Bem vindo ao Blog Not Loli! Estamos em construção no momento! Siga-nos nas redes sociais!icones redesPesquise algum tópico: search
Parceiros parceiros

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Filme: Suki-tte ii na yo. - Quando o amor brota dos lugares mais inesperados.

 

Olá! Venho hoje aqui para trazer os meus comentários sobre um filme live action que foi lançado no ano passado, baseado em um mangá que por sua vez virou anime e que, por sua vez, virou um dos meus shoujos favoritos.

Eu já resenhei o anime de Suki-tte ii na yo. aqui no blog; foi uma das primeiras resenhas desse blog e, na época, esse anime me tocou muito fortemente. Uma, porque eu realmente vejo meu eu de ~17 anos na Mei Tachibana - aquela garota quieta, de poucos amigos, francamente irritada com a idiotice geral e, bem, o que se pode esperar de uma garota colegial de poucos amigos. Outra, porque o anime é extremamente doce. É muito fofo, muito feliz, bem produzido e muito tudo de bom.

E então? Bem. Acontece que eu, precisando de uma segunda dose de açúcar no coração, recentemente resolvi assistir o filme live action de Suki-tte ii na yo., que estreou no dia 12 de Julho do ano passado nos cinemas no Japão, com 1h42 de duração, sob a direção de Asako Hyuga. E aí, o que eu achei do filme?


Sinceramente? Já assisti melhores. Não, não é como se eu esperasse um blockbuster americano cheio de CGs aqui. Mas, mesmo sem ter nenhuma expectativa absurda, a produção do filme deixou a desejar - especialmente em relação ao trailer que foi lançado antes da estréia, com direito a música da boyband inglesa One Direction (sério! De verdade!) e tudo mais.

Acho que o filme não tocou essa música; aliás, o filme tocou pouquíssimas músicas. A trilha sonora foi um dos pontos que mais deixou a desejar, especialmente se comparado à ótima trilha do anime. Visualmente, o filme é bem padrão, mas eu também tenho um problema pessoal com as aparências dos atores. Por mais que eu ache o Sota Fukushi um gatinho, por exemplo, ou o Tasuku Nagase - pera, talvez não?? - diria que os atores não parecem tão joviais a ponto de serem confundidos com estudantes colegiais, e um pouco mais de maquiagem provavelmente teria funcionado melhor.

A produção do filme meio que deixa a desejar em várias partes, mas, incrivelmente, a aparência adulta dos atores é uma das minhas principais queixas. (Os atores também não são aquelas coisas, mas é um live action japonês, então essa parte a gente pula como "óbvio demais".) Talvez eu estivesse com expectativas altas por gostar do anime e acreditar que ele é relativamente popular e de qualidade, mas acredito que a produção em geral podia ter sido bem melhor, e pelo que li na Internet, não fui só eu - os fãs do mangá ou do anime, em geral, tendem a desgostar do filme.

E aí? Vamos falar das partes boas, então?

A história segue exatamente a história contada no anime, o que eu acredito ser apenas o começo do mangá. O que significa que ela é boa, se não extremamente condensada - quer dizer, são 6 horas de anime para 1h40 de filme. Tudo ficou muito rápido, e alguns eventos parecem mal explicados pra quem já viu a história completa, mas, ao mesmo tempo, está tudo ali, apenas algumas coisas ficaram rápidas ou subentendidas. Então, pra quem queria uma introdução curta e grossa à história de Suki-tte ii na yo., e sobretudo aos bons personagens, às suas frases e reflexões, o formato de filme foi uma boa pedida. E claro que fica a recomendação pra conferir as outras mídias depois.

E por falar nos personagens, o filme os traz sem tirar nem pôr, à exceção da aparência. O "ar" deles permanece - a garota simples Mei, o playboy tímido Yamato, todos estão fiéis aos originais e, mesmo tendo assistido o anime há um tempo, lembrei na hora de cada um ao bater o olho, porque são marcantes e não foram nem um pouco distorcidos.

A delicadeza do anime se mantém, e esse é um outro ponto fortíssimo. Ainda que a atuação não seja aquelas coisas, as cenas dos casais são adoráveis - como de praxe dos romances live action japoneses, os beijos técnicos são realmente técnicos, mas isso passa uma sensação de ingenuidade boa, e até uma cena de sexo (spoiler? Mais ou menos!) é tratada com muita delicadeza. Então, esse é um ponto muito forte: a sensibilidade e ingenuidade que o anime consegue transmitir estão aqui também, e isso fez com que eu perdoasse vários dos defeitos mais técnicos do filme.

Além disso, eu confesso que não tenho o hábito de assistir filmes live action japoneses - e essa é uma coisa que eu quero começar a fazer com maior frequência! - mas uma coisa que eu notei aqui e em outros filmes que eu assisti é que a direção de fotografia (影監督, satsuei kantoku) é muito boa, e valoriza os cenários. A paleta de cores, meio dessaturada, é confortável. Quer dizer, todo o visual é meio padrão-romance-japonês, mas eu gosto bastante desse padrão, então.

Em conclusão, o que eu tenho a dizer sobre esse filme é: aquém das expectativas; um resumo da série pra quem sentiu saudades, mas que não se equipara ao original, na minha visão pessoal.  Bastante simples. Bastante apressado. Bastante fofo. Recomendo a quem gosta do gênero? Como fã da série, recomendo sim pra quem não conhece, porque a história está lá e é boa. Mas se puder dar uma oportunidade para o anime ou o mangá, dê. Vale muito mais a pena.

Nenhum comentário:

Postar um comentário