quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cosplay é legal!


Olá, pessoal! Como vão?~

O post de hoje, totalmente aleatório, é pra falar sobre o meu vício atual. "Nossa, Chell, que surpresa!" Eu sei, eu sei; não é como se 90% dos meus posts não fossem aleatórios e pra falar sobre algum vício meu do momento, mas dessa vez é pra falar um pouco sobre a minha história com algo que importa bastante pra mim, e aproveitar e fazer uma divulgaçãozinha básica do meu trabalho e de alguns colegas. ♡

Esse "algo", no caso, é: cosplay!



"Cosplay", pra quem não sabe, é uma palavra usada na língua japonesa que vem do inglês "costume roleplay", algo como interpretar personagens através de fantasias. O nome "cosplay" diz apenas de um pouco dessa atividade, no entanto, que não envolve apenas interpretação de personagens, mas toda uma subcultura. Cosplay pode ser feito com vários propósitos e de várias formas: através de interpretação de papéis (roleplay), em palcos ou livre, para tirar fotografias e fazer ensaios fotográficos, ou apenas pra se divertir em eventos, por exemplo; o processo de criação de um cosplay passa pela maquiagem adequada, pela máquina de costura, e pelas lentes, perucas e outros acessórios, e vai até o roteiro e os objetos utilizados nos skits da apresentação, muitas vezes.

Essa atividade, assim como diversos outros tipos de fanworks - como fanarts, fanfiction e afins - começou a engatinhar mundialmente em meados do século passado, com a ascensão de uma "cultura nerd", mas foi a partir dos anos 90 que ela realmente se popularizou no mundo. No Brasil, o primeiro concurso de cosplay ocorreu na 1ª MangáCon, realizada a 13 de outubro de 1996, e quem tiver interesse nessa história, pode ler um pouquinho mais sobre no site da ABRADEMI. Bem resumidamente, a atividade se popularizou rapidamente no país, até por conta da influência cultural do Carnaval, e o Brasil é até hoje um dos países com o maior número de vitórias no concurso mundial de cosplays, o World Cosplay Summit. É legal lembrar isso pois, assim como com dubladores, o Brasil também é um país com uma tradição de bons cosplays, que os fãs nem sempre reconhecem.

Bem, sintetizando tudo isso: cosplay é, portanto, uma atividade super criativa e legal, que eu já comentei algumas vezes aqui no blog que aprecio, mas nunca cheguei a escrever sobre. Então, chegou a hora de compartilhar meus pensamentos sobre o assunto, tanto aproveitando o timing oportuno - esse pós-Anime Friends 2015, considerado "o maior evento de cultura pop da América Latina", e que é realmente uma congregação de cosplayers - quanto pelas polêmicas que surgiram na Internet por conta de certos acontecimentos, acho que vale a pena escrever sobre o tema e minhas experiências. ♡ Adianto que não sou nenhuma cosplayer, mas recentemente decidi começar a levar a sério os projetos acumulados, e tenho praticado minhas habilidades de costura e pechincha pra esse propósito. Pra quem não sabe, no último dia 19, estive no Anime Friends 2015 tentando fazendo cosplay da Kumiko Oumae, de Hibike! Euphonium [resenha], e espero completar outros logo!

A título de curiosidade, minha apreciação pessoal começou há muito tempo mesmo - mais de dez anos, pra falar a verdade, quando eu passei a primeira noite acordada da minha vida vendo fotos de cosplay de Sailor Moon na Internet. Juro. Já naquela época, se me deixassem eu certamente faria cosplay, mas como eu a) nunca fui rica, b) muito menos independente e c) meus pais sempre acharam micão, eu só fui fazer mesmo meu primeiro cosplay lá com dezesseis anos, bem "cosplay de armário", inspirada por amigas virtuais que já eram cosplayers e tinham fãs e tal. Foi uma experiência super simples, e desde então eu fiz alguns outros personagens - um exemplo é a Rei Ayanami, de Neon Genesis Evangelion, à direita, e a Touko, da série Pokémon Black & White, no começo do post.

