quarta-feira, 6 de abril de 2016

Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu 12 - O suicídio (duplo?) de Miyokichi e Sukeroku.


Olá, pessoal! Como vão?

O post de hoje é um post super hiper mega atrasado para falar sobre o penúltimo episódio, o 12, de Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu. Para quem não se lembra, o 12 foi episódio em que as coisas que mais temíamos - os eventos do título - finalmente acontecem.

O episódio foi simplesmente incrível. Eu gostei muito mesmo, mais do que eu esperava. Imaginei que teríamos algo muito mais dramático e depressivo, mas... não, o que aconteceu foi tão incrível, e eu diria até realista. O anime todo tem uma densidade psicológica surpreendente que ficou clara nesse episódio. Posso falar sobre ele, então?

O episódio 12 começa no palco que no episódio anterior foi cedido a Sukeroku e Kikuhiko para que praticassem rakugo. Trata-se de um palco em um hotel na vila em que Sukeroku está morando, muito conhecido e visitado pelas suas fontes termais, e Sukeroku nota que o público desse hotel não é exatamente o público que vai lá para assistir rakugo, diferentemente do que acontecia antes. Ainda assim, decidem fazer a apresentação, pois, como Kikuhiko nota, "é o que eles tem". Sukeroku reconhece isto, e quando ele e Kikuhiko estão conversando sobre o teatro esvaziado, chega Matsuda.

Sukeroku, ao vê-lo, diz que sentiu sua falta. Matsuda diz que achou que não o veria mais, e diz que todos no teatro sentiram sua falta. Sukeroku diz que isso é mentira, e que ninguém deve lembrar-se dele, mas o mestre entusiasmadamente diz que isso não é verdade; diz que, quando Kikuhiko desapareceu de súbito, todos se lembraram que aquela não foi a primeira vez que uma pessoa importante desaparecia assim, e que quando os dois saíram foi "como se as luzes do teatro tivessem se apagado". Sukeroku, então, diz: "deixa para lá a puxasaquisse, não é como se eu me importasse", e Matsuda - que continua sendo um amor! - diz apenas que irá ajudá-los como puder. ^_^

Depois dessa cena, vemos o começo do rakugo de Kikuhiko, e Sukeroku ouvindo-o dos bastidores. O rakugo de Kikuhiko começa dizendo que as três indulgências possíveis para um homem são beber, fazer apostas, e transar; e que ainda que alguns digam que nunca apostam, ou nunca bebem álcool, nenhum não ama a companhia das mulheres. Sukeroku ouve atenciosamente esse rakugo, que é quase como um presságio para os eventos horríveis que irão acontecer no final do episódio, mas volto depois nisso. Continuando o rakugo, ele diz que havia um homem jovem que era "como um biscoito de arroz, cozido e então esfriado"; um homem que foi rejeitado por uma mulher e que vai atrás de prostitutas, pois conforme o dizer, "solicitar sexo é a tarefa da noite dos rejeitados". Miyokichi - curiosamente, uma prostituta - ouve atentamente, assim como Sukeroku, mas não fica claro se eles a vêem na plateia. Kikuhiko é muito aplaudido, e retorna aos bastidores ovacionado.

Kikuhiko diz então a Sukeroku que é sua vez, e este nota que a apresentação foi boa, com um misto de humildade e possivelmente uma pitada de recalque, e que teve uma ótima reação do público. Kikuhiko justifica que a apresentação foi boa porque o público já sabia o que esperar dela, uma vez que o dono do hotel contou exatamente como ela seria, e então eles puderam ouvir sem se empolgar demais. Sukeroku levanta-se com um sorriso resignado, e diz: "de fato as pessoas vem em todos os tipos", porque ele não é exatamente esse tipo de pessoa que gosta do previsível e esperado, mas parece que isso agrada ao público do Kikuhiko, não é mesmo? ^_^

Enquanto Kikuhiko veste seu kimono, Sukeroku diz que talvez seja isso que significa "rakugo é uma conversa; se a audiência é boa, o rakugo naturalmente torna-se bom", e Kikuhiko, abaixando a cabeça, diz: "pois é, eu pude fazer um bom rakugo graças a eles", enquanto amarra o kimono de Sukeroku. Todo esse diálogo, para falar a verdade, à primeira vista não me pareceu ter muita coisa de comum com nada, mas pensando depois, acho que tem muito a ver com o diálogo que eles têm mais para frente, e que é a essência da mensagem da obra, ou ao menos dessa primeira parte; depois retorno nisso também. O outro ponto é que se eu já shippava os dois, continuei shippando, porque a forma que o Kikuhiko trata o Sukeroku aqui - exatamente como sempre com um carinho maternal - é uma das poucas coisas fofas desse episódio. ❤

Sukeroku, então, diz que não é só a audiência que era boa; que eles gostaram pois o próprio Kikuhiko se tornou um bom contador de histórias. Kikuhiko, por sua vez, diz então que Sukeroku tem que fazer melhor do que fez até agora para não envergonhá-lo perante a plateia, e Sukeroku pergunta então se ele havia acabado de chamá-lo de irmão mais velho.  Kikuhiko pede para ele ser mais dignificado, uma vez que ele parece uma estrela vestindo o haori de yakumo. Sukeroku diz, desviando o olhar, que quem devia vestir isso era o yakumo, e Kikuhiko pede para pensar nisso como um memento, uma lembrança, e agradece a si mesmo por ter trazido-o.

