sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Isso não é pra menina/o!" - Falando de demografias a partir de Code Geass.

Uma representação dos ânimos da blogosfera.

Olá gente! Tudo bem?

Hoje eu vim aqui para postar sobre uma coisa que, pessoalmente, me aflige bastante, e eu gostaria de compartilhar meus palpites: demografias de mangá - ou categorias demográficas, aqui chamadas de "demografias" pra simplificar. Em particular, a demografia shoujo, o que as pessoas entendem por shoujo e o que é, de fato, shoujo, a partir da perspectiva de uma franquia de anime, mangá e etc. que por sinal é minha favorita: Code Geass.

Adianto que eu não sou nenhuma autoridade em shoujo pra afirmar nada. O que eu estou fazendo aqui (e no próximo post, que sai amanhã!) é apenas procurando ampliar horizontes de quem não tem muito contato com esse gênero. Eu me considero fã de shoujo há uns dez anos (se contar os "animes da infância", como Sailor Moon [comentários] e Sakura Card Captors, ainda mais) e por isso li, assisti e aprendi bastante coisa nesse tempo, acompanhei mudanças de tendências na indústria e, enfim, tenho pensamentos para compartilhar. Para alguém com mais autoridade - e pra quem tiver curiosidade de realmente saber mais - eu recomendo o blog Shoujo Café, da Valéria Fernandes, que de fato é conhecedora e seu blog é bastante informativo a respeito desse gênero!

Esse post, por outro lado, limita-se a discutir o que é e o que deixa de ser shoujo por conta do rebuliço dos efeitos que uma campanha que surgiu em meados do ano passado, a "Campanha Shoujos no Brasil", têm gerado. Eu não sei o quanto foi escrito sobre isso por aí porque, confesso, mal tenho acompanhado a blogosfera nos últimos meses por causa dos trabalhos !! (´ヘ`) mas ainda assim, tenho um Twitter, leio posts às vezes, converso com pessoas pelo Facebook, e tenho uma noção dos lançamentos que estão acontecendo, como os que já comentei aqui. Então eu também estou sabendo de certas posturas bem ridículas adotadas por representantes de algumas editoras, com frases no naipe de "Vocês queriam shoujo? Agora comprem!" (parabéns, qualquer empresa vai longe com um marketing assim) e "Não publicamos porque shoujo não vende", como já comentei no post anterior...



Enfim, a despeito dessas posturas totalmente positivas e lógicas, não é sobre isso que eu vim falar hoje. Até porque eu ando com peso na consciência - ainda não comprei Not Simple nem Croquis porque nenhum dos dois chegaram nas bancas daqui e vou ter que pedir online, e também parei de comprar Usagi Drop pelo motivo simples de que estou sem dinheiro, nesse momento, pra investir em um mangá com 10 volumes a R$20 (uma série que custa 200 reais portanto). (Propaganda sem-vergonha: por favor visitem meu brechó! Colaborem com meu consumismo de produtos asiáticos??) 
Mas eu gostei da notícia do lançamento de Wish, mesmo pessoalmente não gostando de Clamp, por ser um mangá curto e que deve atiçar a curiosidade de muitos. Gostei menos da notícia do lançamento de Ao Haru Ride, apesar de ter gostado relativamente do anime (resenha). Sim, foi o shoujo mais vendido do ano no Japão - um país com um mercado bastante diferente do nosso, por motivos óbvios. Não pretendo comprar Ao Haru Ride porque é uma série mais longa do que meu carinho por ela, mas torço sim pra que dê muito certo, e o público interessado (que sei que existe) consiga comprar.

Mas ao final de tudo isso, fica a questão: Por que quando um mangá shoujo não vende no Brasil, ele não vende "porque é shoujo", e quando um seinen ou um shounen não vende, ele não vende por outros motivos? Questiono além: não deveria ser exatamente o contrário, já que o mercado de seinen e - principalmente - shounen no Brasil é saturado, e o de shoujo é pífio? Será que é porque quem é fã de anime e gasta dinheiro com shoujo também costuma gastar com shounen e seinen, e quem é fã de shounen e seinen não gasta com shoujo (afinal machismo existe)? Bem... eu não sei dizer, mas fica aí pra comentarem e discutirem.

Era só isso que eu queria dizer sobre o mercado editorial brasileiro hoje.