Feita essa introdução básica, vou fazer uma confissão: eu tenho tendência a detestar a comunidade de cosplay. Não, nada contra os cosplayers em si, ou pelo menos contra a maioria que é respeitosa e gentil; o problema é que o meio é muito cheio de assédio, seja sexual ou não. Existem, sim, "cosplayers de personagens sensuais" (*cof*) e seus apreciadores, que podem ser respeitosos, mas às vezes são grandes babacas; tem ainda gente que não aceita que uma pessoa com cor de pele/tipo físico e etc. diferentes de um determinado personagem façam cosplay dele, e não aceita que esse cosplay pode, sim, ficar bom. E tem todo tipo de pensamento no meio, claro. É um meio bastante competitivo e sexualizado pra muitas pessoas, o que felizmente não é meu caso, então eu vou focar no lado bom nesse post. (´・ω・`) Mas digo isso pra esclarecer que: sim, eu entendo também que não é mil maravilhas. Fora, claro, há quem ache tudo isso ridículo e não consiga ver o hobby como uma atividade artística tão válida quanto qualquer outra.

Como existem diversas posturas bem negativas em relação a esse assunto, esse post vai no sentido de fazer uma defesa - e lembrar que, sim, cosplay é um hobby e que qualquer um pode (ou deveria poder) curtir. A criação dos cosplays passa por todo um processo criativo, que envolve não somente vestir a fantasia; existem diversas técnicas e artifícios utilizados mundialmente para tornar o produto final mais bonito.

Existem, por exemplo, na maquiagem, a tendência do uso de BB Cream para manter a maquiagem durante os eventos, ou do  uso de delineador líquido e cílios postiços para aumentar os olhos, e do batom nude, especialmente para personagens masculinos. O contorno dos lábios e do rosto (para deixar o vão entre os lábios mais notável, por exemplo, e também para dar uma impressão de formato diferente para o rosto através de jogos de luzes) também é bastante comum. Isso tudo sem falar nas maquiagens artísticas, como de cicatrizes. Como qualquer outro tipo de moda japonesa, a própria maquiagem já conta com suas particularidades e tendências.

Antes da roupa, vem ainda a questão na modelagem do corpo ao formato do personagem, o que pode ser feito com cintas, binding e técnicas para aumentar os seios, por exemplo. Os sapatos plataforma (DIY) também eram uma tendência até alguns anos atrás, sobretudo nos cosplays japoneses. O formato do corpo tende a ser um motivo de polêmicas no meio de cosplay, e, de fato, não é difícil entender por que. Seu formato de corpo ou cor de pele não é um impeditivo para que você goste de um determinado personagem, que pode ou não ter uma aparência semelhante à sua. E é comum que, ao fazer cosplay, as pessoas queiram fazer de personagens que elas gostam e admiram. Comum, aceitável, e desejável, eu diria. "Mas e então, qual é o problema?" o leitor leigo pode estar se perguntando, e eu respondo que todo, pois tem pessoas (são pessoas? Talvez sim, talvez não.) que vêem problema nisso e vão difamar o cosplayer, a despeito de sua fantasia estar perfeitamente boa, por "não se parecer com o personagem", ou até por "ser feio/a"! E é esse um dos primeiros pontos que tiram a graça de cosplay pra muita gente: body shaming. E eu digo: esqueça isso, rock on; de fato, é impossível mudar formato de corpo ou cor da pele, por exemplo (ou etnia, como era uma questão na época dos cosplays de Hetalia, por exemplo...) sem muito esforço e invenção, e estou na maioria (que contrapõe a minoria vocal) que pensa que esses comentários não são só ofensivos, são imorais e dão uma vergonhinha de ser da raça humana. Honestamente.

