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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu 7 - O complexo universo emocional de Kikuhiko.

Porque como diria Inception, we have to go deeper.

Olá! Como vão vocês?

Com um pouco de atraso, como de costume... aqui está o post do episódio 7! Esse episódio foi realmente muito bom, como esperado. Tivemos muito desenvolvimento, tanto dos personagens principais - e sobretudo Kikuhiko - quanto de seus relacionamentos, que estão cada vez mais turbulentos. Tivemos grandes avanços, tanto nos relacionamentos amorosos quanto no rakugo, e espero que vocês gostem de mais esse post!~




O episódio 7 começa com Kikuhiko e Sukeroku interpretando rakugos. Sukeroku interpreta um rakugo sobre um "vendedor de curiosidades", mas é ainda mais interessante notar o fato de que Kikuhiko interpreta um rakugo sobre uma garota que foi criada por um homem que não era seu pai, mas se venderia pelo seu pai. Eu achei isso especialmente interessante, apesar de não ouvirmos muito do rakugo, porque me lembrou da situação da Konatsu, no sentido de ser criada por um homem que não é seu pai. O mestre, que os escuta pelo rádio, comenta com Matsuda, o qual diz que ambos estão com suas agendas cheias e tem seus futuros garantidos. O mestre, no entanto, se queixa por Sukeroku não estar indo ao treinamento - para variar, não é mesmo? No entanto, reconhece que agora Kikuhiko está fazendo um bom rakugo, uma diferença incrível de toda a sua vida, e esse é um dos pontos que serão importantes mais a frente no episódio.







Na próxima cena, vemos Sukeroku e Kikuhiko juntos numa casa de banho. Sukeroku menciona que Kikuhiko sempre pede para eles irem juntos à casa de banho para relaxarem... nesse momento, eu confesso que fiquei "hã?", já que sabemos que Sukeroku sempre pede a Kikuhiko que eles vão juntos às casas de geishas, enquanto Kikuhiko pede a Sukeroku que vá na casa de banho com ele? O fato é que Kikuhiko nunca vai com Sukeroku nas casas de geisha, aparentemente, mas Sukeroku eventualmente cede e vai com Kikuhiko na casa de banho. De qualquer forma, Kikuhiko diz que esse não é o momento; que eles deveriam ir apenas quando Sukeroku arranjasse dinheiro, ordenando a Sukeroku que volte quando tiver dinheiro para pagar um banho. Sukeroku zomba: que tipo de bêbado fala isso?, insinuando que nunca pagaria pelo banho, mas sempre faria Kikuhiko pagar. É verdade que Sukeroku nunca é minimamente político nas suas colocações, mas eu confesso que, nessa sequência, achei engraçado traçar esse paralelo entre as atividades de cada um. Enfim, Kikuhiko enfia a cabeça de Sukeroku na banheira por ele ter dito aquilo, e nesse momento, eles começam a discutir, sempre como em brigas de irmãos. ^_^ Sukeroku pergunta se Kikuhiko acha certo fazer isso com seu irmão mais velho, ao que ele responde que não é seu irmão mais velho - novamente a mesma discussão de irmãos do episódio passado.

Nesse momento, Kikuhiko pergunta então a Sukeroku o que houve na noite anterior, pois Sukeroku não apareceu na sua vez de apresentar. Sim, a irresponsabilidade dele é tanta que ele basicamente bolou o rakugo. Sukeroku diz, em tom de reclamação, que os mestres já lhe deram um sermão e Kikuhiko  não precisava falar mais, portanto. Ficamos sabendo nesse momento que Kikuhiko o acorbertou, preenchendo o buraco que sua ausência causou, mas ele insiste que não devia ter feito isso. Esse arrependimento, no entanto, não o impede de continuar agindo que nem uma mãe; ele então orienta Sukeroku, dizendo que deveria ser mais cuidadoso quando o mestre Kouma está no teatro, ao menos, pois é muito rígido... e então Sukeroku começa a dizer que o tal mestre é como um abutre que adora reclamar, sem se dar conta de que ele estava na mesma casa de banho, escutando tudo e não muito feliz com a situação. Com uma batida da toalha no ombro, o mestre faz os dois notarem sua presença, e nesse momento Sukeroku vai embora, nada discretamente, dizendo que já se curou da ressaca. Acaba sobrando para Kikuhiko, em quem o tal mestre diz que vai lhe dar uma bronca incrível depois do banho. Também para não perder o costume, Kikuhiko só suspira, resignadamente, aceitando mais uma bronca que vai levar graças ao amigo.

