terça-feira, 4 de agosto de 2015

Filme: Kyou, Koi wo Hajimemasu - "Hoje, eu me apaixonei"; todos nós. Todos nós.



Olá, pessoal! Como estão?~

Venho hoje aqui trazer uma resenha de mais um filme japonês baseado em um shoujo que eu assisti no dia dos namorados faz uma era, eu sei e gostei demais, a despeito de não gostar tanto da obra original. O filme é "Kyou, Koi wo Hajimemasu" - ou "Love for Beginners" em inglês, ou, em tradução livre, "Hoje eu me apaixonei". O filme foi baseado em um mangá de mesmo nome, que também tem uma adaptação em OVA de dois episódios, a qual eu assisti há muitos tempos atrás, e, pra ser sincera, não gostei muito - à exceção da música de encerramento, Mirai Kinenbi, que era fofíssima, o anime em si ficava muito aquém das expecativas.

Então. Kyou, Koi wo Hajimemasu. Apesar de não ter gostado muito do anime quando o assisti, resolvi assistir o filme porque estava nessa spree de assistir filmes de live-action japoneses baseados em shoujo no dia dos namorados - um deles foi Suki-tte ii na yo., que eu já resenhei aqui, mas esse foi, possivelmente, o meu favorito dos três que eu assisti. Que surpresa agradável foi essa que eu tive! E aí, por que foi meu favorito, afinal?


Eu vou começar essa resenha sendo chata e admitindo que, apesar de eu ter adorado-o, não, o filme Kyou, Koi wo Hajimemasu não é perfeito. Por quê? Porque ele é fiel à história original, inclusive no fato de o protagonista masculino ser uma pessoa detestável. Se vocês forem ver as resenhas do mangá de Kyou, Koi wo Hajimemasu no MyAnimeList, você vai notar que todas elas falam justamente de como o Kyouta é um desgraçado, de como a Tsubaki é uma coitada, e de como esse mangá é ruim - e é bizarro que ele tenha tantas adaptações assim. Enfim, o fato é que a adaptação live-action é razoavelmente boa, na minha opinião de quem não gosta desse tipo de história, então: se por um acaso você foi forçado a entrar em contato com essa série, ou sei lá - comece por aqui! Essa é minha dica.

Kyouta é um rapaz que está no ensino médio, e, assim como Tsubaki, e ele é aquele tipo de "par amoroso ruim de shoujo" - manja aquele tipo que é abusivo com a protagonista, que a toca de jeitos que beiram a agressão física e acha que maltratar é legal; e depois ele se revela uma pessoa que "apenas tem problemas", as agressões são perdoadas, e tudo fica bem.

Mas o filme traz uma perspectiva um pouco diferente. Apesar de não ter conhecimento de caso para afirmar nada, acredito que o filme tente abarcar o mangá todo, enquanto o OVA só adapta o começo do mangá; assim, no OVA essa parte da chateação de Tsubaki por Kyouta dura uma boa parte da história, enquanto no filme live-action o tempo desse episódio da vida deles ficou bastante reduzido, e o que temos na verdade é uma história de crescimento e maturação de dois jovens no Ensino Médio, que formam um romance estável e enfrentam diversas dificuldades juntos. Ao mesmo tempo, a caracterização do Kyouta é um pouco mais coerente no filme, e é dado talvez um pouco menos de destaque para ele, já que o que importa, realmente, é a história da Tsubaki.

Notem que não digo "a história dos dois", porque é a história da Tsubaki, mesmo. Apesar de o filme, claro, mostrar o começo do relacionamento do casal, suas brigas e reconciliações, o enredo é muito centrado na protagonista feminina, nas escolhas dela e no caminho que ela escolhe trilhar para a sua vida. Ela, que está no último ano do colegial, tem o desejo de ser cabeleireira, o qual os pais não apoiam. E o relacionamento - e os desentendimentos! - com Kyouta é um dos fatores que, eventualmente, dão-lhe a coragem de admitir esse desejo para a mãe. Outra questão que ela enfrenta é a da comparação com a irmã mais nova, na qual praticou suas habilidades; a irmã é uma modelo mirim, e tem uma personalidade totalmente diferente da discreta e tímida Tsubaki.

Apesar de ser, sim, o típico "shoujo machista" - o Kyouta Tsubaki, aliás, é o típico "interesse romântico de shoujo babaca", que fica se forçando pra cima de uma garota que não quer nada com ele, até a garota finalmente dar bola e ele ser salvo com o "poder do amor"! - Kyou, Koi wo Hajimemasu traz, então, através de outras dinâmicas, questões muito mais interessantes que o romance, na minha opinião bem "meh", entre os protagonistas. E penso eu que foi exatamente por isso que gostei tanto desse filme: porque, se o romance principal é muito genérico, as outras questões, que passam quase despercebidas, são sim bem interessantes; falam de maturação e relacionamento familiar, por exemplo, que são questões muito mais universais do que a dinâmica de relacionamento conturbada dos dois.

Além disso, a produção do filme é bem razoável. Confesso que gostei bastante dos atores que escolheram, sobretudo para os protagonistas - Emi Takei é uma gracinha, apesar de estar sempre com uma cara super melancólica, e Tori Matsuzaka não é menos bonito, e até dá um Kyouta... razoavelmente simpático. Pra um Kyouta. A irmã de Tsubaki, aliás, Nana, interpretada pela - veterana, apesar da carinha de bebê! - Fumino Kimura, é tão metida que chega a dar raiva! Uma atuação definitivamente acima da média para doramas japoneses. No fim das contas, a parte visual também é bem bonitinha, e, assim como toda a história, ficou até mais "fofa e açucarada" do que o original.

Eu confesso que, em termos de produção, senti falta de um Mirai Kinenbi na trilha sonora, que, apesar de ter músicas de 12 difrentes artistas - incluindo músicas de grupos populares como SCANDAL e Perfume - toda a música soa bem... feita para jovens japonesas, e com isso quero dizer que é muito "moderninha" pro meu gosto, sinceramente. Só uma ou outra é mais "trilha sonora típica de shoujo", e para os amantes, faz uma falta, mas não deixa de ter uma trilha sonora bem diversificada.


Em conclusão, eu gostei desse filme; gostei mesmo, e pelos motivos errados, digamos assim. Não foi pelo romance, que é certamente questionável, mas sim por outros motivos que, na minha opinião, tornam a história muito mais interessante. Talvez o formato condensado do filme tenha colocado em evidência esses aspectos mais diversos, e até um lado mais bonitinho da relação entre os protagonistas, e, por esses motivos, recomendo esse formato para quem quer conhecer essa história! ^_-

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