Vemos, então, a pequena Konatsu colocando algumas almofadas na frente do palco para ouvir seu pai, e em seguida, Sukeroku subindo ao palco. Sukeroku começa sua apresentação um pouco encabulado, muito diferente do Sukeroku que conhecíamos antes, mas igualmente caloroso com a plateia; diz que vê algumas pessoas que já estão com um sorriso no rosto, provavelmente por causa de sua aparência ou sua má fama na vizinhança?, e diz que, acreditem ou não, ele era um contador de histórias em Tóquio há algum tempo, e pergunta se parece isso, dizendo ainda que agora isso não parece mais certo. Ao ouvir isso, a boca de Kikuhiko curva-se para baixo.

Sukeroku começa então a contar seu rakugo, sem mais delongas, rápido e breve. O rakugo é a história de um vendedor de peixes chamado Kuma, que vivia se dispensando do trabalho para beber álcool. O Sukeroku interpreta esse homem fanfarrão, ironicamente! Um belo dia, a pedido de sua esposa, ele vai à praia vender seus peixes à noite, apesar de odiar fazer isso. Andando, encontra uma bolsa velha no oceano, e chegando em casa, abre a bolsa e mostra à mulher seu conteúdo: 48 ryo. Como ninguém foi procurá-lo, diz que esse é seu dinheiro agora, e que vai celebrar bebendo. É exatamente isso que ele faz: ele chama seus amigos, bebe, come, e festejam, gerando uma conta cara.

Depois disso, ele dorme, e no outro dia sua esposa o acorda, avisando que precisa vender peixes para pagar tudo que ele bebeu e comeu na noite anterior. Ele muito calmamente pega a bolsa, e... cadê os 48 ryo? Ela diz que nunca viu 48 ryo. "Como assim? Não se lembra que eu trouxe?" ele pergunta, exaltado, e ela responde que não havia nada disso, que ele tinha sonhado. Ele diz: "não pode ser verdade isso! Olha o quanto eu bebi e comi na noite anterior!", e ela diz que ele trouxe seus amigos, disse para ela não se preocupar, pois era uma comemoração, e ela não quis envergonhá-la na frente deles, mas não sabia como ele pagaria... O homem, então, se desespera. É a pior coisa possível! Ele já estava devendo, e agora tem que pagar mais ainda?

Nessa hora, a plateia toda ri. O homem então diz: "amor, isso vai ser mesmo difícil... que tal nos matarmos?" E ela diz que não, de jeito nenhum. A platéia fica quieta, e o humor torna-se mais dramático. Ele então pede desculpas, diz que tem sido horrível para ela, e diz para ela não chorar, pois é tudo culpa sua. Sendo assim, ele mesmo vai pagar. Ele diz que finalmente voltou a si e não vai tomar mais uma gota de álcool, e para pagar pelo dia de hoje, vai pedir um empréstimo e começar a trabalhar honestamente, e que vai pagar de volta, não importa quantos anos leve. Nesse momento, vemos cenas de Kikuhiko entusiasmadamente sorrindo, assim como Konatsu muito empolgada, e Miyokichi também.

Depois dessa promessa, Kuma se torna um novo homem. Ele deixa de beber, e passa a trabalhar todos os dias.Todos à sua volta ficam bestas com a sua mudança, e até os clientes que ele perdeu voltaram um depois do outro. Por fim, o homem consegue pagar seu débito com extra. Kuma, então, conversa com sua esposa na janta. Ele diz que era o mínimo que ele podia fazer, e ela diz então que há algo que ela precisa dizer. Ele pergunta o que foi, diz que não vai se importar, e ela diz que a verdade é que não era um sonho: três anos atrás ele realmente pegou a bolsa com dinheiro. No entanto, ele estava se deixando levar tanto com a bolsa que ela achou que ele ia gastar tudo e nunca mais trabalhar, e ela diz que estava feliz vendo-o se esforçar, e por isso não contou a verdade. Ela conta tudo isso chorando, e ele, bobo, pergunta: "não foi um sonho? Entendi... então foi isso, é, entendi". E ri. Ele passa a mão no seu rosto choroso (e os dois são belissimamente interpretador por Sukeroku, diga-se de passagem" e diz: ei, olhe para mim, não estou bravo! Ele diz que essa é a vida certa para um mercador como ele, e como ela o fez perceber isso, ele não está bravo. Eles bebem saquê juntos, e tem um final feliz. A esposa pergunta se eles não devem beber saquê juntos, e ele diz que não beberá, pois não quer deixar tudo ser um sonho de novo.



Todos aplaudem, especialmente a pequena Konatsu, que está muito empolgada com o pai. Kikuhiko, por sua vez, sorri satisfeito nos bastidores. Vale dizer que o Sukeroku passa uns bons oito minutos do episódio contando esse rakugo. Não é sem motivo, nem sem importância: esse rakugo todo é extremamente pertinente e relevante na sua mudança de perspectiva de vida, como vamos ver logo mais. Depois disso, temos Kikuhiko e Sukeroku, e também Konatsu dormindo no colo de seu pai, que por sua vez já está corado depois de beber muito. Kikuhiko, fumando na janela, ouve Sukeroku falar que os espectadores eram boas pessoas, e que aquele dia foi como um presente de Deus, pois que ele nunca imaginou que faria rakugo assim de novo. Kikuhiko diz que já pensou muitas vezes em parar com esse trabalho, mas rakugo "é ruim assim", e Sukeroku diz que é isso mesmo. Kikuhiko diz ainda que é incomum ver Sukeroku fazendo uma história sentimental como a daquele dia, e pergunta onde que ele a aprendeu, ao que ele responde que teve muito tempo para isto. Kikuhiko diz que nunca viu um Shibahama que o fez rir tanto, e Sukeroku diz que é a primeira vez que vê Konatsu rir assim também, mostrando-se satisfeito com o resultado do seu rakugo, mesmo depois de tantos anos sem fazer.