Voltemos ao tema original do post. O tema original é: o que é shoujo, e Code Geass. Já comentei aqui sobre como, ano vai, ano vem, ainda considero Code Geass minha série de anime favorita, tenho uma ligação afetiva e coisa e tal. Ainda assim, como eu falei naquele post, nunca tinha lido o mangá de Code Geass. Porque Code Geass é uma série original pra anime - o que por si só tira minha vontade de ler as adaptações - e eu também tinha ouvido falar que o mangá era ruim, então nunca tive vontade. Quando saiu no Brasil, em 2011, meu hype era ainda menor, então deixei pra lá.

Recentemente, eu consegui (finalmente) os mangás de Suzaku do Contraataque ("Hankou no Suzaku" no original), spin-off de Code Geass, e pude lê-los e conferir as diferenças entre o anime e o mangá. Os mangás são basicamente versões condensadas do anime, com um resumo bem resumido dos fatos, e da demografia "shoujo". O fato de os mangás de Code Geass (Suzaku do Contraataque e Lelouch da Rebelião) serem categorizados como shoujo também já foi comentado por muita gente, nada de novo até aqui.

"Por que shoujo? Porque tem romance?" Não! Porque foi publicado em uma revista shoujo, a finada Beans Ace, que também publicou séries como Zone-00 e adaptações/spin-offs de séries como Blood+ e Chrome Shelled Regios. Afinal, é assim que funciona demografia: mangá publicado em revista shoujo é shoujo. Pra quem não sabia, bem vindo ao mercado editorial japonês.
A título de curiosidade, o mangá de Lelouch da Rebelião também é shoujo, e foi publicado na Gekkan Asuka, de séries como D.N.Angel ("não é shounen?" "não"), Uragiri wa Boku no Namae wo Shitteiru ("não é yaoi?" "não"), X ("tem certeza que não é shounen nem yaoi?" "sim") e o já mencionado Wish ("mas..." "não"), entre outras como O Maestro e spin-offs de séries como Darker than Black e Evangelion. Tudo shoujo.

Enfim, o que eu queria dizer, em primeiro lugar, era isso: que um mangá não é shoujo "porque ele tem romance", o que devia ser óbvio uma vez que tem muito shounen com romance e shoujo sem romance.
Um mangá é shoujo porque ele foi publicado em uma revista de mangá shoujo, e revistas shoujo tendem a focar suas publicações e propaganda no "público feminino jovem japonês". Isso também não significa, automaticamente, que o público feminino jovem vai gostar da revista e que outros segmentos populacionais estão de fora; isso significa, na realidade, que revistas começaram a ser vendidas para um mercado segmentado por sexo e faixa etária, e as classificações - shounen, seinen, shoujo, etc. - permaneceram.
Na realidade, o público feminino jovem real pode até acabar rejeitando essa revista. Pasmem, pode até ser que outros públicos se interessem pelas suas publicações (já mencionei X hoje?). Afinal, uma demografia só corresponde ao perfil de público que a obra procura atingir mais mais decisivamente; não deve ser, de forma nenhuma, uma catraca. Um P.S.: isso vale mais ainda para o Brasil, onde você certamente não vai ser tachado de menininha por comprar uma revista de séries shoujo. Até porque não tem revistas de mangá aqui. :O!! Mas vale dizer que a regra do "mulheres consomem o que homens consomem; homens não consomem o que mulheres consomem" também atua - e muito - aqui.

Enfim, depois vou exemplificar com algumas séries shoujo que eu gosto muito e que são bem diferentes entre si, a título de curiosidade. Voltemos (de novo) a Code Geass.

Por que muita gente comentou, na época, o fato de o mangá ser shoujo? Porque isso não correspondia, em teoria, ao apelo demográfico do anime. Séries de anime não tem demografias como "shoujo" e "shounen", mas, se nos guiarmos por dados como o timeslot em que foi exibida e seus clichês (clichês são apenas clichês!) podemos concluir que a primeira temporada (exibida tarde da noite, com momentos sanguinolentos, paleta escura, mechas, Gainaxing boobs e etc.) tem características que a aproximariam do gênero seinen, e a segunda (exibida tarde de Domingo, paleta mais clara, menos temáticas sérias, etc.) do shounen. Em outras palavras, a primeira tem clichês típicos de séries para homens mais velhos, e a segunda, de séries para garotos mais jovens. O que não significa de maneira alguma que mulheres não tenham gostado e dado muita audiência (e dinheiro) pra Code Geass, como qualquer de Code Geass provavelmente sabe. (Nota importante: isso tudo são imagens reais, vendidas em produtos oficiais da série. E eu só coloquei 10% da minha pasta de imagens oficiais de Code Geass. Prometo: tem piores/melhores.)