Depois disso, vemos em uma outra cena Kikuhiko num bar com Miyokichi, um bar muito agradável com música, diga-se de passagem. Os dois estão juntos em uma mesa, e ele conta esses acontecimentos para ela, que acha tudo engraçado - afinal, os artistas de rakugo são tão engraçados, não é mesmo?... Kikuhiko, no entanto, diz não achar nenhuma graça. Miyokichi pergunta, se mostrando uma excepcional analista, se Kikuhiko só não é certinho porque Sukeroku é assim, e admite que tem inveja da proximidade dos dois, e ele por sua vez apenas agradece em tom de ironia. Miyokichi pergunta então se ele está de folga, e pede para que ele vá assistir a um filme com ela, e Kikuhiko  diz que não pode pois ainda precisa estudar muito, recusando com uma cara emburrada. "Não faça essa cara, com você é até dificil reclamar", ela diz. E ele ri discretamente, sem dizer nada - e aparentemente sem fazer o mínimo de questão de ceder aos seus anseios...

No outro dia, já de manhã - ao saírem do lugar, pelo que entendi, apesar de não ficar muito claro - Miyokichi pergunta quando Kikuhiko vai virar shin'uchi, o próximo nível de artista do rakugo, pois então, nas suas palavras, eles "poderão se divertir mais". Ele faz uma cara de desconforto, e diz que Miyokichi não sabe o que diz, enquanto ela agarra seu braço insistentemente. Rindo, ela diz que quando ele for promovido eles tem que comemorar, e que o chamará de mestre, sedutivamente... ela abraça o seu braço, e ele diz que não é pra chamar assim e o empurra. Sinceramente, chega a ser desconcertante ver a insistência de Miyokichi e, ao mesmo tempo, o desinteresse de Kikuhiko. O relacionamento deles como uma amizade é até forte, mas Kikuhiko claramente não demonstra nenhuma intenção de levar esse relacionamento adiante.

Na cena seguinte, vemos Kikuhiko terminando uma apresentação. Duas mulheres na platéia fofocam, dizendo que ele terminou cedo pois Sukeroku demorou mais que o normal. Sim, o Kikuhiko chega ao ponto de perder minutos da sua apresentação para acobertar um erro do Sukeroku. Mal ele chega em casa, já encontra Sukeroku e o mestre discutindo, porque este queria fazer um rakugo que ainda não devia pelo seu nível de habilidade, segundo o mestre. Sukeroku insiste que só se sabe quando se tenta, mas o mestre recomenda que ele tente num grupo de estudos, afinal não deve apresentar ao público um rakugo que é falho e pouco treinado. Sukeroku, no entanto, retruca dizendo que o público gostou, e o mestre, sem argumentos, só solta um "tch!" frustrado. Sukeroku arbitrariamente conclui que pode fazer o que quiser - e não é exatamente isso que ele faz sempre?, - mas Kikuhiko puxa a sua bochecha e pede desculpas em seu lugar, e então o mestre diz para Kikuhiko aproveitar e fazer algo com a aparência do Sukeroku. O fato é que a essa altura da história todo mundo já aceita esse status de babá do Sukeroku da parte do Kikuhiko: de pessoa que o acoberta sempre, e faz com que ele esteja sempre minimamente apresentável, mas depois mais para o fim do post vou falar mais desse ponto do episódio.