Ele começa então a divagar sobre o nome Konatsu; "É um bom nome, né", pergunta a Kikuhiko. Conta que deu esse nome pois ela nasceu no pico do calor do verão, e as estações são importantes para o rakugo - acredito que porque o público muda, conforme o monólogo de Kikuhiko no episódio passado, mas isso é chutômetro meu. Enfim, enquanto ele fala isso, Kikuhiko toma uma decisão e, de súbito, a anuncia: diz que, quando voltarem para Tóquio, vão viver na casa do mestre. Nessa hora, Sukeroku abre os olhos espantado; Kikuhiko diz que o mestre deixou a casa para ele, mas é demais para uma pessoa só, e que como é um prédio antigo, ele não quer alugar para alguém que pode arruiná-lo... e ele pede para viverem todos juntos lá. Sukeroku pergunta quem é esse "todos", e Kikuhiko diz que é ele, Konatsu e... Miyokichi. Ele diz que os acolheria como três aprendizes, e que esse seria um "pequeno preço a pagar", e agora, precisavam apenas achar a Miyokichi. Simples assim. Doces sonhos.

Sukeroku, que até então estava praticando rakugo sozinho - e assim aprendeu o Shibahama, dentre tantos outros - diz que suas inclinações mudaram depois da visita de Kikuhiko, e este por sua vez diz que, ouvindo o Shibahama de Sukeroku, entendeu finalmente que "as pessoas não podem entender tudo umas quanto às outras, mas ainda assim elas vivem juntas, e o amor por compartilhar coisas triviais e sem sentido é da natureza humana, e é por isso que humanos não podem viver sós". Depois de dizer isso, Sukeroku diz que enfim eles parecem concordar em uma coisa. Na verdade, eu acrescentaria que é a segunda vez: um pouco antes eles tinham concordado que rakugo é um trabalho "ruim" e difícil de sair, não é mesmo? ^_^; Mas, independentemente disso, eles também concordaram que é da natureza humana não entender um ao outro... vou voltar nisso depois, que também tem a ver com a cena trágica desse episódio, na minha opinião.

Enfim, depois desa troca de palavras, uma mulher chega e pergunta se ele é o "Kiku". Kikuhiko diz que sim, e ela pede desculpas por perturbá-la tão tarde, mas um cliente insistiu em vê-lo. A cliente é ninguém menos que Miyokichi. Em um quarto escuro - muito reminiscente, por sinal, daquele do fatídico episódio 9 - a Miyokichi diz a Kikuhiko: "Quanto tempo". Ela diz que Kikuhiko demorou tanto que se cansou de esperar, e pede então para que ele olhe para ela. Ele olha, e ela corre e segura em sua camisa, aproximando-se. Kikuhiko diz que Konatsu e Sukeroku sentem sua falta, e que veio pegá-la para irem "juntos" - os três - a Tóquio.

Ela, no entanto, recusa veementemente a proposta, e todo aquele sonho que o Kikuhiko tinha criado para si, e diz que quer ficar só com ele, Kikuhiko. E é aí que ela começa a mandar toda a real do que ela passou e sentiu nos últimos anos: diz que se cansou de Sukeroku, porque ele bebe e faz bagunça; mete o pau na sua família, dizendo que não conseguia mostrar afeição para a Konatsu ao pensar que ela era filha desse cara, pois "só conseguia passar os dias brava". Então, aparentemente o problema dela com a Konatsu nunca foi a Konatsu, mas sim o Sukeroku. O que eu mais achei interessante notar aqui foi que, de fato, ela nunca diz que a Konatsu não é filha do Sukeroku, então o cabelo ruivo dela deve ser só um caso de genética de anime. Enfim, depois de dizer tudo isso, ela diz que fica feliz de ter superado tudo, pois sabia que um dia Kikuhiko iria até ela. Nessa parte ela beira o assustador, de verdade.  Ela pede desculpas por parecer que está jogando contra o Sukeroku, sabendo da amizade deles, mas não retira nada do que havia dito.

E então Kikuhiko começa a falar. E como eu queria que ele não tivesse começado a falar nada, mas infelizmente ele começa a falar. Ele diz que foi "tudo, tudo, tudo" sua culpa, e pede desculpas. E ela diz que é verdade, foi tudo sua culpa, sendo novamente incrivelmente assustadora; diz que "ele", referindo-se a Sukeroku, é muito como ela, e chegando perto do ouvido de Kikuhiko, sussurra: nós dois somos pessoas que se perderam na vida por causa de você. Com essas palavras. Ela pergunta, então, por que ele foi tão longe para vê-la, pois nada teria mudado se ele tivesse ficado longe. Ele fica em silêncio como resposta, e então lágrimas escorrem dos olhos de Miyokichi. Nesse momento, então, Kikuhiko a abraça e lambe. Suas. Lágrimas. Pontuei para ficar bem claro: ele lambe suas lágrimas. Por que ele lambe suas lágrimas? O monólogo do velho Kikuhiko diz que é porque naquele momento ele estava determinado, e "por que a natureza humana tem que ser tão idiota?". E esse é um ponto genial desse episódio, mas depois eu volto aqui.

Ela no entanto não perdoa: Diz que agora não tem mais jeito, e que "talvez eles devessem morrer juntos", empurrando Kikuhiko pela varanda. Ele fica assustado e surpreso, e nesse momento...

