabe bem que eu não dispenso um Free!, um shoujo de otome game ou mesmo o eventual BL, mas me incomoda um pouco que essas séries que eu mencionei não tenham passado no radar de tanta gente. Posso garantir que as quatro primeiras estão excepcionais (até onde vi, e espero resenhar aqui depois!) e as quatro últimas tem notas ótimas, então por quê? Fim das reclamações sobre a temporada, vamos falar então de YOI.

YOI conta então a história de Yuri Katsuki, um jovem patinador que sempre sonhou em ser um grande patinador no gelo e que ensaiou por muitos anos inspirado por seu ídolo Victor Nikifarofa Nikiforov, e então quando ele chega no seu primeiro campeonato mundial ele zera. E quando eu digo zera, quero dizer a nota. Ok, ele não zerou, mas tirou uma nota bem ruim. Um outro Yuri, um russo chamado Yuri Plisetsky, vai atrás dele no banheiro e diz que ele deve se retirar da patinação se é pra ficar pagando micão, porque na patinação só tem espaço para um Yuri. E então o Katsuki resolve voltar pra sua vidinha em família no Japão, com seu cachorro e seus amigos de infância, depois de brevemente sentir o calor dos holofotes - e não aguentar a pressão.

História legalzinha, nada especial ou que justifique tal fama, concordam? Bem, aí vem uma reviravolta bastante interessante. Katsuki obviamente sente muita saudades da patinação, mas continua patinando no ringue em que treinara desde a infância. Mesmo engordando, um belo dia ele decide fazer a rotina super complicada do seu ídolo, o Victor. E ironicamente ele faz super bem quando não está sob pressão. Sucede que a rotina foi gravada em um celular, viralizou na Internet, e quem assistiu e adorou? Victor. Qualquer semelhança com a patinadora de Sailor Moon pode ou não ser mera coincidência. A graça é que um dia o Katsuki chega em casa e tem um cara nas suas termas, uma "visita". Adivinhem quem?

Bonitinho, né? Ok eu confesso que esse primeiro episódio me cativou. Eu sou uma senhora e uma história não me ganha automaticamente só porque coloca um twist século XXI em uma narrativa clichê, mas tem potencial! Victor é louco de pedra, Katsuki precisa entrar em forma, Yurio (vulgo Yuri Plisetsky) é um estereótipo de rival babaca fascinante e cheio de potencial, a menina tem um crush no Katsuki, a família dele é adorável... dá pra fazer umas coisas bem legais aí, né? Só que não, porque só temos 12 episódios e como isso é um anime de esportes, 6 desses vão ser gastos em cenas de patinação e mais cenas de patinação nos campeonatos nos quais o Katsuki vai competir, agora com a ajuda do Victor, até ganhar ou não ganhar o último pódio. Então tem todo esse universo interessante, mas a história tem um senso de progressão forçada muito comum ao shounen de esportes médio que não permite desenvolvimentos.

Assim, todas as tensões que não são relativas ao esporte são resolvidas sem tensão. Precisa emagrecer? Puf! Dramas pessoais? Esquece! Cachorro adoeceu? Curou! ... parece até a vida real em que não se tem tempo pra refletir sobre nada. Sério, que horror, não é pra isso que eu vejo ficção escapista. Igualmente água-com-açúcar são os romances. Até hoje eu não sei a resposta canônica para o "foi ou não foi?", mas o fato é que não existe nenhuma profundidade emocional nos romances e digo romances em geral. Chris, por exemplo, sempre patina para a namorada e o outro dramático (qual é o nome dele, mesmo?) também, mas parece que tudo culmina em uma aliança e aplausos. E como polemizar é legal, joga ali umas traição drama incesto. Meio que nem final de novela da Globo: tudo é meio espetacularizado e sem sal. E por falar em gente que eu não sei o nome: o monte de personagens com potencial que nunca vimos nos batidores. Enfim, várias coisas. O fato é que tem todas essas coisas que ficam jogadas, e por mais que seja uma estratégia ótima para vender doujinshi (afinal, nada divulga tão bem fandom) em geral essa sensação de que tudo foi condensado ao seu mínimo impactante me incomodou um pouco. Desculpa, eu sou dos josei. (Ou como bem colocado por um sujeito no MAL: ao invés de tentar um dos seus axels quadruplos carpado e cair de bunda, o anime prefere deslizar tranquilamente no gelo o tempo todo.)