E existe ainda o contraponto, que é: aparências que são valorizadas demais. Dependendo de que série você está fazendo cosplay, pode ser uma série que um monte de garotos de 13 anos curtem, e entre esse monte de garoto de 13 anos ou não, mas com uma mentalidade simplesmente errada certamente tem muitos que gostam de cosplay pelos motivos errados. Ou, pra não dizer "errados", no mínimo simplistas, e até, quem sabe, excludentes. E é esse tipo de garoto que acaba gerando polêmicas como a do Anime Friends desse ano - leia-se, assédio real. E, mesmo quando as coisas não chegam a esse ponto terrível, acabam dando um ibope incrível pra cosplayers que às vezes não merecem tanto, mas tem a sorte de ter uma aparência linda pros padrões de jogadores de MMORPG  (por que toda garota de propaganda de MMO tem a mesma aparência? Eu não sei). Como, claro, todo mundo quer ibope pros seus trabalhos, isso vira uma tendência. Minha dica para esses amigos seria "ero cosplay existe, então por favor não perturbem os demais, sobretudo nos eventos", mas como sei que isso não funciona, só queria reforçar o aviso: não, a comunidade de cosplay não é mil maravilhas. Tem, sim, body shaming, racismo e idiotas sendo "trolololols xD" na internet.

Mas tem, também, coisas bem incríveis. Em comunidades de cosplay virtuais - como o Cosplay.com, CosplayBR.com.br, além de comunidades de Facebook, e outras que linkarei mais adiante - pessoas compartilham ainda técnicas para a confecção das fantasias - por exemplo, moldes de costura, tutoriais para fazer armas e equipamentos, e assim por diante. A própria escolha dos tecidos muitas vezes requer pesquisa e troca de ideias, e assim, as comunidades são bem importantes para chegar em um consenso de que tecido determinada roupa parece ter. Por exemplo, para fazer as saias de pregas, é interessante escolher um tecido cuja composição seja majoritariamente de poliester, como o tricoline, para que as pregas se mantenham bonitas ao longo do dia. Já o algodão pode ser utilizado para as anáguas.

Para confeccionar suas próprias roupas, é preciso, via de regra, saber costurar. Isso não significa que você deve saber costurar para fazer cosplay. De fato, há vários cosmakers - isto é, pessoas que são especializadas em fazer cosplays, da estilização da wig, passando pela roupa e os acessórios, até os sapatos customizados, tudo de acordo com o personagem e o gosto do cliente. Estes cosmakers podem ser encontrados facilmente na Internet, em websites como o Facebook, e existe inclusive uma Wiki "Rate my Cosmaker" para divulgação desses trabalhos.

Se por um lado esses trabalhos profissionais existem e tendem a ter resultados muito interessantes, por outro lado, eu afirmo que tem pouca coisa mais divertida do que pegar uma linha e agulha e sair dando vida aos seus personagens favoritos. E isso não é impossível! Como disse, existem diversos moldes e dicas em comunidades de cosplay, e também é possível achar diversos tutoriais em video para as costuras em sites como o YouTube. Como exemplos que gosto, posso citar os tutoriais da Laz Cosplay, da Oaishe (que tem mais a ver com moda japonesa) e do maravilhoso canal The Cosplay Chronicles, só pra vocês terem uma ideiazinha de onde começar. Pega lá a máquina de costura da sua tia ou avó, e começa a costurar. É legal, eu prometo!


É claro que existe ainda a opção de comprar o cosplay pronto, de sites como o Aliexpress, que vende também perucas e diversos outros acessórios pra cosplay (o bom de ter um hobby popular na Ásia é poder comprar de sites chineses, né...?) e tantas outras lojinhas online, de sites como o Etsy, que tem muita coisa "feita a mão" por cosmakers do mundo todo - nesse sentido, a Spree Picky é uma das minhas favoritas, apesar de não ser muito focada especificamente em cosplay, mas não é difícil achar várias na internet. E para quem não quer importar produtos, nem costurar, e nem tampouco fazer com um cosmaker, há ainda a opção de comprar seu cosplay em uma das inúmeras comunidades de "Venda e Troca de Cosplays" existentes no Facebook, nas quais é possível encontrar várias lojas de importadores, cosplays usados, produtos de cosmakers e assim por diante.

E pra quem não tem condições, que seja financeiras, ou por conta da família e etc., de fazer tudo isso, há sempre a opção do famoso cosplay de armário, isso é, o cosplay feito com roupas mais simples, que você tem no seu próprio guarda-roupa e que podem ser compradas em qualquer C&A da vida. Por exemplo, era bastante comum, algum tempo atrás (e é até hoje, a bem da verdade) encontrarmos "cosplays de armário" dos personagens da série Death Note. Gravatas, saias de tubo e de pregas, blazers, camisas sociais - tudo pode virar peça de cosplay, com alguma imaginação. Meus primeiros cosplays, confesso, foram de armário - como o da protagonista Minako, de Persona 3 Portable - e nem por isso foi menos divertido; basta ter alguma criatividade e esmero.

