quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Handa-kun 6 e 7 - Novos amigos para Handa e os mal-entendidos permanecem.

Porque Handa-kun é um yaoi melhor que muito yaoi por aí.

Olá! Atraso? Imagina. Hoje venho aqui trazer meus comentários sobre os episódio 6 e 7 de Handa-kun! Como o episódio 9 já vai sair nessa sexta-feira, eu pretendo postar a resenha dos episódios 8 e 9 até semana que vem, e então ficar em dia com os posts dessa série. Peço desculpas sinceras pelos atrasos, mas tem tanta coisa acontecendo aqui que anda sendo difícil dar uma atenção para as séries da temporada. m(_ _)m

De qualquer forma posso assegurar que a culpa não é do anime, que continua com uma comédia muito afim ao seu propósito e muito divertida, sobretudo para quem curtiu Barakamon. Então, vamos lá?~ ^_^

O episódio 6 de Handa-kun começa com o retorno do meu querido, adorado, venKawafuji, aquele amigo babacão do Handa que basicamente destruiu todas as chances de socialização dele, mas o Handa o ama mesmo assim, lembram-se? Aquele loiro com cara de delinquente, sim. Kawafuji nota que Handa está ainda mais antisocial do que o normal (lembram-se da perda de memória do episódio 5?e por essa razão, decide que precisa ajudar o amigo a socializar. Ajudar o pobre garoto a socializar simplesmente porque ele queria fazer amigos não rola, né, mas enfim. Assim, ele convida Handa para dar um passeio, e chama um outro colega da escola para terem um passeio divertido, fazerem coisas divertidas e se tornarem amigos fofos, yay!

Obviamente, com Handa sendo Handa, as coisas não saem tão bem assim.

Handa chega no horário e no local marcados usando uma roupa totalmente sem sentido e uma peruca laranja chamativa. Confuso, Kawafuji pergunta por que raios ele está fazendo isso, e Handa explica que é porque ele não quer ser reconhecido. Afinal, pensa Handa, que fama horrível teria o Kawafuji se ele fosse encontrado com o terrível e odiado Handa?! (spoilers: ele teria fama de ser o único cara que consegue falar com o cara mais incrível da escola.) Por isso ele criara todo esse disfarce para não ser reconhecido por ninguém da escola enquanto dá um passeio tranquilo com seu único amigo... até que chega um garoto qualquer da escola.

Kawafuji nunca o convidou para um passeio a dois. De fato, ele tinha combinado de encontrar também com esse garoto para que ele pudesse ser amigo de Handa. Vale dizer que o garoto, chamado Hasegawa, nem conhecia esse tal de Handa, mas Handa tinha certeza de que eles só seriam amigos se ele escondesse sua identidade. E assim começaram a passear juntos os três: Kawafuji, Hasegawa, e a/o misterioso/a Hanzawa, que veio do exterior e por isso não era conhecido de Hasegawa mesmo estudando na mesma escola.

Acontece que os três acabam se divertindo juntos, muito. Eles vão à seção de jogos de um shopping, e Hasegawa vê uma coleção de três chaveirinhos que ele quer ter. Para ter esses chaveirinhos, no entanto, é necessário obter um certo número de pontos nos jogos. O Handa, ou Hanzawa, nem mesmo consegue jogar uma bola de boliche, mas o Hasegawa está certo de que sua fraqueza aparente é "humor americano" e que não tem como ele nunca ter jogado boliche na vida. Quem consegue o chaveirinho do jogo de boliche é Kawafuji. O próximo jogo é dardos; nem mesmo Kawafuji consegue essa, e Hasegawa muito menos. É Handa, com seu super foco diariamente exercitado, que consegue acertar o bullseye três vezes seguidas e pegar mais um chaveirinho, e Hasegawa obviamente fica muito impressionado. O terceiro jogo é de basquete, e como Hasegawa é do clube de basquete, é ele quem consegue essa. Ele acaba chamando Handa, como Hanzawa, de "um cara legal", e Handa fica absolutamente encantado e querendo muito ser seu amigo, como já o vimos inclusive fazer com outro "cara normal" dessa história, Yukio. Hasegawa até bate na mão dele, e fica super feliz com os três chaveiros. Em um determinado momento eles estão sentados, e Kawafuji sai para comprar suco para eles, no maios clima "vou sair para deixar os paquerinhas conversando".