Nesse momento, Sukeroku surge arrombando a porta e gritando "espere!". Ele pega os dois abraçados, apesar de que já tinha ouvido tudo, e então se abre - talvez pela segunda vez na série; a única outra vez em que ouvimos sentimentos fortes assim dele foi no episódio em que ele desabafa com Kikuhiko sobre ter inveja dele. Enfim, ele conta que teve um pressentimento ruim, e quando soube que Miyokichi estaria lá, foi correndo atrás deles. E diz ainda: morrer? Nem brinque com isso. Miyokichi grita para que Sukeroku fique longe, mas, ao invés de se afastar, ele se aproxima, se ajoelha e, chorando, diz que se decidiu: vai sair do rakugo e trabalhar honestamente. Diz que Miyokichi e Konatsu são seus tesouros, e que se fazer rakugo a deixa insegura, ele abandonará com prazer esse "trabalho instável", pois ela significa mais do que isso para ele. Ele diz que sabe que errou, e pede para recomeçar. Ele diz que não poderia ter feito aquele "Shibahama" sem ela, pois rakugo não é algo que você pode fazer sozinho, e que isso foi o bastante. E ele agradece.

Miyokichi e Kikuhiko, que estavam abraçados na borda da varanda, reagem a esta declaração súbita. Assim como muitos de nós, espectadores, certamente também sentimos vontade de reagir e chorar. Kikuhiko joga a cabeça para trás, contendo um choro, e Miyokichi pergunta, gritando, de onde veio essa fala. Miyokichi se joga para trás, e nesse momento a madeira quebra inesperadamente. Com velocidade, Sukeroku se joga gritando "Yurie", enquanto os olhos de Kikuhiko rapidamente se movem para acompanhar o pulo de Sukeroku. Kikuhiko diz que naquele momento aprendeu o nome da Miyokichi pela primeira vez na vida; ele, que nunca tinha ouvido sequer seu nome, agora segurava os dois - Sukeroku, que estava abraçando Miyokichi, Sukeroku diz para ele soltar, e ele diz que de jeito nenhum, que vai puxá-la. Sukeroku pergunta: e se você se machucar e não puder fazer mais rakugo?, e Kikuhiko diz que não liga, e continua tentando puxá-los. No entanto, as madeiras continuam se quebrando, ao som de uma música melancólica, e Sukeroku diz: "olha para ela, ela está tremendo...", e Miyokichi treme abraçada em Sukeroku e dizendo "querido... desculpa, desculpa". Quem é o querido dela? Na hora, é o Sukeroku. E Sukeroku diz que "vai com ela no lugar de Kikuhiko", pois não pode "deixá-la descender ao inferno sozinha". Sim, ele diz com toda a franqueza que vai morrer, se matar junto com ela, por ela.

Kikuhiko, que observa tudo enquanto os segura com uma mão (meu Deus, amigo, que vida hein...) diz: "Não, então me leve também!", e então Sukeroku segura a sua mão, e o força a soltar seu kimono. Ao soltar, com as pontas dos dedos e o olhar assustado, Kikuhiko ainda pega sua mão. Sukeroku olha para cima, e, com lágrimas nos olhos, diz: "Estou contando com você". E ele solta.

E então vemos o monólogo de Kikuhiko. O monólogo dele diz: "eu fui abandonado de novo. Punição, talvez, pelos meus sonhos doces...", enquanto os dois caem, no fundo escuro, para longe dele.

Assim termina o episódio 12. Sem abertura nem encerramento, o episódio em si foi igualmente cândido, nada sutil, rude até. Tivemos todo o choro e vela que não tivemos no episódio anterior, apesar do comecinho feliz, com uma Konatsu sorrindo muito e ficando feliz com seu papai apresentando, as coisas foram daí para sonhos doces, de sonhos doces para traição do melhor amigo e lambida na cara num adultério de dar inveja ao Dom Casmurro que citamos uns posts atrás, para - literalmente - suicídio duplo.

Na verdade, suicídio do Sukeroku; não foi tão duplo quanto podíamos ter imaginado. A Miyokichi nunca quis que nada daquilo acontecesse; seu sonho era mesmo ficar com Kikuhiko, e só com o Kikuhiko. Mas o fato a ser notado aqui é que Konatsu foi abandonada tanto por sua mãe, que não queria nada com ela por ser ela filha de Sukeroku, quanto por seu pai, que delegou o cuidado dela para o Kikuhiko sem dó nem piedade. Ele literalmente disse "estou contando com você", e aceitou morrer, contanto que fosse ao lado de Miyokichi.

O grande choque revelador da série é esse: o "suicídio" foi muito real da parte de Sukeroku. Sukeroku, que Konatsu tanto admirava, também não pensou duas vezes antes de se jogar para "ir para o inferno" com a Miyokichi. Sukeroku literalmente não ligava para nada além da Miyokichi. Miyokichi que, por sua vez, literalmente não ligava para nada além do Kikuhiko. Nada. E ela ainda faz questão de dizer para o Kikuhiko, "nós dois somos muito parecidos porque nós somos pessoas que se perderam na vida por causa de você".

O que ela quis dizer com isso? Que ele a fez se perder na vida por amor não-correspondido, e ela, por vingança, fez o Sukeroku se perder na vida por amor não-correspondido. Eu fico me perguntando então, dentro daquela lógica do Kikuhiko ter sentimentos canônicos pelo Sukeroku, se ela também não teria acidentalmente feito-o perder a) seu amor, ou b) seus amores. O que eu temia desde o começo, de qualquer forma, era que essa fosse uma história trágica de três pessoas em um triângulo amoroso sem esperanças. E o problema todo sempre foi, realmente, o triângulo amoroso "Sukeroku amava Miyokichi que amava  Kikuhiko que não amava ninguém". Pior é pensar como quem os fez "se perder na vida" foi o Kikuhiko, o mais "certinho" da história toda, que ficou com a tarefa de cuidar da rebelde Konatsu. E o que dizer da Miyokichi, aliás, dizendo que "sabia" que o Kikuhiko iria atrás dela? Simplesmente assustadora.