Depois: rola queerbaiting forte, não só fanservice. Eu curto fanservice, curto um kabedon no amiguinho, mas peraí. Colocar um abraço com os braços na frente é o cúmulo do "queremos vender muito material pra fujoshi sem por nada em risco com isso". Culpa das minhas expectativas de que YOI fosse o novo No. 6 em termos de fazer os Guardiões da Heterossexualidade surtarem, mas preciso dizer que queerbaiting é um negócio que tem me incomodado. Ser blogueira de anime e ver como séries como Free e YOI são cem (sem exageros) vezes mais populares do que um remake de Ai no Kusabi cancelado por falta de vendas jamais será provavelmente tem culpa nisso, também. Então tem todo esse misto de sentimentos de "estou sendo feita de trouxa" que eu tolerava melhor antigamente. Eu provavelmente estaria com a galera do hype também se realmente tivesse rolado beijo, e não sei se é bom ou ruim que eu esteja só observando de fora comendo minha pipoca.


Eu queria deixar claro que eu não vejo esse olhar de uma pessoa competente que quer ajudar uma pessoa competente que não sabe bem seu potencial desde Gravitation. Desculpa. Só joguei.

E o terceiro ponto que me incomodou em YOI, e talvez o único que me incomodou profundamente, foram as competições em si. Talvez se eu não estivesse incomodada com as competições eu o avaliaria subjetivamente melhor, mas eu fiquei incomodada com várias coisas. Além, claro, dos personagens com pouco destaque aos quais eu era convidada a me importar (colega: não ligo se você ganha ou perde, mostra o Yuri), o que mais me incomodava eram os resultados. A narrativa de YOI abraça alguns conceitos e ideias que são falsos. Não quero tornar essa discussão muito profunda, mas o fato é que ela vai contra 90% dos desenhos japoneses de esportes nos quais naturalmente o personagem batalha loucamente para "chegar lá" e chega. Spoilers: O Katsuki batalha, batalha, e... continua perdendo exceto pelo poder do amor e não ganha no final. O negócio é que isso só não é realista, pode perguntar para qualquer atleta. Eu gosto de coisas imprevistas, reviravoltas realisticamente tristes e coisas inesperadas (mentira, eu não gosto assim como não gosto de anime DEEP que normalmente tem dessas, mas respeito quando é feito com seriedade) mas o frustrante é que até isso é tratado com certa superficialidade em YOI. E foi isso o que mais me frustrou na série: o potencial para ser incrível, e a execução que não foi.

Mas vamos falar então do lado bom de Yuri On Ice, que é o lado que eu não tive bagagem cultural para curtir? A música é interessante e realista, digamos; são músicas plausíveis para coreografias reais. Preciso dizer que detesto a abertura ao contrário de muita gente, o que já mostra o quão não-artística-e-sensível eu sou para YOI perto de muita gente, mas adoro o encerramento e até acreditei por alguns episódios que ia rolar algum momento tão bom quanto o encerramento. Não entendo nada de patinação, mas sei que pegaram videos de patinadores reais para desenharem e tudo é bastante realista à técnica. Patinadores inclusive tem gostado muito do anime. Patinadores reais fazem aparições breves, especialmente patinadores japoneses - o Nobunari Oda, por exemplo, chegou a fazer a voz do personagem da sua aparição! - e tudo parece ter sido bastante baseado em fatos reais. Como nada entendo só acho bonito, não consegui apreciar isso como deveria, mas li o suficiente para saber que é mesmo bastante fiel.