Sapatos, roupas e acessórios - existem diversas opções para fazer tudo isso. As coisas se tornam um pouco mais complicadas quando o assunto é peruca; muitos personagens, sobretudo de anime, tem cabelos super-coloridos e em cores não-naturais, então é preciso voltar aos básicos. Se for modificar o próprio cabelo, ou uma peruca natural, há no mercado diversos produtos modeladores, gel fixador, etc. Hoje em dia existem tintas e tonalizantes em cores "fantasia" de fácil acesso no mercado, como é o caso da marca Keraton Hard Colors; valem os cuidados de sempre pra pintar e cuidar do cabelo. Por outro lado, existem as populares perucas sintéticas, como as de fio Kanekalon, importadas a rodo da Ásia, super fáceis de modelar e muito bonitas. Como as perucas sintéticas são feitas de plástico, os cuidados são totalmente outros: não pode usar chapinha, nem secador em potência alta, muitas vezes. É preciso hidratar e limpá-las constantemente, tomando cuidado com os fios para não embaraçarem - e, se for desembaraçar, que seja de baixo para cima, ao contrário dos cabelos naturais, para a peruca não ficar rala. É preciso, além dos cuidados usuais, alguns extras para evitar o pó e fios embaraçados.

E, claro, ainda é preciso tratar dos acessórios. Muitos personagens usam, por exemplo, armas e instrumentos, e o cosplay não é a mesma coisa sem eles - eu, por exemplo, não tive a oportunidade de levar um eufônio para o meu cosplay de Kumiko Oumae, de Hibike! Euphonium, e realmente senti falta disso! Os acessórios, muitas vezes, são muito importantes pra dar vida ao personagem, sobretudo quando é sua marca registrada - uma Kumiko sem um eufônio é quase um Naruto sem bandana, afinal. Assim, olhando na Internet, também é possível encontrar vários acessórios prontos, como espadas, e alguns até profissionais - como essa incrível Dominator, de Psycho-Pass [resenha], da marca Bandai Proplica. Várias empresas de brinquedos fazem produtos de séries que podem ser utilizados nos cosplays, e um exemplo que me vem à mente é a PokéBall de Pokémon.

Pra quem não pode adquirir, ou não tem essa opção, materiais como madeira, EVA e PVC são os favoritos para a maioria das armas, armaduras e variações; e pra quem não tem cão, servem também muito bem o papelão e o isopor endurecido, que são mais fáceis de manusear e modelar para os que não tem habilidade (tipo, a que vos escreve (´・ω・`)). Quando o dinheiro não dá, até mesmo plástico e materiais reciclados podem ser usados nessa parte - pra isso, vale, como sempre, a criatividade. Segue aqui uma lista de dicas. Tintas, cola quente, silver tape, massas - como biscuit e durepoxi, - e papel machê são seus amigos nessa hora, assim como uma boa tesoura.

Ufa! E tudo isso diz apenas da fantasia e da parte visual; ainda não chegamos na parte da apresentação e interpretação, que requer todo um outro esforço. Em geral, cada evento de anime ou cosplay tem suas modalidades de apresentação de cosplays, que podem ser desfile ou interpretação; tema livre no universo da série, imitação de cenas, ou tema livre fora do universo da série, em geral "quebrando a quarta parede". A duração também pode variar muito, de alguns segundos a vários minutos, nestes mesmos eventos. Para fazer os efeitos visuais e os cenários, diversos artifícios podem ser usados. Nessa hora, é importante não só a montagem do cosplay, que, se bem feito, deve até mesmo se mover como o do personagem, mas também o ensaio do cosplayer de movimentos, trejeitos, postura, voz e características do personagem que interpreta. As regras de muitos eventos recentes tem se baseado nas diretrizes do World Cosplay Summit, e, dessa forma, as apresentações tem tido cada vez menos uso de artifícios visuais, como a purpurina, em anos recentes. Ainda assim, não raro temos apresentações muito bonitas, originais, e até engraçadas.