E aí toda essa sequência de "paquerinhas conversando" acontece. Hasegawa pergunta o que ele acha de idols e mangá, e ele diz que não entende nada. Mesmo assim ele continua conversando com Hanzawa, e até promete emprestar seus mangás de basquete e DVDs de idols. Enquanto Hasegawa fala empolgadamente sobre os seus hobbies, Handa só consegue pensar sobre o "místico" fenômeno de "pegar emprestado um mangá de um amigo" e ainda sobre a louca possibilidade de ele se tornar seu amigo... quem sabe ele poderia até aceitá-lo mesmo que ele revelasse que é Handa!

Lembrete que Hasegawa nem sabe direito quem é Handa.

Nesse momento, uns três garotos da escola deles chegam empurrando Hasegawa. Eles são veteranos do clube de basquete, e descobrimos que Hasegawa sofre bullying por ser o mais baixinho do clube de baquete. Os três tentam roubar os chaveiros de Hasegawa, que não consegue se defender. Vendo essa cena, Handa decide que precisa tomar uma atitude, mas que como Hanzawa ele não é capaz de fazer nada. Ele pensa, e conclui que só poderá fazer algo se aparecer... como Handa. Handa corre para o banheiro e troca de roupa, vestindo seu uniforme. Ele então sai do banheiro e se aproxima de Hasegawa e os grandalhões, dizendo que eles não devem mexer com o garoto assim.

É claro que os delinquentes na hora reconhecem o temível Handa, e resolvem sair correndo - exatamente como no episódio em que ele conhece o Tsutsui, aliás, culpando Hasegawa por não ter avisado que era amigo de Handa e prometendo nunca mais perturbá-lo. Handa finge que só estava passando por lá, e Hasegawa que até então não conhecia o tal Handa acaba se tornando seu fã. Kawafuji, por sua vez, acaba descobrindo o que aconteceu da boca de Hasegawa: que o super legal Handa foi lá e o defendeu dos bullies.

Tudo isso é muito legal e coisa e tal, mas Handa fica com a impressão de que ele não gostaria de saber que ele é a mesma pessoa que Hanzawa... e volta a se vestir como Hanzawa. Eles continuam sendo amigos como Hanzawa e Hasegawa, e no dia seguinte na escola, Handa acaba agindo de forma besta, como sempre, e fazendo Hasegawa se sentir intimidado por ele. Kawafuji fica rindo, e a felicidade de Handa é que, mesmo sem conseguir ter feito amizade com Hasegawa como seu "eu verdadeiro", pelo menos ele lhe emprestou os mangás de basquete como Hanzawa.

Essa primeira história foi definitivamente a mais legal do episódio, se não dos últimos episódios. Ok, claro que eu acho isso só porque eu gosto do personagem cretino do Kawafuji, mas também porque o Hasegawa é um personagem bem legal e foi divertido ver o Handa fazendo um amigo e mostrando que, afinal, ele não seria mesmo um jovem tão complicado se não fosse pela sacanagem que o Kawafuji fez com ele. Mesmo não tendo dado tanta risada quanto no episódio 7, essa história me fez sorrir bastante e torcer pela amizade dos dois.

A segunda história no episódio 6 é a de Dash Higashino, um rapaz que conhece e teme Handa desde os tempos do ensino fundamental, pois em um belo dia de competição ele estava passando mal, e Handa estava na sua melhor forma; Handa por acaso era bom em corrida, e acabou ganhando dele. Depois disso, somando esse evento com a má fama de Handa, ele ficou com a imagem de que Handa fez isso só para humilhá-lo. Até Kawafuji sabe de como ele se sente em relação a Handa - só o próprio aparentemente não repara. Dash jura um dia derrotá-lo em uma corrida, mas Handa não faz ideia.

Em meio à sua angústia, Dash acaba encontrando Kei, o "falso Handa", que lhe diagnostica com a famosa "síndrome de Handa", sofrida, segundo ele, por 70% dos estudantes da escola. Kei é um personagem tão ridículoq ue chega a ser engraçado, sério. Kei, então, dá uma ideia a Dash: "e se você fingisse que eu sou o Handa e treinasse correndo contra mim?". Ele coloca aquela famosa máscara de gripe, que faz com que ele se pareça mais com o Handa... e faz Dash sair correndo de medo e quebrar seu recorde pessoal. Vendo que a técnica funcionou totalmente, Dash e Kei resolvem virar parceiros de "objetivo: derrotar Handa", e Kei resolve então ajudá-lo correndo contra ele. O problema é que Kei não é o perfeito Handa, e com isso eu quero dizer que ele é um péssimo corredor e isso acaba desestimulando Dash. O fato é que Kei e Dash acabam virando amiguinhos unidos por essa meta, e Dash continua treinando muito suas habilidades de corrida. Essa parte toda é como uma paródia de anime de esporte, com direito a frases motivacionais para melhorar a si mesmo - e Dash acredita que deve correr "como se estivesse fugindo de algo muito assustador sempre" para estar sempre se superando.