YOI também sofre daquele problema chamado "o estúdio não é tão rico então cortam o orçamento pela metade nos episódios do meio", tão comum. Ela nunca a ser realmente horrível, sempre bem passável, mas preciso abrir o jogo e dizer que a animação não é tão boa quanto as fangirls tem falado por aí. Você fica vidrado nas cenas pelos exatos mesmos motivos que você ficaria na patinação real: você quer ver possíveis quedas e se tudo vai sair tão certinho quanto você espera. Não tem muitos jogos de luz e cores nem nada, e algumas vezes, especialmente nos episódios do meio, nas apresentações com músicas mais monótonas, não é tão interessante quanto poderia ser - bem irônico considerando a abertura da série, aliás. É meio, eh, pouco artístico. Novamente, questão das expectativas em alta. Não venha esperando um Free! porque né, KyoAni. Fim da puxasaquisse nesse post.

O ritmo da série é bom, sempre acabava terminando com alguma ponta aberta importante para atiçar a curiosidade para o próximo episódio. Novamente: YOI sendo ótimo no seu marketing, mas péssimo em outros sentidos; desculpa, eu não acho Yuri On Ice uma obra prima em termos de narrativa pelos motivos supracitados. Eu consigo entender que nem todo mundo quer que seu anime seja um romance do Goethe, mas o foco claro de YOI na estética e superfície em detrimento de caracterização ou desenvolvimento de enredo é um negócio que você inevitavelmente sente - e lhe cai mal se você não costuma gostar disso em anime, mas é uma tendência inegável da década. E se você não chorou no final de Yuri On Ice, você ganhou. Alguma coisa. (Não sei bem o que.)

A mim, a série decepcionou por ir pelo seguro, pelos clichês e modas atuais, que eu pessoalmente não gosto. O anime do ano pra mim foi Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu [resenha], por aí se vê como eu não gosto. O resumo é que mesmo reconhecendo que é um anime acima da média e um que me empolgou, eu meio que não gosto tanto assim de Yuri On Ice; eu só acho bonito e razoavelmente empolgante do ponto de vista da fujoshi que eu sou, e da crítica de ficção eu acho bem sem sal. Desculpa se decepcionei.

Por fim, desculpa se soo excessivamente crítica aqui. Talvez tenha pego pesado no tom. Não foi de propósito, sério, foi a falta de inspiração. Bem ou mal, YOI só me inspira para escrever sobre o que poderia ter sido e não o que foi. Mesmo assim, espero que tenham gostado dos comentários e convido-os a compartilharem aí embaixo os seus! Adoraria saber o quão populares essas minhas opiniões são, e vai que eu estou viajando. Enfim, muito obrigada a você que leu até aqui, e até as próximas resenhas da temporada!

7 comentários:

  1. Gostei bastante de Yuri on Ice, mas concordo com as suas críticas. Sou muito fã de patinação e fiquei contente com todas as referências que o anime faz ao esporte real, mas não consegui me empolgar muito com a parte competitiva do anime e com as trocentas apresentações dos personagens secundários. Estou curiosa para ver que caminho o anime seguirá na segunda possível temporada e espero que os personagens e seus relacionamentos sejam mais bem desenvolvidos no futuro.

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    1. Olá, Lígia!
      Pois é, eu acho que é o fato de não ser fã de patinação no gelo (acho legal, mas não entendo) que me fez não curtir tanto assim! Mesmo assim, fico feliz que tenha achado as críticas razoáveis e por não ter exagerado rs. ^_^; Também estou curiosa em relação aos rumos da história na segunda temporada, pois acho que posso virar realmente fã se corrigirem esses pontinhos que citei e derem maior profundidade à história.
      Super obrigada pela visita e pelo comentário, e até mais! ~

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  2. Ai amiga, vc já parou pra pesar que ninguém liga pra esse cachorrinho? Quem dirá criar um arco em torno dele? Não é importante! E isso de ser gordo também, não vale a pena ficar muito tempo preso nisso! Já sore a questão de dramas pessoais, um dos maiores acertos de Yuri On Ice foi de não ter entrado nessa de melodrama existencial (até como vc mencionou, isso existe aos montes), e ter assumido de vez a roupagem alegre e até boba! Eu ainda acho que sua crítica foi sim baseado no seu ressentimento! Concordo que o anime não é tudo isso, mas estou feliz SIM que uma trama gay tenha feito tanto sucesso! Quanta bobageira feita pra meninos cheia de fanservice dura um monte e todo mundo elogia sem nem notar que é uma merda (*cof cof* Bakemonogatari e derivados *cof cof*) e pq não uma obra como Yuri on Ice!