Mesmo para quem não pode ir aos eventos apreciar os seus personagens favoritos ao vivo, atualmente existem diversos websites - tais como o Cure Cosplay, o WorldCosplay e o Cosplay.com (minha conta), para citar alguns dos mais populares, ou o CosplayBR no Brasil, além de websites gerais para artistas como o deviantArt.com - nos quais cosplayers postam suas fotos e divulgam seus trabalhos. Através desses websites, é possível conhecer um pouquinho dessa arte através das fotos, e há ainda websites como o YouTube e o Facebook, onde são comumente postados vídeos das apresentações que ocorrem nos eventos do mundo todo, e inclusive do World Cosplay Summit, como este vídeo de divulgação de um evento que postei há alguns meses, realmente muito interessante e belo.

Apresentação Suzaku/Lelouch Code Geass da dupla japonesa YuiMino, em 2008.

Além de tudo isso, como eu já disse, cosplay pode ser feito pra outros propósitos - eu confesso que gosto muito de ensaios fotográficos e apresentações que buscam apresentar uma série e seus personagens de forma cômica, por exemplo. Como já mencionei, existe o ero cosplay, dentre outros lugares e modalidades em que o cosplay está presente, como nas homenagens ao autor (e deixa eu colocar aqui um video bizarro que eu vi esses dias...) e já esteve presente até no carnaval brasileiro.

O fato é que cosplay é, como qualquer outro hobby, uma forma de se divertir, com seus entusiastas que levam a sério, mas também hobbyistas casuais. Como hobby, pode ser muito proveitoso para quem gosta dos personagens - no caso, de animações japonesas, mas vale também de outras séries e meios, como, por exemplo, os comics. Apesar de existir, sim, um certo preconceito, hoje consigo ver e afirmar que não há nada de errado em querer "ser", por algumas horas, seu personagem favorito, por assim dizer. Tudo pode soar trabalhoso, mas é incrivelmente divertido e recompensador prestar essa homenagem aos personagens que você gosta, e, de quebra, ser reconhecido por outros fãs.



E por hoje é isso o que eu tinha a dizer sobre cosplay! (◡‿◡✿) Confesso que passei umas boas horas escrevendo esse post, mas espero que tenha sido proveitoso. Pra quem sente vontade de tentar, mas não tem coragem, e eventualmente se sentiu inspirado por esse post: eu recomendo muito, sobretudo àquelas pessoas que gostam de artesanato, de alegorias, de trabalhos criativos, e não sabem o que mais fazer. E fica a dica: comentários maldosos sempre existirão, nem que você seja a musa do verão vestindo o equivalente cosplay de Gucci, mas você é 100% livre pra ignorá-los. Faça isso.

Eu vou deixar aqui embaixo os nomes e páginas de divulgação dos cosplayers presentes nesse post, que me cederam suas fotos, em ordem. Recomendo o trabalho de todos eles, ok? A vocês - Patty, Ryou, Keitaro e Pookie - meu muito obrigada, de coração! ♡ (Vão dar uma olhada nos cosplays deles, eles super merecem!)

5 comentários:

  1. Amo cosplays, mas infelizmente moro em cidade do interior, aqui não tem nem biblioteca imagine coisas de cosplay! TT^TT Vida cruel!
    Sigo alguns grupos e redes de cosplayers e vejo muito esse tipo de assédio e, também o preconceito onde por exemplo, uma pessoa negra não possa fazer um cosplay de certo personagem não ser da sua cor, também já vi em relação a pessoa ser alta, magra ou gorda, isso é tudo muito chato!Mas tudo tem pós e contras, não dá pra agradar todo mundo mesmo que esteja perfeitinho, né? :P
    Ainda quero muito fazer cosplay, mas não sei bem de que personagem fazer, vou sair por ai nas ruas da minha pequena cidade só pra chocar o povão, hehuehue! :3
    Adorei seu post, muito, muito mesmo!
    { http://prettychibi.blogspot.com.br/ }

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    1. Oi, Ana Lara!