A questão é: o mangá de Code Geass começou a ser publicado, na época em que o anime saiu, visando, em teoria, expandir o público da franquia; daí shoujo. "E o que eles fizeram pra isso? Colocaram romance? Uma protagonista feminina? Brilhos? Gays? Um harém de rapazes com um príncipe encantado no meio?" - o leitor, supostamente versado em clichês de shoujo, se pergunta. E eu respondo: Não! Eles... tiraram os mechas.

Sim, claro, porque afinal, que mulher que se preze gosta de mecha?


(favor colocar Just Communication ou Zankoku na Tenshi no Teeze pra tocar durante esse momento do post.)


Afinal, série com robô é, por definição, um negócio másculo.

Mais yaoi que *grita* Togainu muito yaoi *grita* DMMd por aí.

Sempre foi assim, e sempre será.
 
 

É só parar pra olhar as produções da época de Code Geass.
 
   
Eu quase deixei Gundam 00 de fora porque é trapaça.

Ou de antes.


Ou depois.
 
 
Sobre Star Driver: Miyabi/Reiji é mais canon que Schneizel e Kanon.

Fica claro que nunca fizeram um esforço...


Porque não adianta insistir no que não vende.


Uma série de mecha nunca foi bem sucedida por causa de mulheres.
 
   
 
Um shoujo de mecha bem sucedido, então? Impossível.

Se estiver fazendo um drinking game, vire o copo porque Clamp!

Enfim, não tem jeito, mulheres realmente não gostam de mecha, como apontam os dados.
 
Na boa, quem lembra de AM Driver? Isso é piada interna de loka fanfiqueira, certeza.

(P.S.: Eu confesso que deliberadamente deixei alguns Gundam de fora das imagens acima pra não dizerem que é perseguição.)

...

Bem, espero ter passado a mensagem. Se ainda não ficou suficientemente clara, não existe nada do tipo "mulheres não gostam de mecha". E não dá nem pra dizer se gostam mais ou menos que homens no geral, porque é difícil mensurar de uma maneira geral a popularidade de cada série entre pessoas de diferentes gêneros e fazer uma média; esse também não é meu propósito aqui. O que eu quero deixar claro é que, de fato, mecha é até um gênero bastante popular entre mulheres, em particular as fãs de BL (ou as "fujoshis", que são um grande público consumidor). Existe uma parcela expressiva de fãs de anime de mecha do sexo feminino, tão expressiva que tem esses produtos todos aí pra consumirem.

Claro que é uma generalização grosseira falar que público de anime de bishounen e BL é automaticamente mulher, mas é uma tendência que fanservice BL atrai um público feminino maior. Se os estúdios têm feito isso há tantos anos em séries de mecha, bem, é no mínimo sinal de que as mulheres não foram repelidas pelos másculos e excludentes robôs e que algo deu certo, né. Vamos lembrar que Sekaiichi Hatsukoi ficou em segundo nessa enquete divulgada no blog Blyme, perdendo apenas para: Gundam Seed Destiny. Que é mecha. É Gundam. Enfim.
Edit: Se ainda faltavam provas de que robôs mais atraem que repelem mulheres, que tal ler essa pesquisa de 2009 - mais ou menos a época em que o mangá de Code Geass foi lançado? 

"Oras, então por que raios chamaram esse mangá de shoujo e não de shounen se a única mudança foi 'mecha'?" o leitor pode estar se perguntando, pois de acordo com sua crença isso significaria que essa versão, por ser shoujo, é uma versão "pra mulheres" enquanto a original é mais "pra homens". Meu palpite pessoal é: jogada de marketing pra ampliar o público o máximo possível.

Mecha costuma ser uma característica de séries shounen/seinen. De fato, Rayearth é o único shoujo publicado originalmente como "mecha" que eu conheço, mas não foi mal sucedido. Acontece que se convencionou que robôs são coisa de shounen ou "pra garotos" por razões históricas e sociais - vamos lembrar das origens do gênero mecha, bem como de dados sobre mulheres nas Engenharias, etc. - e portanto supõe-se que tem mais mulheres jovens do que homens no grupo de pessoas que não gostam de mecha, mas gostam de guerra/drama. Assim, é estratégico que uma versão sem mechas seja publicada em uma revista shoujo.