    Sobre os coadjuvantes, fiquei divido, alguns são incríveis, outro bem marro menos, mas achei injusto vc citar justamente o irmão apaixonado pela irmã, que é o pior! XD O menino tailandês e o Christophe são ótimos! Também gosto deles serem coadjuvantes, bem no sentido literal da palavra. Chega de arcos inteiros pra qualquer personagem igual Naruto, o povo anda muito mal acostumado! (Em Naruto faltou só o quê? O tio do lamen? Ou nem isso?) Talvez Yuri on ice tenha conquistado tanto justamente pelo ritmo frenético! Deixou umas pontinhas soltas bem legais pra season (quem é a menina que escreveu a música do Yuri? Qual o passado do Victor e pq mudou o cabelo?) Enfim, acho que vc tava esperando uma coisa (mais drama e coisa complexa, talvez?), eu por outro lado de entreguei de cabeça a uma trama surtada e muito engraçada e deu certo!

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    1. Olá! Primeiramente, obrigada por visitar e por se dar ao trabalho de comentar!

      Sim, eu estava esperando outra coisa de YoI. Esperava uma história que tivesse ao menos tentado ser boa, o que não parece que aconteceu. Entendo que nem toda história precisa ser complexa mas é o primeiro anime "fujoshibait" com produção boa que temos em séculos, já tinha tanta coisa encaminhada, custava tentar não ficar na mediocridade? Pra que colocar um cachorrinho inútil? Entende o que quero dizer? Uma boa ficção procura ao menos não envolver um drama sentimental inútil só pra enrolar e fetichizar o relacionamento dos protagonistas. Tem muito anime já com roupagem alegre e boba, também. Eu acompanho anime há 10 anos e não faltou BL pra empolgar durante uma temporada e sumir pra sempre (Tsuritama, Star Driver, Monochrome Factor... entendedores entenderão). Não foi a falta de drama o que me fez desgostar de YoI mas sim a falta de desenvolvimento, a falta de tentar mesmo. Mas se não consegue entender meu ponto, não vamos discutir, são opiniões e eu dou as minhas nesse cantinho. Agradeço por ter explicado seu ponto e espero mesmo que a próxima temporada nos agrade igualmente! Até! ~ ^_^

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  3. São duas da manhã, então eu li o post com "nossaaa, como ela tá atenta", mas queria fazer alguns comentários aleatórios que pensei enquanto lia esse post enorme kkkk
    Eu amo do fundo do meu coração YOI desde que li a seguinte frase "não é yaoi, é um anime sobre a superação e aceitação em falhar e mesmo assim continuar amando o que faz sem desistir."
    Claro, eu adoro um yaoi, desde os 12 anos de idade eu leio e desenho quase só sobre isso (já passei dos 20 anos agora), mas essa frase me marcou muito, talvez pela situação da minha vida atual, talvez por eu ser sentimental, não sei. Mas olhando no geral, eu aceito perfeitamente que Victor e o Yuri estavam num relacionamento já e isso só não foi mostrado. (sim, estou falando dessas teorias malucas de "usarem a mesma cama, etc")
    Sobre sermos feitas de trouxas, sem saber se teve ou não beijo. Vamos definir isso em "choices" para que o estúdio aceitasse fazer o anime. Triste, sim. Mas me conformo com isso, teve uma boa dose de fan service e BL é escasso em termos de anime, comparado com os demais generos que são normalizados (harem, ecchi etc .. gostinho de sociedade patriarcalista ) ~chora baixinho no canto da sala~
    E confesso, na primeira vez que assisti PULEI MESMO várias apresentações dos personagens secundários, vi todos os ep reclamando com meu namorado que nao tinha beijo, que que era aquela boca brilhante, que olha lá, aliança de amizade ATA,etc.. depois que vi a segunda vez, quase lembrava o nome de todo mundo e na terceira, prestei atenção em cada música e detalhe. Sempre fica melhor em cada vez. (mesmo que não seja mérito nenhum o anime ter q ser revisto para ser melhor apreciado, eu considero YOI em alta conta por conseguir me fazer ver de novo os eps, coisa que nunca faço)
    Enfim, YOI nao é nenhuma obra prima, tem vários furos (nao superei a morte do dog do yuri ate hj, pq ninguém nem liga pro coitado), mas nao acho que seja "falta de tentar" e sim a famosa necessidade de querer que o anime seja produzido, e isso quer dizer, precisa vender.
    Nem todas as boas historias sao feitas só por amor ao trabalho. Eu entendo isso em YOI,e estou esperando que o sucesso da primeira temporada resulte em mais liberdade criativa (SIM, MAIS YAOI, MAIS BEIJO, MAIS NUDE, MAIS EXPLICAÇÕESSS) na continuação.
    Leio direto seu blog, parabéns pelo esforço em compartilhar suas ideias, adoro as recomendações, e perdoa os erros de português, to me formando em Letras e virei uma relaxada com essa coisa de "ser formal só quando é necessário" hohohooh
    Beijos de Lux ^3^