Um belo dia, Handa passa correndo muito rapidamente por ele, "como se estivesse fugindo de alguma coisa". Um verdadeiro esportista, não? Dash decide que esse é o momento de ter a sua revanche, e começa a correr muito rápido para alcançar Handa. Ele então lhe diz uma frase de shounen de esportes, do tipo "agora eu vou vencer de você", e o que Handa faz nessa hora? Ele muda sua rota e pula fora do caminho, dizendo: "conto com você". "Contando" para que exatamente? Bem, acontece que Handa estava fugindo de um cão bravo, e Dash foi quem ficou no caminho do cachorro, que acaba por fim pegando-o. Handa faz uma oração pelo corpo estraçalhado de Dash, só salvo pela dona do cachorro, e isso basicamente cimenta o trauma de Dash por Handa.

Essa parte toda... eu achei um pouco boba, para falar a verdade. Não me fez rir muito como piada, mas eu admito que gostei bastante da participação do Kei (e o potencial do ship? Maravilhoso). Acho que eu não gostei justamente porque foi meio Sakamoto essa coisa de Handa ser bom até em corrida, e além disso, o personagem Dash em si é muito "rival de shounen de esportes", um clichê que eu não curto muito. Em resumo, saquei o clichê e a piada, mas talvez por eu não ser fã de nenhum dos dois a comédia não me ganhou.

A terceira e última história que vemos no episódio 6 é a de uma garota que foi introduzida à quiromancia quando estava no ensino fundamental. Como ela fica obcecada por coisas facilmente, logo começou a ser conhecida por ser muito boa nessa prática, e resolveu fazer o teste lendo a mão de uma pessoa popular. É assim que ela chega em Handa - mais precisamente na Força Handa, e resolve então perguntá-los se ela pode tentar ler sua mão. Tsutsui diz a ela que vai ser difícil, porque Handa não acredita nessas coisas (ele deduziu isso, claro, já que Handa é tão "másculo" e isso é coisa de menina no Japão!) e Reo por sua vez acha que seria legal se ela conseguisse e gostaria muito que ela lesse a sua. É claro que sem sequer precisar tocar na sua mão ela conclui que Reo é frívolo e aparecido, e ele fica surpreso com suas habilidades.

Aí, temos uma surpresa: a cena corta para Handa passando por um grande mural de "Sorte da semana", e ele pára e olha para a do seu signo, que diz que ele "pode ter boa sorte se ajudar os outros a escapar de algo ruim". Ele passa nesse momento pela Força Handa, que está conversando sobre chamá-lo para ajudar ou não. Ela explica que precisa de uma pessoa muito popular e outra muito odiada - e é claro que Handa conclui que é o muito odiado, e por conta do seu horóscopo, resolve que deve ajudá-los. Dizendo que se ler sua mão vai ajudar alguém, ele se joga na cadeira com a palma da mão estendida. Todos ficam muito assustados, sim, mas a garota resolve que não vai deixar essa oportunidade passar - e todos a vêem como sinônimo de bravura.

Ela explicara que leitura de mãos funciona porque se baseia em detalhes na mão da pessoa, e queria testar com alguém muito popular e tal, certo? E então começa a ler a mão de Handa. Ela analisa, olha... e... bem, faz uma cara de choque e surpresa. Ela começa a rabiscar um monte na sua mão, para horror de todos da Força Handa, porque não entende por que a linha de popularidade é tão fraca. Ela conclui que a única coisa clara na sua palma é um nível altíssimo de paranoia. Toda a Força Handa está empolgada para saber os resultados, mas ela conclui que não pode contar a verdade e acabar decepcionando os membros, então conclui que precisa dizer algo mais interessante... e começa a inventar que o Handa tem um futuro muito cruel pela frente. Com o Handa ouvindo, obviamente. Imaginem a cara de susto do pobre coitado. Todo mundo fica curioso, e ela então começa a inventar mais coisas: diz que será um futuro de muita solidão, e deve envolver algo como se perder no deserto... imaginem o pobre Handa ouvindo isso tudo.