Enfim, depois disso, vemos os dois pela rua no meio da noite. Sukeroku diz que vai sair para beber, e pede insistentemente pra Kikuhiko ir com ele, que depois de muita insistência aceita, mas não sem dizer que ele é um pé no saco. Nessa cena, me pegou fortemente o contraste violento entre o quão facilmente ele cede para Sukeroku, por um lado, e por outro, a insistência da Miyokichi e sua recusa igualmente insistente. Eles, então, vão beber no apartamento que dividem. A Miyokichi bate no apartamento, reclamando que ficou esperando um tempão e Kikuhiko voltou para casa, e o que ela encontra, muito para seu desprazer, é um Sukeroku deitado confortavelmente no colo do Kikuhiko. Kikuhiko não só não se importa muito com ela ter visto essa cena, como ainda faz um sinal de "shhh" para Miyokichi não acordá-lo, e se justifica enquanto coça o nariz de Sukeroku com um brinquedinho e este vira a cabeça no seu colo. O fato é que Sukeroku está tão confortável no colo do Kikuhiko que a cena chega a dar ciúmes em Miyokichi, que diz: "Não é justo só o Sukeroku poder"... é interessante notar que esse é o momento em que, não só Miyokichi admite com todas as letras que sente um ciúmes violento de Kikuhiko, como também o joga inconformada pra fora do colo de Kikuhiko, se acomodando no lugar.

Com isso, Sukeroku acorda - para tristeza de Kikuhiko, que "tinha demorado tanto para fazê-lo dormir"... - e diz que não sabe o que houve, mas que os três podem fazer uma farra, totalmente indiferente a tudo que está se passando ao seu redor. Miyokichi se recusa virando a cara, mas Sukeroku diz para ela não ser assim, e diz que "seu Bon" vai dar algo para ela comer. Ela insiste que não, pois hoje os dois vão sair; vão a um lugar elegante, de alta classe. E Sukeroku, com a maior cara de pau, diz que aí não dá, afinal ele teria que se vestir bem -  apesar de não ter sido convidado em nenhum momento. Enquanto eles discutem como duas crianças, o Kikuhiko apenas ri. Vale notar que, curiosamente, essa é a primeira interação de verdade que vemos entre o Sukeroku e a Miyokichi, e é uma interação motivada totalmente pelo ciúmes da Miyokichi pelo Kikuhiko. Ela não quer nada com ele, e de fato insiste muitas vezes que apenas tem inveja da relação de proximidade dos dois. No entanto, nada disso importa para Sukeroku, que consciente ou inconscientemente ignora tudo isso - e se sente algo quanto a isso tudo, no máximo é que provavelmente só continua achando que Kikuhiko tirou a sorte grande em relação à Miyokichi.

Enfim, acabamos não sabendo se Kikuhiko saiu com Miyokichi ou não, pois a cena seguinte mostra Kikuhiko e Sukeroku na loja de tecidos. O mestre havia pedido a Kikuhiko que arranjasse um novo kimono para Sukeroku, certo? Sukeroku, no entanto, diz achar essa coisa de tecidos um desperdício pois "não vai forrar a barriga", mas Kikuhiko pergunta se o tempo que ele perde ouvindo reclamações sobre a aparência do Sukeroku não é a pior coisa de todas. Sukeroku questiona a "motivação egoísta" do Kikuhiko, mas ele, no entanto, apenas diz que Sukeroku pode sair "da sua casa" se não gosta de sua motivação. Sukeroku diz então para Kikuhiko escolher algo para "seu corpo viril". Na mesma hora, Kikuhiko não esconde um sorriso e mostra um tecido, e Sukeroku, também sorrindo, diz: "credo, fica sorrindo por escolher roupa para outra pessoa? Você é tão estranho". Interessante é que Kikuhiko não se restringe e não procura conter seu sorriso, e Sukeroku, ao contrário do que acontece normalmente, parece até se mostrar desconfortável com isso, como quem diz "não tem jeito mesmo"... parece que o jogo virou, não é mesmo?É incrível notar essa mudança de atitude no Kikuhiko desde o episódio 6, mas eu vou deixar para falar mais disso depois também!