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    1. Olá! Primeiramente, super obrigada por sua visita e seu comentário e bem... não sei se estou tão atenta, mas não dá pra estar muito atenta mesmo às duas da manhã, HAHAH. Sem zoeira agora, eu entendo! Eu também adoro um yaoi (inclusive comecei a gostar com a mesma idade e tenho 23) e entendo perfeitamente, inclusive tenho muitas amigas no mesmo barco que curtem demais YOI. Eu queria estar tão empolgada, mas não consigo. Eu não consigo deixar de tecer comparações e pensar que YOI não é aquela Coca Cola que tem falado justamente porque já tivemos muito parecidos, e os mangás BL tem progredido tanto que é triste que os animes não estejam. Mas pra mim conta muitos, muitos pontos pra um anime quando revendo parece melhor que da primeira vez, então eu quero rever o anime e ver se tenho a mesma sensação assim que puder também!

      E realmente, eu li muito não só nos comentários daqui mas também no Twitter e no resto da Internet basicamente que YOI é apenas um anime e como tal não é um problema que pareça muito comercial, "fujoshi-bait" e etc. - até porque realmente o é. Eu entendo que não é pra ser um Goethe, mas eu pessoalmente gosto de ver histórias que são feitas basicamente pelo amor em contar uma história (que eu diria que são os casos dos meus mangás favoritos, por exemplo, apesar de que meu anime favorito também é um original comercialzão - Code Geass - e entendo que os meios diferentes permitem coisas diferentes) e acredito que essas estejam em falta, então valorizo demais. Mas é realmente pessoal o quanto eu me senti "meh", e respeito outras opiniões também.

      Enfim, espero não ter te perturbado com o post (sei lá, né) e agradeço do fundo do coração os comentários gentis! (Sobretudo de uma interessada em Letras!) Sei que não escrevo aquelas coisas mas se o conteúdo é bom, sinto que atingi meu objetivo. <3 Enfim, muito obrigada, e até!

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    2. Aaaaaaaaaa eu sempre fico super nervosa quando penso em como tem tanto mangá/novel yaoi maravilhosos, em que depois de ler você sente um vazio tão grande na alma, e os animes não acompanham nem de perto isso, apesar de alguns mto bons. Há de chegar a era dourados dos animes yaoi, mantenho as velas acessas e a fé forte nisso suhdshsduis
      E olha, nada aquece mais meu coração do que história que são contadas por amor à obra, estava conversando sobre isso hoje, depois que assisti FMA, que tem uma história fechadinha. Alguns mangás claramente o autor não tem nada planejado pro desfecho final e só está empurrando o enredo. Eu senti um pouquinho isso em Bleach, tinha arcos MUITO bons, mas faltou um final em si bom da mesma forma (foi levemente broxante pra mim, mas ok).
      E acho que tem zero problema não ter sentido nenhuma conexão com o anime/personagens/enredos. PORÉM, considere que tem uns doujins maravilhosos (rssrsrsrs) -q

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