Todo mundo fica surpreso e louco para ouvir mais, e Handa - com muita razão - se pergunta como tanta gente pode ficar tão feliz ouvindo a má sorte dos outros. Ela volta a tentar ler sua mão, e vê... um futuro com muitas crianças. Sim, foi um aceno metafórico para a história de Barakamon! Ela vê mais de sete crianças, apesar de nenhum apetite sexual, o que a deixa ainda mais confusa... e ela revela, como conclusão, que Handa não terá uma vida decente. Handa fica aterrorizado, e a Força Handa inteira fica muito feliz de saber mais sobre ele. E é isso. Depois de tudo,  ela conclui que foi arrogante e que ainda não tem tanta habilidade assim para ler mãos, e agradece mentalmente Handa por esse ensinamento.

Eu pessoalmente achei toda essa sequência muito hilária e, mais que isso, achei muito interessante a personagem da garota. Não me lembro o nome dela agora - na verdade, não lembro nem se ele foi revelado - mas ela tem uma personalidade divertida, e gosto de como ela acaba virando mais uma fã do Handa. Aliás, claro que a piada toda só faz sentido para quem viu Barakamon, e eu agradeço por essa referência para agradar os fãs!

Depois disso, vamos ao episódio 7, que eu sinceramente achei um dos melhores episódios da série até agora. O episódio 7 começa com uma história difícil de acreditar logo antes da abertura: é um dia de entrega de notas na classe de Handa, e todos os estudantes estão recebendo seus boletins japoneses, com suas notas e colocação em relação ao resto da escola. Todos os estudantes mostram estar muito felizes por receberem notas ótimas, afinal a prova foi muito fácil e ninguém ficou de recuperação! Com certeza... né? Mas claro que sempre tem os estudantes que conseguem ficar de recuperação. É assim que vemos primeiramente Reo olhando para o seu boletim com uma cara abatida, por ter ficado na 178ª posição de 180. Logo depois, vemos Tsutsui fazendo a mesma coisa: ele ficou na 179ª posição. E enfim, vemos mais uma figura fazendo a mesma cara...

Ele. Handa. E corta para a abertura! Só esse começo já me deixou mais chocada que a maioria das histórias nesse universo de humor negro de Handa-kun onde ninguém entende o que se passa com ninguém. Prossigamos!

Depois da abertura, vemos todos os membros da Força Handa, à exceção do próprio, reunidos na casa do Tsutsui para estudar. Inclusive Yukio, aliás, que passou com uma nota razoável, mas mesmo assim se junta a eles, o que eu achei engraçadinho. Não é que ele se rendeu à Força Handa, afinal? Aizawa começa então a fazer um discurso sobre como é uma vergonha que as notas dos membros da Força Handa tenham sido tão horríveis, e que ter dois membros do grupo entre as três piores colocações da escola não é nada bom e não honra o nome de Handa. Vamos lembrar que em compensação ele tirou o primeiro lugar da classe, né? Enfim, eles começam a conversar sobre como seria legal que o outro estudante de recuperação também estivesse estudando com eles, e é aí que fazem a pergunta que não quer calar: Se Aizawa ficou em primeiro lugar, Handa ficou em que posição?

As teorias mais esdrúxulas começam a surgir. A primeira, feita por Yukio, é de que Handa deve ter ficado em segundo. Os outros ficam incrédulos, afinal isso significaria que Handa perdeu para Aizawa, e isso não pode ser possível! Mas se não foi isso, o que será que aconteceu? Aizawa chega à conclusão de que Handa deve ter propositalmente ficado em um lugar mediano para não chamar muita atenção e poder focar nos seus estudos de caligrafia. Seria mesmo uma brilhante dedução de acordo com a personalidade que eles imaginam para Handa. Todo mundo meio que acaba concordando que esse foi o caso, e se unem para estudar a difícil matéria.