Enfim, Kikuhiko lembra que logo vão precisar comprar um novo kimono formal, por conta da transição para shin'uchi, e por isso não adianta se importar muito. Sukeroku se mostra muito ansioso para a mudança, pois crê que tem muitas coisas a fazer. Kikuhiko, por sua vez, acredita que é bom ter energia, mas é preciso respeitar os mestres, ou se não, ele vai acabar passando a sua frente. Sukeroku, no entanto, defende que se der ouvidos demais aos mestres, vai acabar virando um velho chato que nem eles. Todo esse diálogo, penso, foi muito interessante porque mostrou totalmente as diferenças nas visões deles. Kikuhiko como uma pessoa mais conservadora, e Sukeroku como um verdadeiro revolucionário - algo que eles mantiveram de fato desde suas infâncias, e é interessante ver isso. Kikuhiko se defende, porém, perguntando "quem o obriga a ser chato assim" - e, novamente, reforçando essa relação quase simbiótica que ambos parecem ter de acordo com... todo mundo? Em nota, será que alguém deu ouvidos demais à Miyokichi? Fica a questão!

Bem, depois disso vemos Kikuhiko encontrando o mestre, que fica feliz com a sua chegada pois tem uma notícia a lhe dar. Ele diz que vai em uma longa viagem para se apresentar, e que gostaria de chamar Kikuhiko para ir. Kikuhiko, obviamente surpreso, pergunta se o mestre quer mesmo que ele vá, e não o Sukeroku. O mestre provavelmente confia mais nele pela sua responsabilidade (mas isso são spoilers do episódio 8 *cof*...), mas ele apenas justifica a escolha dizendo que "como ele é agora deixará o público feliz". Muito surpreso, Kikuhiko faz uma grande reverência, afirmando que seria uma honra participar. Depois desse momento feliz, o mestre então pergunta como estão as coisas entre ele e a Miyokichi; afinal, apesar de todo o segredo, ele provavelmente esperava por isso... e Kikuhiko confessa que eles tem saído um pouco, sem mais detalhes. O mestre pede desculpas pela pergunta estranha, e diz para ele não se incomodar, lembrando da turnê. Eu preciso repetir o quanto eu acho adorável o personagem do mestre, que é uma pessoa extremamente sábia e política?

Depois dessa pergunta, voltando para sua casa pela rua, Kikuhiko vai fazendo um monólogo.
"Quando eu era jovem... mesmo que amasse uma garota, jamais conseguia dizer. Isso se acumulava no meu coração e virava uma enfermidade. Mas se for para ficar doente, que seja por uma bela mulher. Com duas ou três mechas de cabelo sobre sua pele alva..."
Certo, algumas coisas em particular me pegaram aqui. Essa cena, apesar de muito curta e simples, parece ser realmente importante. O fato é que esse é o primeiro indício concreto que temos no anime todo de que ele poderia sentir algo pela Miyokichi. Que ele poderia estar dissimulando, e não realmente desinteressado nela como imaginamos. Ele descreve uma mulher de beleza tradicional, que faz o seu tipo em teoria - e também descreve muito bem a Miyokichi. O que eu acho que ele sente? ... Talvez amor, mas amor com um quê de ressentimento. Mas depois eu volto nesse ponto, também. Enfim, nesse momento, ele acaba cruzando com Miyokichi. Ele parece ignorá-la, mas ela o nota e o aborda, dizendo: "que coincidência!". Ele mais uma vez se justifica dizendo que está com pressa e precisa fazer rakugo para evitá-la, mas Miyokichi o puxa pelo braço, dizendo que não tem visto-o... ele, no entanto, insistentemente puxa o seu próprio braço e diz que ficará ocupado por algum tempo. Ela pergunta quanto tempo, e ele não se dá sequer ao trabalho de inventar uma desculpa. Com o seu silêncio, ela enfim desiste, e diz que não deve mais importuná-lo com pedidos egoístas. Ele diz que tem que ir, e ela o abraça e começa a chorar... chorando, ela pergunta se ele não pode arranjar um tempo para ir vê-la, e ele diz que irá "quando der", e vai embora enquanto ela chora.