      Awww, que triste! :c Entendi, entendi. É exatamente isso, aliás, as redes e grupos virtuais tendem a ser o pior lugar pra esse tipo de assédio, da ordem do xingamento e das ofensas, porque as pessoas se escondem por trás da tela do computador e aí já viu. Eu não ligo, por exemplo, pra essa Jessica Nigri, mas fiquei muito chocada de saber que ela faz o próprio cosplay, etc., e todos os comentários nas fotos dela são falando dos peitos dela. Juro, 90% no MÍNIMO. É bem triste. Claro que não dá pra agradar a todo mundo, mas bem, se pelo menos uma maioria fosse agradada... :(
      HAHAHA ah, sim, faz sim! :) É super divertido, e confesso que já saí na rua de cosplay e as reações tendem a ser engraçadas... rsrs ^^

      Muito obrigada pelos elogios, e até mais!! ♡

      - Chell

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  2. (Comentário ficou muito grande, então dividi em duas partes :'D)

    Olá, eu sou o Leonardo Bonkoski e estou aqui para compartilhar um pouco da minha experiência e visão sobre cosplay, já que esse ano eu tive o meu primeiro contato com ele.
    Apesar de ser um jovem de 22 anos que cresceu com bastante contato e adoração a cultura pop japonesa, eu nunca havia ido a um evento de anime, muito por causa de preguiça e por falta de interesse (muito disso por conta do publico que frequenta esse evento, mas isso é outra historia XD).
    Por conta de influência da Chell, eu acabei indo no Anime Friends de 2015 e foi lá onde eu tive meu primeiro contato com os famosos “cosplay”, que até então era algo que eu somente conhecia por fotos e vídeos. Eu me lembro do primeiro que eu vi ter sido um de Freed Justine de Fairy Tail, que estava sendo feito por um cara da minha caravana de Bauru, e foi um choque, pois naquele momento eu olhei para aquele cara alto que estava sentado próximo usando uma peruca verde e eu comecei a pensar “eles realmente existem”, e isso me fez ter uma pequena curiosidade em observar os cosplays em geral e ver como eles se comportam.
    Ao longo do evento eu tive contato com cosplays de todos os níveis e de diferentes tipos e eu pude entender um pouco de como funciona essa paixão por essa arte, muito por conta por estar de certa forma vivenciando um, o que me permitiu ter um pouco do feeling que essas pessoas sentem. Eu digo ter vivenciado um cosplay, pois devido a uma ideia maluca da Chell, eu acabei me virando em alguns poucos dias que antecederam o evento para tentar virar um Taki-Sensei de Hibike! Euphonium minimamente decente. Por me vestir parecido com o personagem, isso não foi um problema, então eu pude fazer um pseudo-cosplay no dia.
    Apesar de ter sido mais uma brincadeira que eu resolvi aceitar por causa dela, isso me permitiu vivenciar algumas coisas e pensar um pouco naquela pratica, de certa forma eu estava fazendo algo que nunca sequer imaginei ou cogitei fazer, aquilo tudo estava sendo algo novo, era uma imersão em um mundo que eu estava curioso e tentando entender o amor que as pessoas sentem por essa pratica. Apesar de ter flashbacks do dia e ter um pouco de vergonha ainda, eu cheguei a tirar uma foto com a Chell a pedido de uma garota e isso foi totalmente “wow, que coisa maluca”, era um sentimento muito estranho e prazeroso, você se vestir de um personagem por você, mas ao mesmo tempo, agradar a outras pessoas que contemplam a arte, e andar pelo evento vestido e olhando outras pessoas vestidas, por mais que bizarro possa ser sua fantasia, era um ambiente no qual aquilo era apreciado e valorizado, um verdadeiro antro no qual os amantes dessa arte podem se soltar e vivenciar o tão esperado dia que culminou toda a sua trajetória em prol de vivenciar aquele personagem em especifico.