Como estudar? Aizawa propõe que Reo e Tsutsui respondam livros de questões que ele elaborou previamente, mas eles acham que isso será cansativo e entediante. Aizawa, no entanto, já havia previsto isso e elaborou questões especialmente para os membros da Força Handa, com questões padrão de livros de história modificadas para perguntas como "que revolução japonesa foi quase tão grandiosa quanto a Revolução Handa?" e "Handa está para calígrafo assim como Oda Nobunaga está para...?". É simplesmente hilário. Com essas perguntas, eles acabam conseguindo estudar ao menos um pouco. Toda essa parte é muito boa, aliás, porque o espectador já tem uma vaga ideia de que Handa ficou em último, mas nada confirmado, e os motivos ainda são incertos.

Enfim, chega o dia da prova. Reo e Tsutsui estão completamente exaustos, e Aizawa e Yukio os acompanham até a classe para desejar boa sorte, enquanto permanece o suspense de quem foi o último colocado. A prova de recuperação para todas as classes vai acontecer na sala de aula de Handa e seus colegas, então eles devem se sentar nas suas próprias carteiras, mas estudantes de outras classes podem se sentar em qualquer carteira que quiserem. Kei e Dash (de novo, o OTP do ano...) são os "estudantes de outras classes" que chegam para fazer a prova. Aliás, Kei tirou uma nota baixa porque escreveu o nome de Handa na sua prova e sua nota não foi computada. Eles chegam na sala fazendo suas besteiras de personagens secundários enquanto os estudantes estão aguardando o terceiro estudante misterioso, e quebram com toda aquela expectativa do espectador e dos personagens de saber quem é o terceiro.

Mais: os dois chegam com toda a intenção de se sentarem na carteira do Handa. Os membros da Força Handa acabam lutando bravamente para que eles não se sentem na preciosa carteira, afinal é um absurdo que Handa tenha que se sentar na mesma carteira que eles!, e então começam a discutir. Os membros da Força Handa ameaçam, perguntando o que aconteceria se eles acabassem vomitando na carteira de Handa. Dash acha essa ideia absurda, mas só de se sentar na carteira de Handa começa a ficar tonto. (Sim, isso tudo é o trauma dele.) Kei não desiste da ideia tão fácil, e eles continuam discutindo até chegar o terceiro estudante misterioso. É...

Handa chega com a maior cara de derrotado na classe e se senta silenciosamente na sua carteira, acabando de vez com a briga, enquanto todos se sentam nas carteiras próximas à dele. E então começa o burburinho: o que Handa está fazendo aqui, afinal? Não pode ser porque ele ficou de recuperação. Pensando, todos acabam chegando à conclusão de que ele só pode estar ali porque se esqueceu de escrever o nome na prova! Só que não, pensando melhor, porque Handa nunca cometeria um erro amador assim. E o mistério fica no ar. Tão no ar que os personagens começam a se aproximar de Handa involuntariamente, e o professor tem que dizer que iria considerar isso como cola se eles não se afastassem. Mas a gente sabe a realidade: ele... realmente esqueceu de escrever o seu nome na prova. Handa até pediu para o professor deixá-lo passar, mas ele diz que disciplina é importante e manda Handa fazer a prova novamente.

O professor distribui as provas, e durante a prova os personagens continuam se questionando por que Handa está ali, cada um reagindo a seu modo ao fato. Kei quer ser melhor que ele a todo custo, e Dash quer escrever mais rápido que ele, por exemplo. O engraçado disso tudo é que eles começam a sentir uma proximidade com o Handa que é muito verdadeira - o Handa não tem essa obsessão por se afastar das pessoas que os outros pensam que ele tem, então quando tem pouca gente na sala, as imperfeições dele se tornam mais evidentes, tipo pagar o mico de espirrar alto no meio da prova, ou escrever violentamente com o lápis por conta dos hábitos da caligrafia. E é claro que seu séquito de fãs percebe tudo isso e faz anotações mentais incríveis dos hábitos de Handa.

Resumindo, no meio da prova todos os estudantes estavam sendo extremamente barulhentos com os seus lápis, e o pobre professor fica ali se questionando por que a prova estava tão barulhenta naquele dia. E todos saem da sala como se tivessem visto o passarinho verde.

Depois do fim dessa piada temos o dia da entrega dos resultados. Reo e Tsutsui estão felizes por terem passado na prova, e agradecem muito a Aizawa. É aí que eles chegam à conclusão definitiva do porquê de Handa ter feito recuperação: ele tirou uma nota baixa de propósito para poder ajudar os membros da Força Handa, afinal, sem ele na sala ninguém teria dado o melhor de si e conseguido passar. E é assim que mais uma vez o dia foi salvo graças ao superpoderoso Handa. Enquanto isso, Dash conseguiu tirar um incrível 0.4, provavelmente porque o professor não conseguiu ler quase nenhum dos garranchos que ele escreveu enquanto tentava ser mais rápido que o Handa, e Kei continuou escrevendo o nome de Handa na sua prova, mas dessa vez o professor o passou. E o Handa de verdade, você se pergunta?... Ele esqueceu de escrever seu nome novamente.