Quando Kikuhiko volta para casa, encontra Sukeroku bebendo, para variar. Ele o convida para beber também, e leva uma bronca de Kikuhiko, que diz que é por causa dessas despesas que ele não consegue pagar um kimono. Sukeroku, por sua vez, diz apenas que quando vai bem arrumado consegue um pouco de dinheiro - e mostra uma garrafa grande e bonita de alguma bebida alcoólica, sinalizando que obviamente não usou aquele dinheiro para fazer as coisas que deveria, o que faz com que Kikuhiko lhe dê mais uma bronca. A dinâmica deles absolutamente não muda. Mas, dessa vez, Sukeroku tem uma coisa para contar a Kikuhiko. Kikuhiko começa a arrumar as malas da viagem, discretamente, enquanto Sukeroku vai falando sem nem mesmo perceber. Ele pergunta se Kikuhiko quer organizar uma apresentação só com os dois qualquer hora, acreditando que a casa lotaria facilmente só com os dois. Kikuhiko concorda, e Sukeroku nesse momento fica surpreso, pois costuma ter que insistir muito para convencê-lo. Sim, parece que agora Kikuhiko finalmente se sente confiante no seu rakugo, confiante o bastante para aceitar a proposta de Sukeroku de uma vez. Ele diz que é uma boa ideia, mas que, no entanto, a proposta vai ter que esperar, porque... bem. Quando Sukeroku questiona a Kikuhiko por que ele está arrumando as coisas, Kikuhiko conta a novidade: é porque vou em uma turnê com o mestre.

Nessa cena, começa a tocar uma música bonita - a mesma do episódio 4, a propósito! - enquanto Kikuhiko continua falando, passando uma impressão de confiança, dizendo que Sukeroku deverá cuidar do apartamento enquanto ele estiver fora, e ordena que ele não leve mulheres para lá. Sukeroku fica em choque, naturalmente, dizendo que isso é importante e perguntando por que Kikuhiko não o contou antes, e pergunta, descontraído, o que Kikuhiko vai trazer de lembrancinha. Sim, aquela previsão do Kikuhiko - de que se Sukeroku continuasse se comportando assim, ele ia acabar recebendo coisas antes dele - acabou se confirmando. Quanto à lembrancinha, no entanto, Kikuhiko diz que não vai levar nada, pois um dia vão fazer turnê juntos e então Sukeroku poderá comprar o que quiser. Ele esboça então um sorriso, enquanto Sukeroku diz empolgado que "irão juntos para onde quiserem, verão coisas divertidas e farão as pessoas rirem". E Kikuhiko diz que, "com você, não importa aonde a gente vá, será divertido" - que chega a soar romântico, na verdade, e mais uma vez é chocante a falta de restrições dele ao falar isso. Enfim, Sukeroku, então, começa a sonhar com ser shin'uchi, e o próximo passo, yakumo. Mas Sukeroku diz que não vai ceder o título para Kikuhiko, que responde: "acho que você nunca me cedeu nada"... e, com um riso, ele diz: "é mesmo!".

E aí, Sukeroku diz que vai beber mais. Kikuhiko diz que não deve pois ele não tem dinheiro, e não deve esperar que ele pague, mas Sukeroku ignora. Ele então pega a garrafa com violência, e enfim concorda em acompanhá-lo em algumas bebidas. Sukeroku fica feliz, e eles bebem. E Kikuhiko, então, volta a dar conselhos como uma mãe: "Beber tudo bem, mas eu estou falando sério: Se cuide, se dê bem com os mestres", diz. E Sukeroku ignora, dizendo para ele parar de dar sermão enquanto eles bebem - exatamente a mesma coisa que no começo do episódio, não é? ^_^; A diferença é que com isso, revoltado, Kikuhiko vai e toma a atitude de beber tudo da garrafa, e Sukeroku berra: "seu bêbado imundo!". Enquanto isso, na sua casa, a Miyokichi sofre sozinha a noite, em uma cena muito breve para mostrar o paralelo entre a diversão deles e o sofrimento de Miyokichi... Esse paralelo foi um tanto doído, e me deixou preocupada em relação ao episódio seguinte, cuja resenha provavelmente vai sair logo ou assim espero!