Ah, lembram o que eu disse sobre o fato de o rakugo ter sido um presságio para os eventos horríveis do final do episódio? Quando ele diz que alguns homens não gostam de álcool, e outros não gostam de apostas, mas nenhum resiste às mulheres... É, parece que nem o Kikuhiko, que é um homem que não gosta de álcool nem de apostas, acabou cedendo aos charmes da bela Miyokichi. O gesto de lamber o rosto dela, com suas lágrimas, é extremamente vulgar. Eu fiquei mesmo me perguntando de onde saiu aquilo, mas acho que esse rakugo realmente serviu como um presságio.

Eu fico pensando, também, na crítica social implícita que há em todos esses eventos. Ao dizer que "se a audiência é boa, o rakugo será bom". Então, Kikuhiko, abaixando a cabeça, diz: "pois é, eu pude fazer um bom rakugo graças a eles", No fim das contas, fico pensando no quanto Sukeroku e Miyokichi, apesar de não serem "boas" pessoas moralmente falando, sempre foram pessoas muito honestas em perseguir aquilo que eles queriam. Fico pensando também em como isso poderia estar conectado aos eventos do final - a audiência da vida dele, no caso, era Sukeroku e Miyokichi, e o rakugo dele de fato era bom.

Ah, sim, e o que dizer do monólogo do velho Kikuhiko dizendo que "ele estava determinado naquele momento"? O momento em que ele havia acabado de fazer a decisão de que coisas ótimas iriam acontecer: que eles iriam mudar todos juntos, e ele ia ensinar rakugo para todos - inclusive para a Miyokichi, que a) estava infeliz com o Sukeroku, b) estava infeliz sem ele e c) ficava infeliz com rakugo, veja só! - e tudo ia ficar bem, mostrando no mínimo o quanto ele cagava para a Miyokichi, que de repente (literalmente) veio e virou tudo isso de cabeça para baixo. Eu disse que a Miyokichi era perigosa, mas ele resolveu ignorar... e como dizia o monólogo do velho Kikuhiko, "por que a natureza humana tem que ser tão idiota?". Uma baita lição, diria que a essência da mensagem da obra, ou ao menos dessa primeira parte

Enfim, é interessante notar como tantas coisas estão conectadas. Pequenas mensagens, pequenos sinais; a moral da história da obra nunca é dada de bandeja, mas ela é muito clara:  "por que a natureza humana tem que ser tão idiota?". É uma mensagem tão ridiculamente simples que chega a ser profunda. Fico pensando em como Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu se mostrou um Evangelion dos josei de complexidade: a história superficial é bem clichê de josei, um triângulo amoroso e um dramalhão, mas de plano de fundo temos machismo, crítica à sociedade japonesa e crítica à natureza humana, assim, nada sutis. Críticas sérias ali em meio a umas criancinhas, uns adultos muito normais, uma vida pacata e artística. Mas isso é assunto para o post seguinte.

Quanto a esse post, fico por aqui. Agradeço as visitas e os comentários desde já, e mais uma vez, peço desculpas pelo meu atraso; peço paciência, mais uma vez, com o post seguinte, com a conclusão dessa temporada (sim, uma segunda foi confirmada, afinal!) e uma pequena resenha. Então, até a próxima!~

9 comentários:

  1. Olá! Tudo bem! Bem cansado, hahaha! E a temporada está só começando e ainda não escrevi um só artigo de primeiras impressões e meus artigos normais estão atrasados e ahhhhh! Desculpe pelo desabafo =x

    E com você, tudo bem? =)

    Enfim, o que dizer? Finalmente aconteceu! O suicídio, claro, mas não só isso: meu comentário ficou tão grande que fiz como sugeri da outra fez e escrevi um artigo-comentário =D

    Leia lá, por favor, me diga o que acha, se não é incômodo demais, enfim ^^

    http://anime21.blog.br/2016/04/07/artigo-comentario-not-loli-shouwa-genroku-rakugo-shinjuu-12-o-suicidio-duplo-de-miyokichi-e-sukeroku/

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    1. Oi, Fábio! Tudo bem? Olha, eu achei que ficou bem formatado e legal. Não me incomodo mesmo, na real, até agradeço a divulgação! :) Agradeço!!

      Sim, verdade. E sim, por mais que eles tenham problemas com a personalidade do Sukeroku, todos reconhecem ao menos que ele é um bom artista, ainda que a crítica finja não concordar. Me deu dó do Sukeroku fazendo aquela apresentação todo humilde, como se "não fosse mais nada".

      Ah, sim, muito bem notado! O Sukeroku estava surpreso mesmo; também acho que nenhum dos dois a viu, apesar de que eu provavelmente suspeitei pela naturalidade com que o Kikuhiko fala que "vai atrás dela" como se ela estivesse no quintal de casa. Apesar de que né, não seria a primeira vez que ele iria atrás de gente que ele não sabe onde está... :P

      Hmm, sim, bom ponto. E você tem razão, talvez fosse para concluir as brigas que aconteceram até aquele ponto por conta de Kikuhiko e Sukeroku terem essa invejinha um do outro. (E ignore meu vocabulário do funk jogado de forma irônica em um outro contexto, HAHA)

      Acho que ele estava nervoso *e* encabulado. Mas não é para menos: fazia anos que ele não praticava, ele disse várias vezes que não estava mais afiado, que não queria mais, que não sabia mais como seria a recepção da plateia... Mas rakugo é a paixão dele, e quando ele começa a apresentar, e começa a se sentir de novo "no" rakugo, ele deslancha. Diria que para ele rakugo é "como andar de bicicleta", sabe? Algo que ele sabe "de cor". ^_^

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    2. Sim, sim! Quis dizer simplesmente que vimos a Miyokichi indo embora, mesmo. Mas sim, também notei o flash da Miyokichi como uma "premonição", ou, para ser mais exata, o momento da decisão do Sukeroku.