Resumo da vida do pobre Handa!

Devo dizer que eu achei o Handa extremamente moe nessa história, porque ele realmente estava e todos na classe perceberam isso. Devo confessar também que sou tão moe por "Handa vulnerável" quanto seus fãs. (´・ω・`) Enfim, toda essa sequência foi muito engraçada pelo quão empolgados todos ficaram com o fato de fazerem uma prova com Handa, além de, claro, também ter ficado feliz vendo esses hábitos do Handa (porque no fundo todos somos um pouco Força Handa, não?).

Depois disso tudo que transcorre na primeira metade do episódio, temos uma segunda história na segunda metade. Sim, só tivemos duas histórias no episódio 7. A segunda história do episódio é a de Kasumi Hirayama, a bibliotecária da escola de Handa, que passa seus dias em uma biblioteca abandonada e que sofre constantes cortes por conta do declínio do hábito de leitura entre os jovens por causa das modernas tecnologias. Trágico, não? A história começa com uma ambientação sombria, com direito a fumacinhas roxas, e uma garota com todo o estereótipo de Sadako que fica lendo livros silenciosamente, escondida atrás de uma franja. Ela reconhece que seu dia-a-dia é difícil, mas tem algo que a faz não desistir nunca: seu príncipe Handa, claro.

Volta e meia Handa vai na biblioteca pegar livros de caligrafia, e aparentemente é ele quem faz a alegria de Kasumi, obviamente sem nem saber disso. Ela fica observando-o enquanto lê livros de romance e fantasia com viver um grande romance com ele, e se pergunta que tipo de garota ele acha que ela é, e acredita que ele deve achá-la uma garota sem graça... Enfim, ela tem pirações e paranoias loucas no nível Handa, mas a paranoia dela é para que ele a perceba como a garota legal que ela não é, enquanto ele treme só de perceber a presença de mais um ser humano na biblioteca. Pobre Handa.

Em seu desespero em ser notada pelo senpai, Kasumi faz um canto na estante chamado "cantinho do Handa", e o enche de livros de romance que ela mesma compra. Sucede que Handa é sempre metódico e só pega livros de caligrafia, então o que ela faz? Coloca uma capa de livro de caligrafia em um livro de romance para ele pegar por engano, claro. O livro conta a história de um garoto super popular de uma escola que se apaixona por uma bibliotecária sem graça, e ela fica dando risinhos enquanto torce para que ele goste da leitura. E tenha uma ideia nada sugestionada, claro. Tática Sutil, Kasumi! Sucede que assim que Handa sai da biblioteca, um monte de garotos barulhentos entram, que logo reconhecemos como a Força Handa. Descobrimos através do monólogo interno de Kasumi que eles são os "seguidores de Handa", e que ela não gosta deles porque eles ficam andando para cá e para lá atrás dele como se tivessem direito de serem mais próximos de Handa. Sim, ela também acha que Handa é amigo deles, e mal sabe ela.

Nisso, Tsutsui acaba mexendo nas estantes, e ao ver a cena, Kasumi começa a armar um barraco, afinal eles deviam aprender com Handa a serem mais educados e tudo mais, e diz que eles não podem sair mexendo nos livros assim. Eles acabam puxando uma conversa com ela, e é Reo que acaba fazendo a pergunta: "esse canto de romance aqui é para Handa, não?". Isso desconserta totalmente a Kasumi, que por sua vez, age toda tsundere dizendo que não, não é bem isso e que ela não é uma fã qualquer (afinal, pega mal dizer que é só mais uma fã para os melhores amigos do Handa, né?) e o negócio dela é sério e Handa é seu príncipe e um dia vão se casar de branco, etc. O fato é que todos os fãs do Handa são tão iludidos que eles não dão a mínima para o chuuni da menina; aliás, não só isso como decidem que vão ajudá-la a fazer o Handa feliz! Não que eles saibam mais que ela o que faz o Handa feliz.