Um dos pontos mais óbvios que eu queria dizer que achei desse episódio foi: é incrível notar a mudança de disposição e atitudes de Kikuhiko, após ter se encontrado verdadeiramente no rakugo. Ele se torna progressivamente uma pessoa mais confiante, ainda que não tenha aparecido mais que um breve trecho do seu rakugo nesse episódio, as reações surpresas dos espectadores permaneceram, ele recebeu muitos elogios do mestre, e enfim foi convidado para uma viagem para apresentar seu rakugo. De outro lado, ele começou a se mostrar mais confiante - e algumas vezes até mesmo agressivo... - nas relações interpessoais, e parece estar descobrindo um outro lado de si mesmo... ele, que até então parecia até possivelmente arromântico, começa a refletir sobre suas experiências pessoais do passado e tirar suas próprias conclusões e interpretações, e ficar mais desinibido. Em relação à velha discussão da sexualidade (ou falta de) dele, aliás, eu acho que esse episódio me deixou uma coisa muito clara: de que a teoria de que ele mesmo nunca teve noção é provavelmente real, e agora que ele está se dando mais conta do seu próprio lado emocional, ele tem se sentido mais confortável para expressar também aquilo que ele sente. Por exemplo, ele não se sente acanhado de dizer em vários momentos do episódio o quanto gosta do Sukeroku, ainda que não tenha absolutamente nada de sexual nisso. E isso é muito sutil, mas o tipo de sutileza fascinante que encanta em Rakugo Shinjuu.

Outro ponto é, então, a questão dos sentimentos do Kikuhiko, sobretudo aqueles que ele sente para a Miyokichi. O fato é que eu estou escrevendo esse post pouco depois de assistir o episódio 8, e sei o quanto tem coelho nesse mato, e por isso eu acredito em amor com ressentimento, mas vou deixar para falar disso no próximo post. Mas a reflexão que ele faz na rua é muito interessante. Uma, porque ele é definitivamente uma pessoa muito introvertida, e isso vale para todos os sentimentos - assim como ele fez com o seu rakugo, ele guarda os sentimentos até que "virem uma enfermidade", como já sabemos, totalmente o contrário de Sukeroku. Mas o... interessante? Curioso? É saber que ele liga isso a "amar uma mulher", e nós que assistimos tudo ficamos nos perguntando: que mulher?... Afinal, ele teve relacionamentos na juventude, mas não parecia nada muito sério. O fato é que esse é um lado que não conhecemos muito, e por isso pareceu uma coisa meio jogada no enredo, mas acredito que, jogada ou não, deve ser importante para os próximos episódios. Cenas dos próximos capítulos!

Enfim. Outro dos grandes pontos a serem discutidos do episódio, é o fato de Kikuhiko e Sukeroku se complementarem muito bem, e todos os personagens já notam e aceitam isso sem muito estranhamento, assim como eles se colocam nesse papel sem muito desconforto - exceto quando alguma situação mexe com esse equilíbrio estável deles, como é o caso da viagem de Kikuhiko. Kikuhiko sempre está acobertando Sukeroku e sendo literalmente uma mãe, mesmo sabendo que ele está à sua frente em muitos quesitos.

No mais, queria falar mais uma vez: cadê essa OST, hein? Confesso que estou muito ansiosa para o seu lançamentopara baixar, cof, porque as músicas de fundo de Rakugo Shinjuu são simplesmente sensacionais, e toda cena que tem uma delas acaba sendo impactante em grande parte por causa da música.