      Como eu sempre assisto duas vezes o episódio, confesso que me arrastei um pouco para ver os rakugos da primeira vez também, porque não estava entendendo a relação, bem como você. E da segunda vez que eu vi e peguei o que queria dizer, foi muito mais legal por poder tentar interpretar. As histórias em si são boas, o problema é que parece meio jogado no começo, assim como a apresentação deles de fato é meio jogada - num palco sem estrutura, o Sukeroku despreparado, o Kikuhiko como um peixe fora d'água, etc. Então talvez esse nosso sentimento não tenha sido por acaso.

      Eu não sabia que "parenting" era reconhecido como um gênero, mas preciso dizer que também adoro esse tipo de história! Também adoro demais a relação da Konatsu com o Sukeroku. Apesar de desleixado, o Sukeroku é bem protetor e amável, até porque afinal a Konatsu é filha dele e da mulher que ele ama.

      Mesmo? Confesso que não conhecia nada disso, porque meu conhecimento sobre As Brumas de Avalon se resume a uma adaptação em filme, e uma lida na Wikipedia por causa de Code Geass. :P Realmente não sei comparar, mas agora fiquei curiosa.

      Também acho que ele escutou bastante ou tudo do lado de fora. Ele disse que escutou tudo, aí já não sabemos. Mas que forma de se torturar...

      "Feita de palito de picolé" HAHAHA! Poxa! Lendo o que você escreveu agora, talvez ele realmente tenha dito para Kikuhiko deixá-los para que morressem os dois e não os três por conta da "varanda de palitos de picolé", mas quando eu vi, achei que ele tinha muito conscientemente dito por motivos de "deixe-nos morrer juntos". Acho que você está mais certo do que eu, já que ele só pulou, mas não sei.

      Então, por mais que você diga isso, ainda acho que foi de uma frieza sem tamanho. A Konatsu só ligava para o pai dela na vida, e ele sabe disso. Tudo bem que ele confiasse no Kikuhiko, ainda assim, ele pulou para morrer junto com a mulher que *ele* ama, mas que não o amava, e deixou sua filha com um cara que ela mal conhecia ou gostava. Achei doído. Isso independe da Miyokichi; acho que se o Sukeroku realmente quisesse, poderia ter tentado se salvar. Talvez ele tenha até gostado do fato de que a Miyokichi, se sentindo indefesa e acuada, o chama de querido. Quanto mais eu reflito sobre essas cenas, mais eu penso no quanto o Sukeroku foi quem meio que fez tudo acontecer. Ele que pulou, ele que forçou o Kikuhiko a soltar sua mão. Ainda assim, a Konatsu - que não sabia da história - sempre defendeu seu pai e sempre culpou o Kikuhiko. Por mais que ele parecesse um bom pai (e de fato fosse; a gente sabe que a Konatsu só gostava dele) eu achei o modo pelo qual ele agiu ali de uma frieza incrível. E não estou "culpando-o", não digo uma frieza psicopata, sabe, mas sim uma dureza que a gente sabe que ele sempre teve. Afinal, ele quem dizia "sorria mesmo que não tenha motivos"... etc. Não é o tipo de coisa que o Kikuhiko faria, por exemplo. Mas esse é só o meu ponto de vista.

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    3. Dissertar sobre amor é complicado, mas eu acho que os rakugos do começo tinham tudo a ver; quando o Sukeroku fala que os homens "resistem a álcool e apostas, mas não a mulheres", para mim foi uma alusão clara à situação do Kikuhiko ali, que sempre fora certinho, mas não resistiu à Miyokichi dizendo que estava esperando por ele.

      A Miyokichi diz que ele "não a deixava fazer nada", na verdade. Não tenho a intenção de escrever fanfic aqui, mas acho sim que existe a possibilidade de que o Kikuhiko nunca tinha dado tanta liberdade para ela. Sobre ele gostar, o Sukeroku chama ele de lascivo. Deduz-se que... né? Mas nunca saberemos, ou saberemos. :P

      Ah, sim! Eu que fiquei confusa quanto à menção de aprendizes, mesmo. Achei que fosse uma brincadeira do Kikuhiko ou algo do tipo, já que ele estaria como yakumo. Na legenda que eu vi não tinha ficado muito claro mesmo, obrigada por compartilhar sua impressão! Definitivamente fez mais sentido agora.

      Enfim, Fábio, muito obrigada mesmo por ter feito esse artigo! Eu queria agradecer de coração pela divulgação do blog, e peço desculpas pela demora em escrever o próximo post, mas logo sairá. ^_^ Essas discussões tem sido muito proveitosas, porque Rakugo Shinjuu é uma obra muito densa e duas cabeças definitivamente pensam melhor do que uma. Muito obrigada pela visita e pelo (hiper extenso!) comentário, mais uma vez! (P.S.: Achei incrível sua habilidade de mexer no código para desabilitar comentários naquele post, HAHA. ♡)

      Até mais!~

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  2. Olá! Ahhhhh!! Relaxa, eu sei bem como é isso, também estou com tudo atrasado nesse começo de temporada. ^_^; Falta o post do episódio 13, 3 ou 4 resenhas e mais as primeiras impressões, por aqui... também estou assim, te entendo 100%! HAHAH TT

    Comigo tudo bem, sim!~

    E nossa, peço desculpas por ter te feito escrever um novo artigo, ainda mais no meio dessa correria toda! OTL Mas vou lá conferir, muito obrigada mesmo!! ^_^ Até lá!