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  3. (Parte dois)

    Eu conheço a Chell a pouco tempo, mas durante o tempo que passei conversando com ela que antecedeu o evento, eu pude acompanhar um pouco de como funciona a devoção de uma pessoa a criar aquele tão sonhado cosplay para poder vivencia-lo, ter um objetivo e busca-lo ,o fazendo acontecer, e acho que essa caraterística da Chell se aplica a todos que amam de verdade a arte de fazer cosplay. Ela acabou me mostrando como funciona esse mundo, como as pessoas que gostam de cosplay se esforçam para correr atrás de realizar aquele tão sonhado personagem que ela se identifica. E o mais incrível de tudo é que nesse tipo de evento, a atividade que os cosplayers realizam é tirar fotos, e por conta disso, muitos deles acabam ficando horas no sol atendendo pessoas e tirando fotos, isso só demonstra o quanto essas pessoas são dedicadas a essa arte, e o mais importante, o quanto elas a amam.
    Eu passei a admirar muito o cosplay depois desse Anime Friends. Eu estudo design, eu amo ver as pessoas trabalhando usando sua criatividade, e cosplay é isso, é criatividade, é projeto, é planejamento, é a construção de um objetivo, é o caminho percorrido para completar esse objetivo, é a realização desse sonho. Cosplay é uma honesta manifestação de arte no mais puro dos sentidos, pois ele envolve mais que tudo a criatividade, e essa é uma das dádivas mais lindas que temos. Ver pessoas que devotam parte de suas vidas e dia a dia para realizar um cosplay, por mais profissional ou amador que seja, me deixa feliz, me mostra que quando se ama algo de verdade, devemos buscar realiza-lo, mesmo que isso nos force a improvisar ou exija correria, no final estamos crescendo como pessoas pois estamos realizando algo que nos deixa felizes, e certamente iremos aprender muito no processo.
    Eu agradeço a Chell por me “forçar” a vivenciar um cosplay e por me apresentar esse mundo que eu não tinha contanto, o Anime Friends certamente serviu de muita aprendizagem para mim e fez eu ter uma visão de mundo de como um hobby pode ser algo engrandecedor pra sua vida e principalmente, algo motivador. Espero que possa repetir isso mais vezes no futuro com a Chell (a sua Mirai Kuriyama pode precisar de um Akihito ein ( ͡° ͜ʖ ͡°) pense nisso~) já que eu passei a ter vontade e interesse em fazer cosplay, mas isso eu deixo pra ver depois que me formar em dezembro.
    Enfim, tentei dividir um pouco da minha experiência com cosplay e como eu enxergo a pratica num geral, espero que tenha ficado compreensível XD

    Parabéns pelo post e por compartilhar com as pessoas um pouco dessa lindíssima arte, beijos <33

    -Leonardo Bonkoski

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    1. Olá, Bonkoski!

      Hahah, esse problema de nunca ter ido em um evento de anime por puro preconceito é muito comum a várias pessoas, eu acho. Mas, apesar de ter sim um povo baderneiro, como em qualquer lugar, acho que esse Anime Friends foi bastante tranquilo em termos de bagunça.

      Entendi! HAHAHA que incrível, não é? No caso, ver como os cosplayers se comportam, você diz. Mas poxa, que legal que ver cosplays foi algo que te ganhou à primeira vista; eu mesma, quando sugeri aquilo, não sabia se você ia curtir minimamente, só joguei a ideia da experiência e fico feliz que tenha se divertido! Seu cosplay ficou muito legal (e não sou eu que tô dizendo isso, aquela menina concordou, haha *^_^*)

      Enfim, se posso abstrair isso do seu comentário complexo e poético (!), eu é quem fico feliz de ter podido te contagiar com essa apreciação grande que eu tenho por cosplay. *^_^* É verdade, um hobby pode ser um grande motivador pra sua vida, como tudo em que você investe emocionalmente, e é por isso que eu super defendo que cosplay é uma atividade muito interessante, enriquecedora e positiva, a despeito do que se fala de mal por aí. Na minha experiência: não, não é mil maravilhas; dá trabalho sim, você precisa ter paciência, dinheiro e tempo de sobra (palavras do Edge Aoshi que eu levo pra vida); mas é muito divertido!

      Enfim, Bon, muito obrigada pela visita e pelo comentário, e até mais! :) E quem sabe um outro dia não fazemos outro cosplay, não é mesmo? ^_-

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