E era basicamente isso que eu tinha a dizer sobre o episódio 7 desse anime sensacional, brilhante que tem sido Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu. Mais uma vez, eu gostei demais do que eu vi, e prometo que vou tentar agilizar o post do episódio 8, que foi absolutamente incrível - e não do jeito mais positivo possível. Sinto que agora estamos entrando no arco final trágico do anime, e que tem coisas muito incríveis por vir. Queria agradecer a todos que leram e tem acompanhado essa série de posts, mais uma vez, e mais uma vez, por favor tenham paciência comigo e a minha lerdeza! ^_^; Enfim, deixem aí nos comentários o que tem achado do anime, dos posts (que talvez estejam cansativos? Desculpa, eu sempre me empolgo e escrevo demais!!) e também suas expectativas e tudo mais! Muito obrigada, e até a próxima!~ 

8 comentários:

  1. AI ME PERDOA ESQUECI DE COMENTAR O ARTIGO ANTERIOR (mas eu li). Estou deixando esse comentário aqui e a aba aberta para não esquecer de ler depois e comentar =x

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  2. Saudações


    A nobre Chell já conhece meu ponto sobre análises semanais de animes (tamanho do texto, composição do mesmo e afins), mas isto é assunto para um momento futuro. Nesta oportunidade, quero ressaltar apenas dois pontos bem diretos e contundentes do sétimo episódio deste anime.

    No primeiro deles está, novamente, a maneira com a qual os dois protagonistas do anime interagem, harmoniosamente, nas mais diferentes situações. Seja com um deles bebendo compulsivamente, após uma apresentação no teatro, em uma conversa descontraída ou até em meio a alguma discussão, (como na loja de tecidos).
    Os dois, Kikuhiko e Sukeroku, realmente brindam quem assiste este anime com uma qualidade ímpar no que tange ao famoso desenvolvimento de personagens. Isto é bem digno de nota.

    Por sua vez, o segundo ponto está na Miyokichi. Sinceramente, sinto pena dela em diversos momentos. Não pela notoriedade de seus sentimentos, mas também pelo fato de que o Kikuhiko os conhece (e de certa forma os aceita), mas que ainda assim não consegue (que é diferente de não querer) lhes dar a devida atenção maior, pois (em meu ponto de vista) o citado rapaz não quer deixar de lado seu atual momento no Rakugo (que poderá levá-lo a muitas boas surpresas), bem como também se sente sempre preocupado com o seu amigo Sukeroku.
    O ponto do ciúme nela, ao ver a cena no quarto do Kikuhiro, se encaixa bem nisto. Mas, com sinceridade, acredito que tudo haverá de correr bem.

    E sim, também estou na espreita pela OST desta ótima obra, nobre.

    Digno, Chell.


    Até mais!

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    1. Olá, Carlilio! Como vai? ^_^

      Sim, eu sei sim, rs. A verdade é que eu sempre fiz esse tipo de post mais extenso e descritivo, e o Fábio do Anime21 já tem feito posts semanais curtos dessa série, então faço assim para quem gosta desse estilo. Mas agradeço as sugestões, e vou considerá-las para as próximas séries! m(_ _)m

      Sim, é verdade. Eles tem uma interação harmoniosa e amigável em todos os tempos, literalmente de um complementar o outro, e é engraçado como as pessoas vêem e até aceitam até mesmo a dependência que o Sukeroku tem do Yakumo para fazer as tarefas mais básicas! E sim, o desenvolvimento de personagens nesse anime tem sido excepcional, não é?

      Sim, a Miyokichi é uma personagem sofrida, não é mesmo? Não só ela tem uma história de vida tão triste quanto qualquer um ali, mas ela também sofre bastante com o relacionamento com os artistas de Sukeroku por causa de seu ciúme excessivo. Mas isso é algo que vamos ver mais e entender melhor nos episódios seguintes - aliás, eu falo sobre isso no post do episódio 8, que já está saindo, então não quero dar spoilers aqui! ^_^;

      Quanto à OST, acabei de baixar e também estou muito ansiosa para ouvir! Parece simplesmente sensacional!