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  3. Escrever um artigo-resposta foi uma experiência positiva, com certeza repetirei mais vezes quando tiver muito o que falar =)

    Atrás do rosto humilde do Sukeroku será que o que estava era a insegurança e o nervosismo de quem esteve tanto tempo longe do palco, ou será que era o peso de determinação que ele tinha por ter decidido que aquela seria sua última apresentação?

    Imagino como devem ser os diálogos finais entre o Yakumo e o Sukeroku no mangá. Não deve ser uma coisa tão colada ao evento do suicídio, imagino que possam ser até capítulos ou volumes diferentes, o que faz com que o leitor tenha mais tempo para pensar, para digerir. E se você pensar bem, esse tipo de diálogo para dois personagens acertarem as diferenças de uma vez por todas é uma death flag bastante comum. No anime isso perde o efeito porque sabemos que ele irá mesmo morrer logo em seguida, é tudo muito curto, muito rápido.

    Parenting é um gênero que você vai encontrar mais em mangás, mas alguns tem animação também. Usagi Drop, PapaKiki, My Girl, Yotsubato, tem bastante até. Uma curiosidade é que todos esses que eu citei, e praticamente todos dos quais já ouvi falar, é um pai solteiro (biológico ou adotivo). Histórias com mães solteiras parecem ser bem raras (viva Wolf Children!), mais ainda histórias com famílias não quebradas.

    A maioria das versões e adaptações das lendas arturianas se concentram na busca pelo Cálice ou pela sucessão do trono inglês, poucas focam no lado humano e nos relacionamentos dos personagens. E esse é um filão riquíssimo! As Brumas de Avalon é uma série de livros fantástica justamente por ter esse ponto de vista - e com a Morgana como protagonista e personagem humanizada ainda por cima. Depois de ler As Brumas nunca mais consegui aceitar versões caricatas da Morgana como uma bruxa maligna e sem coração, hehe. Livro recomendadíssimo.

    Então, considerando o pulo que ele deu, talvez ele nem tenha pensado direito mas sim, antes de tudo ele só queria alcançar a Miyokichi, mesmo que isso custasse sua vida. E uma vez ali pendurado ele soube que não tinha mais salvação, o Kikuhiko não conseguiria erguer os dois sem que a varanda cedesse.

    E ainda nesse assunto, eu concordo que a decisão do Sukeroku de deixar a Konatsu para trás foi egoísta. Horrível mesmo, considerando que sua filha era uma criança tão nova. De todo modo foi uma decisão tão no calor do momento que acho impossível julgá-la, do ponto de vista moral. Quando ele teve tempo para pensar, quando ele estava pendurado, ele já estava perdido. Ele pulou praticamente por reflexo.

    Como eu já disse noutro artigo, ele também não resistiu naquele fatídico primeiro dia no quarto da Miyokichi. Pelo menos duas vezes ele foi seduzido. Na última sabemos que eles não foram até o fim, mas e na primeira? E em todos esses anos que eles estiveram juntos? Acredito que ele não procurasse por isso, e que até negasse a Miyokichi com frequência, mas acho que chegaram a consumar o amor sim. O fato da Miyokichi dizer depois de passar um bom tempo sendo evitada, para depois o Kikuhiko viajar sem avisá-la, voltar e rejeitá-la não quer dizer que nunca tenham feito nada. Provavelmente nos últimos tempos (meses, talvez mais de ano) a relação entre eles já andasse complicada, com o Kikuhiko a evitando mais e mais, mas para ela ter chegado a se apaixonar e para ele ter continuado visitando-a realmente acredito que houve um período, por curto que seja, em que foram um casal feliz e saudável.

    E obrigado você por mais esse artigo e mais essa divertida conversa. Rakugo Shinjuu vai fazer falta, senão por qualquer outro motivo, porque não terei mais seus artigos para comentar, hehe.

    E eu também estou com artigos atrasados pra caramba =P

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    1. Olá, Fábio! Primeiramente, fico muito feliz que tenha gostado, porque eu gostei bastante da ideia também! :)

      Eu acho que ele ainda não tinha se decidido, então, que aquela seria sua última apresentação. Como você mesmo disse, ele tem ali no meio da apresentação uma epifania. Acho mesmo que era a saudades - e a ansiedade e temor, também - do palco.

      Bem notado, também imagino que mais coisas aconteçam, talvez. São muitas coisas para se refletir sobre a partir dos diálogos desse episódio, concordo. E sim, na própria preview do episódio anterior, além do título, nós já sabemos o que iria acontecer.

      Sim sim, tem bastante. Acho que Clannad inclusive, na sua segunda parte, se encaixa nisso. E Wolf Children, claro. Eu também gosto bastante, só não sabia o nome, ou que tinha um "gênero" disso!

      Sim, exatamente! Entendi. Haha, que interessante! A obra original, ainda mais quando é muito popular e muito adaptada, sempre é melhor do que as adaptações enviesadas e resumidas, né? :) Espero poder dar uma olhada em algum outro dia.