E então eles dizem que vão se responsabilizar por deixar a biblioteca mais a cara do Handa, para que ele volte muitas vezes. Ela não quer que a biblioteca fique cheia de livros de caligrafia e acabe afastando os alunos, mas eventualmente acha que deve confiar neles, já que eles são os amigos do Handa, e deixa que eles cuidem da reforma da biblioteca para transformá-la em um lugar novo e bonito. E é isso que eles fazem. Mas como eles fazem isso se ela mal tinha dinheiro para novos livros? É isso que Kasumi questiona, e eles respondem que foi fácil: eles disseram que estavam arrecadando doações de livros usados pelo Handa. E pronto, todo mundo doou.

Fato é que, graças à Força Handa, a escola estava agora com uma biblioteca totalmente reformada e cheia de novos livros. Aizawa aproveita e avisa os alunos sobre a nova biblioteca, e e em pouco tempo a biblioteca fica muito movimentada e cheia de alunos, exatamente como Kasumi sempre quis. Ela fica feliz a princípio por estar fazendo um bom trabalho e compartilhando sua paixão por livros com outras pessoas, mas tem uma coisa de que ela se arrepende: o fato de que desde que a biblioteca foi reformada, Handa não mais apareceu lá por conta de todo o movimento.

É claro que um belo dia, no final do expediente e quando todos já foram embora, Handa aparece com o livro a ser devolvido. Como ele fala com ela, Kasumi fica extremamente feliz com a oportunidade de conversar com seu príncipe, e então... ele avisa que infelizmente a capa estava trocada. Oh. Ele explica que era um livro de romance, e não deu muita atenção por isso. Kasumi, então, pergunta se ele chegou a ler um pouco e se gostou do livro, esperando ouvir sua declaração fatídica!... E ele responde que leu sim, totalmente sem jeito, e que ficou encantado com o quão esforçada era a bibliotecária. Nesse momento, ela entende a mensagem: de que Handa sempre valorizou o seu bom trabalho mais que os livros de caligrafia, na realidade, e que ela deveria continuar enchendo a biblioteca com livros de gêneros cada vez mais diversos. Ela diz então para Handa que vai se esforçar para trazer livros muito diversificados e fazer a biblioteca encher de gente, e ele... obviamente fica aterrorizado com tudo isso, enquanto ela está totalmente feliz sem fazer ideia.

Na cena final do episódio, vemos um Handa choramingando sentado. Kawafuji chega e pergunta o que aconteceu, e Handa explica que não vai mais poder pegar livros na biblioteca e não sabe o porquê, mas acha que talvez tenha sido porque ele avisou Kasumi de que deveria trocar a capa do livro. Ele se lamenta, dizendo que não queria ter que avisar, mas ficou com medo de que mais alguém pegasse o livro errado... pobre Handa.

Apesar de eu ter achado a história da bibliotecária um pouco boba (too close to home, talvez), eu confesso que ri muito com o Handa, na conclusão, dizendo que não sabe o que fez de errado para a garota tratá-lo tão mal, e fiquei feliz que o episódio não teve uma conclusão cheio de drama e corações partidos.

Desses dois episódios, confesso que para mim os destaques foram as primeiras histórias de cada um deles, que duraram mais tempo que as outras. Foi muito legal ver o Handa fazer um novo amigo, e ver um pouco mais da sua personalidade amigável no "Handa e o amigo do amigo do Handa", a primeira histórinha do episódio 6, e também é sempre muito engraçado rever a desgraça diária de Handa, aquela coisa meio schadenfreude com a sua nota 0 por duas vezes por esquecer o nome na prova. É amável como os fãs do Handa sempre acabam tornando a situação muito mais incrível e admirável do que realmente é. De resto, foi mais Handa-kun, sem tirar nem por. Handa-kun raramente se aventura fora do seu molde de historinhas de comédia, que realmente lembram adaptações de 4-koma. Se isso é bom? Para mim, que tenho rido semanalmente com a série, é sim.



Enfim, esses eram os comentários que tinha a fazer sobre Handa-kun 6 e 7! ^_- O episódio 9 sai essa sexta, e então eu devo publicar sem muito atraso sobre mais esses dois episódios. (Espero sinceramente.) Enfim, espero que tenham gostado desse post, e fiquem no aguardo dos próximos, porque o episódio 8 foi bem legal e eu realmente vou tentar escrevê-los antes do 10, ok? Muito obrigada, e até a próxima!~ ♡


Nenhum comentário:

Postar um comentário