quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Filme: He Was Cool



Olá!~

Venho aqui nesta véspera de Natal tecer alguns comentários sobre uma coisa que tem pouco a ver com o que eu usualmente posto aqui, mas como eu tenho postado muito sobre k-pop de qualquer forma, e é uma mídia coreana popular que eu curti e tem um manhwa, eu achei que valia a pena compartilhar o conhecimento e a recomendação de filme. (Não me xinguem... muito.) (。・_・。)  Como eu já comentei também outros filmes de romance baseados em mangás aqui, como Suki-tte ii na yo., Kyou Koi wa Hajimemasu e Doushitemo Furetakunai, achei que valia a pena mencionar esse título pra quem gosta desse gênero.



He Was Cool (그 놈은 멋있었다) é um k-drama - basicamente, um filme live action coreano - baseado em uma história que surgiu inicialmente como uma história lançada na Internet. A premissa é de um romance adolescente, mas absolutamente não se deixe julgar só por isso: He Was Cool atravessa uma multiplicidade de temas tão grande que às vezes é até meio difícil dizer se é um romance adolescente, um filme de ação ou o que. Eu queria estar brincando, mas estou falando sério: é um filme bastante realista em um certo sentido, porque muita coisa acontece o tempo todo e muitas questões são atravessadas, e são questões até bem... inesperadas, para não dar spoilers. (Bem inesperadas. Até demais, às vezes.) Então, não é o tipo de filme que eu julgo normalmente. É o tipo de filme que eu penso: teve problemas, sim, mas foi uma experiência tão divertida que não dá pra chamar de "ruim".

Bem resumidamente, a história é a seguinte: uma garota, Ye-Kwon (esse é o nome na legenda e eu rio sempre porque: U-Kwon!) um belo dia resolve discutir com um rapaz de sua escola na Internet porque não tem mais o que fazer, e depois disso passa a ser perseguida e ameaçada por telefone por ele.  Acontece que o rapaz é um delinquente. Lindo, popular, mas delinquente e bem "da pá virada". E o que é ainda mais estranho, nunca beijou. Em um certo dia, em uma dessas brincadeiras de gato e rato dos dois, eles se beijam por acidente, e então o rapaz, Eun-sung, passa a exigir que ela seja sua namorada e tome responsabilidade e etc.

Nesse sentido, é uma premissa divertida que me lembrou Ookami Shoujo to Kuro Ouji [resenha] - só que, sabe, um menos machista e escrito há mais de dez anos atrás. Enfim. Depois desse início - no qual muitas coisas já acontecem só na primeira meia hora de filme - a história começa a se desenrolar. E a história é: "por que raios esse belo delinquente tem um coração tão mole e solitário?", socos e pontapés, histórias trágicas, despedidas dramáticas, crescimento e maturação, doença, flashbacks aleatórios... Muita, muita coisa acontece. E por isso é bastante corrido também, ou ao menos foi essa a impressão que eu tive: de que o livro provavelmente deveria ter um ritmo melhor, e os eventos se encaixarem de uma maneira um pouquinho melhor. Spoiler: Apesar de eu ter gostado de tocarem no tema de AIDS e preconceito, por exemplo, a execução AIDS ex-machina foi bem terrível. (-_-;)

Ainda com seus problemas, que não são tão poucos - além do ritmo, algumas partes confusas na história e o CG ruim, o final piegas, o que raios foi aquele final? enfim - He Was Cool alcançou sucesso moderado, tendo sido o 35º filme mais assistido na Coréia do Sul em 2004, assistido por 800,000 pessoas na época. E eu acho que o sucesso é porque, apesar dos probleminhas básicos, He Was Cool é bastante único dentro de seu gênero. A história em si é bem legal e deliciosamente romance adolescente, daquele tipo que todo romance adolescente poderia aprender a ser um pouco mais: é sério (não é "bobo" e nem tem personagens vazios apenas por ser adolescente), delicado, tem momentos felizes e outros tristes, é dinâmica e divertida. Então, foi bom assistir, e mesmo que a história tenha se perdido em algumas partes - e suspeito que isso tenha sido em parte também por conta da tradução pobre que eu assisti - eu posso dizer que assisti um bom shoujo em forma de k-drama.

Pra falar do lado bom além do feeling da narrativa jovem e suas reviravoltas, e do visual - que provavelmente era bem moderno... em 2004 - preciso dizer que gostei bastante dos atores Jung Da-bin e Song Seung-heon nos papeis do casal principal, que conseguiram se manter fiéis aos personagens mesmo quando a história em si ficava um pouco bizarra. Qual não foi minha surpresa, aliás, ao ler que a atriz cometeu suicídio três anos depois desse filme, entre outros motivos, por comentários maldosos de netizens sobre a aparência dela - oi? Enfim, esse post não é pra falar sobre como a mídia coreana é loucamente maldosa. Apenas deixo aqui os meus sentimentos. Ela era talentosíssima.

E o filme, com todos os seus defeitos, ótimo. Como isso tem a intenção de ser uma mini-resenha, vou assumir uma coisa aqui: tecnicamente, talvez He Was Cool não seja nem um filme bom. Tem defeitos primários e se perde em vários momentos. Mas, se for para avaliar a experiência, vale super a pena. É loucamente divertido, por bem ou por mal. Tem personagens adolescentes realistas e fofos que se encantam um pelo outro, e muitas brigas acontecem, então nada cai no chato-e-entediante. Sabe aquele tipo de universo fictício que você não pode julgar por padrões gerais, mas sim pela sua vontade de escrever fanfic no final? É esse o tipo de obra que He Was Cool é.

Assim, minha nota pra He Was Cool é: Sanduíche do McDonalds/10. Isso é um "não tem substância e eu não faço ideia do porquê de ser delicioso assim (minhoca??), mas é delicioso e eu recomendo a todos"/10. Acho que parte da diversão também adveio do fato de ter sido provavelmente meu primeiro k-drama, e eu ficar me perguntando... coisas - "por que não tem 01 Beijo de Amor Verdadeiro?", por exemplo. Mas independentemente disso, He Was Cool é considerado um filme fora dos padrões para os romances coreanos, então acho que seu mérito vai além.
É bom e pouco usual, ponto. E tecnicamente, menos, mas isso a gente releva.

2 comentários:

  1. MEU.

    FILME.

    FAVORITO.

    Obrigada, Mimi. Pablo Villaça nunca resenhou He Was Cool, aquele inútil.

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    Respostas
    1. Eu sei, eu sei. Imagine, estamos aqui para preencher as lacunas deixadas pela imprensa especializada. Abraços!!

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