      Talvez, talvez. Ele pode muito bem ter feito isso sim, sem pensar muito no que iria acontecer. Mas... bem, ele se jogou com uma intensidade e uma velocidade que não tinha como ele se safar também. O que eu quero dizer é que, mesmo que tenha sido impensado, ele sabia que naquela "varanda de palito de sorvete" ia ser difícil se salvar. A escolha emocional dele é doída. Mas é esse o ponto do anime, né? "Por que a natureza humana é tão tola?". :P

      Bom, como eu disse, minha intenção não é escrever fanfic aqui, até porque eu já escrevo mais do que devia, HAHAH... eu acho que a autora deve ter um parecer, pelo menos um "Word of God" sobre isso. Mas eu acho que eles nunca foram um "casal feliz e saudável" porque ao meu ver eles nunca foram sequer um casal, sempre houveram muitos empecilhos sociais para isso. De resto, tudo que se trata de romances entre protagonistas que não o da Miyokichi e do Sukeroku nessa série é pura conjectura. ^_^; (pelo menos por enquanto que não tem nada canônico entre Konatsu e Yotaro, né?)

      Imagina, obrigada você mesmo! :) Hahah, mas provavelmente terão mais no futuro! Muito feliz com a confirmação dessa segunda temporada! Enfim, muito obrigada por visitar e comentar mesmo com os artigos atrasados! Boa sorte para a gente resolvendo isso, e até a próxima!~

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    2. Olá, Fábio! Primeiramente, fico muito feliz que tenha gostado, porque eu gostei bastante da ideia também! :)

      Eu acho que ele ainda não tinha se decidido, então, que aquela seria sua última apresentação. Como você mesmo disse, ele tem ali no meio da apresentação uma epifania. Acho mesmo que era a saudades - e a ansiedade e temor, também - do palco.

      Bem notado, também imagino que mais coisas aconteçam, talvez. São muitas coisas para se refletir sobre a partir dos diálogos desse episódio, concordo. E sim, na própria preview do episódio anterior, além do título, nós já sabemos o que iria acontecer.

      Sim sim, tem bastante. Acho que Clannad inclusive, na sua segunda parte, se encaixa nisso. E Wolf Children, claro. Eu também gosto bastante, só não sabia o nome, ou que tinha um "gênero" disso!

      Sim, exatamente! Entendi. Haha, que interessante! A obra original, ainda mais quando é muito popular e muito adaptada, sempre é melhor do que as adaptações enviesadas e resumidas, né? :) Espero poder dar uma olhada em algum outro dia.

      Talvez, talvez. Ele pode muito bem ter feito isso sim, sem pensar muito no que iria acontecer. Mas... bem, ele se jogou com uma intensidade e uma velocidade que não tinha como ele se safar também. O que eu quero dizer é que, mesmo que tenha sido impensado, ele sabia que naquela "varanda de palito de sorvete" ia ser difícil se salvar. A escolha emocional dele é doída. Mas é esse o ponto do anime, né? "Por que a natureza humana é tão tola?". :P

      Bom, como eu disse, minha intenção não é escrever fanfic aqui, até porque eu já escrevo mais do que devia, HAHAH... eu acho que a autora deve ter um parecer, pelo menos um "Word of God" sobre isso. Mas eu acho que eles nunca foram um "casal feliz e saudável" porque ao meu ver eles nunca foram sequer um casal, sempre houveram muitos empecilhos sociais para isso. De resto, tudo que se trata de romances entre protagonistas que não o da Miyokichi e do Sukeroku nessa série é pura conjectura. ^_^; (pelo menos por enquanto que não tem nada canônico entre Konatsu e Yotaro, né?)

      Imagina, obrigada você mesmo! :) Hahah, mas provavelmente terão mais no futuro! Muito feliz com a confirmação dessa segunda temporada! Enfim, muito obrigada por visitar e comentar mesmo com os artigos atrasados! Boa sorte para a gente resolvendo isso, e até a próxima!~

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  4. esse episodio foi magistral,o modo como ele foi construido,nos deixando ansiosos(pois ja sabiamos o que ia acontecer) mas tambem nos dando novas perspectivas aos personagens,enfim,foi incrivel.
    me emocionei com a morte do casal,mas mais que isso,me vi emocionada com a tragedia que poderia ser resolvida de outra forma,talvez não facilmente,mas com conversas em que os personagens falassem sobre seus sentimentos claramente antes,não só a beira da morte como o sukeroku fez,por exemplo.acho que é mais um exemplo de tragedia causada por falta de comunicaçao por entre as partes,com um empurraozinho (rs) de ma sorte...afinal,parece que tudo foi agua abaixo (rs) devido um infeliz acidente...
    agora,um comentario que me chamou atenção foi a comparação com dom casmurro,e eu achei brilhante,principalmente por que as duas obras são contadas pelos narradores que participaram da historia,e nós so temos a ele a quem acreditar,já que não mais ninguém vivo para contar o seu lado da historia. praticamente toda essa temporada é os flashbacks relatados por yakumo para seus pupilos, uma ''historia'' como ele mesmo disse no começo..ou seja, provavelmente muito do que nós (e konatsu e yotaro)ficamos sabemos foi propositalmente ''editado'' pelo yakumo,e nós sabemos o quanto ele é um excelente contador de historias...
    esse pensamento vinha me rondando faz um tempo,e logo apos eu terminei de assistir esse episódio,eu fui ver o primeiro, pra ver a vaga lembrança da konatsu (que mostrava o kiku segurando o corpo ensanguentado de sukeroku) e mesmo que ñ podemos aceitar a lembrança da konatsu como real(pois ela uma criança em choque e pode ter imaginado tudo sei lah), o pov do yakumo/kiku tambem pode ser criticado nesse aspecto...
    ahh estou ansiosa pela prox temporada!!1
    obrigada pelas analises e conversas sobre esse anime, foi muito divertido.
    até a proxima!

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