      Até mais, Carlilio, e como sempre muito obrigada pela visita e pelo comentário!~ ^_^

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  3. "Sukeroku menciona que Yakumo sempre pede para eles irem juntos à casa de banho para relaxarem": Não foi como eu entendi, o que aconteceu ali foi que o Sukeroku acordou o Yakumo cedo para irem tomar banho; naquela ocasião foi o Sukeroku quem pediu (provavelmente porque ele não tem dinheiro). E o Yakumo não "pede para eles irem juntos", ele manda o Sukeroku ir tomar banho, porque ele é todo desleixado e deve feder mesmo.

    O "monólogo" eu entendi que fosse parte de uma peça que o Yakumo começou a treinar ali na hora - ele vai sair em turnê com seu mestre afinal, cada minuto é precioso. Claro que mesmo sendo uma peça deve ter ligação simbólica com a história.

    De resto, não tenho nada relevante a acrescentar, excelente texto. Fico aqui me sentindo massacrado com a dor da Miyokichi, me perguntando se o Yakumo nunca gostou dela (romanticamente) e agora que percebeu que foi longe demais quer terminar com ela mas não tem coragem de dizer (assim como em seu monólogo-ensaio-ou-não ele não tinha coragem de começar um relacionamento), ou se gosta dela e algo o segura (apenas o rakugo? talvez o Sukeroku? ele pode ter medo do amigo-irmão ir parar na sarjeta se deixado à própria sorte?). De qualquer jeito, isso torna a Konatsu uma incógnita. À altura do episódio 7 (não assisti o 8 ainda) eu realmente não sei quem é o pai daquela garota.

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    1. Primeiro: HAHAHA relaxa, volta e meia eu esqueço também! Mas queria agradecer muito o link da OST! Era um dos lançamentos que eu mais estava aguardando no geral, estou em êxtase aqui!! ♡

      Depois, sim, foi o Sukeroku quem pediu por não ter dinheiro, mas ele culpa o Yakumo por isso. Por que ele culpa o Yakumo? Acredito que porque ele que normalmente insiste para ir tomar banho, não? Foi isso que eu entendi do diálogo, ao menos, mas posso ter entendido errado ou perdido algo na tradução!

      Ahhhh, bem, acho que agora faz mais sentido! No entanto, o mestre tinha acabado de falar do seu relacionamento com Miyokichi, e como ficamos sabendo depois, ele tinha falado que Yakumo devia se separar dela e entrar em um relacionamento com uma moça séria... então, eu interpretei que ele estava pensando na Miyokichi, mas isso não fazia muito sentido. Agradeço sua interpretação, e penso que faz mais sentido ou talvez aquela cena seja propositalmente ambígua?...

      Olha, eu acho bem possível... Na verdade, apesar de dizer que a ama no episódio seguinte, ele nunca demonstrou ter qualquer interesse romântico nela. Eu acredito que ele pode sim ter medo de algo, não descarto nenhuma possibilidade e acho fascinante o relacionamento de amizade deles, mas nada me tira da cabeça que ele próprio teria muita confusão em relação ao que sente. Enfim, acho que no post seguinte vamos ter mais a conversar sobre isso, porque muitas coisas são reveladas no episódio 8! Muito obrigada como sempre pela visita e pelo comentário, e muito obrigada pelo elogio! Até a próxima! ☆彡

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  4. Para os interessados na trilha musical: acabo de ver um post em um grupo no facebook. Já saiu. Divirtam-se: https://www.facebook.com/groups/mangasbrasil/permalink/976188749102827/

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  5. Ele diz isso? Eita. Bom, ele é um ator (contador de história, dá na mesma), ele vai ter que me desculpar por não acreditar =x

    A não ser que seja um amor platônico, um conceito que sequer sei qual seria o equivalente japonês, se é que tem um equivalente - e se não tiver, não faz sentido ser o caso.

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    1. HAHAH pois é, e desculpa pelo spoiler! Olha, pensando por esse lado, é verdade: como contador de história, ele é magnífico, porque deu para os espectadores acabarem acreditando nisso que ele contou... Enfim, foi bem interessante o episódio 8, espero que você goste e que possamos conversar sobre ele mais a frente.

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