Mas demografias são alicerçadas em estereótipos de gênero. É um suporte. E a indústria tem plena consciência disso. A indústria tem tanta consciência disso que todas aquelas imagens que eu linkei lá em cima, na frase "como qualquer de Code Geass provavelmente sabe" são imagens oficiais de Code Geass com um apelo homoerótico explicitamente pra parcela de fãs "fujoshis", que é significativa. E esse mesmo fanservice também é reduzido no mangá. Assim, o propósito do mangá nunca foi exatamente expandir a franquia atingindo "As Mulheres" (essas criaturas ora fictícias, ora exóticas, né). A mensagem é, essencialmente: "pra quem não gosta de mecha, aqui nosso universo alternativo, por favor comprem".
[P.S.: Ouso dizer ainda (mas essa parte é só achismo meu, então não levem a sério!) que, por ter sido lançado praticamente junto com o anime, foi uma jogada pra captar quem 'quase curtiu' o anime. É fato que mulheres jovens gostam de shounen (especialmente aqueles com bishounen; Code Geass se inclui nisso) mas existe um limite de quantos closes de bundas e peitos de personagens femininas e etc. é tolerável, e provavelmente ficaram com medo de passar do ponto. É algo que vale pesquisar.]

Enfim, não significa que o pessoal da indústria acredita que aquilo vai vender exclusivamente (ou sequer "mais") pra quem corresponde, em teoria, à demografia. Essa é a questão: a indústria de anime e mangá - sobretudo a de anime, em particular, que nunca precisou ter demografia específica - está permeada por isso. Não é só mecha que se baseia em esterótipo de gênero que é insuficiente. É shounen pra mulher, é shoujo pra homem, hoje em dia tudo isso se configurou. Espontaneamente. A partir do público real desejoso por coisas que não tinham nas séries voltadas pra eles.

Em anime, que não tem demografia, isso é ainda mais óbvio. Já falei de mecha, certo? Então vamos falar do gênero mahou shoujo, que (como eu vivo reclamando) na década de 90 produzia séries de sucesso como Bishoujo Senshi Sailor Moon e Shoujo Kakumei Utena, com grande apelo pra garotas pré/adolescentes, sendo que séries de sucesso posteriores, como Mahou Shoujo Lyrical Nanoha e Mahou Shoujo Madoka Magica, tem grandes fanbases masculinas - pra não mencionar séries como Pretty Cure, com apelo pra crianças mais novas. Não dá pra negar que o gênero começou com séries para garotas, e seu público mudou radicalmente. Hoje em dia mahou shoujo que visa o público masculino é uma tendência. Essas séries em geral são de anime, então não podem ser classificadas em "shoujo" ou "shounen", mas têm origem em histórias do gênero shoujo.

Ainda assim, emblemático é o fato de que essas séries, quando em mangá, são serializadas em revistas shounen, não mais em shoujo. Ironicamente, hoje existem revistas shounen voltadas pra garotas, mas não revistas shoujo voltadas pra garotos. É algo a se pensar. No fim das contas, não dá pra falar em demografia sem falar em sexismo - e bem, machismo é algo forte na sociedade japonesa, sabemos - mas esse também não é o ponto que eu quero tratar aqui. A questão é: uma demografia denota apenas alguns clichês e estereótipos, e de forma alguma dá conta do público real. O que o público real demanda é o que irá configurar as tendências, e não o contrário - porque por bem ou por mal o mercado japonês é suficientemente esperto. Assim, se rapazes passarem a querer mais romance, séries como Shigatsu wa Kimi no Uso (dica: mangá shounen popular, atual, com romance/drama proeminente e sem "fanservice gritante"!) tenderão a se proliferar nas revistas, é assim que funciona.

Eu não sou a primeira pessoa (posso até deixar um link aqui, não vou procurar outros agora) e dificilmente vou ser a última a falar sobre essa questão - de como essas categorias demográficas, em resumo, dizem muito menos do que é a obra em si ou do seu público real, muito mais do público alvo que possuía ao ser concebida. Mas isso é algo que precisa ser reforçado, sobretudo por aqui. Precisa, porque muita gente faz generalizações absurdas baseadas em 2 ou 3 obras que conhecem de um outro gênero e tem muito preconceito, o que é danoso pro próprio mercado. E o pior: não sabem que isso é um preconceito, porque é reforçada por outras pessoas igualmente desconhecedoras e nunca dá uma chance para o resto. É claro que nisso o gênero shoujo sofre mais preconceito, por causa do que já foi mencionado aqui: "é mais OK que meninas consumam produtos para meninos do que o contrário". Portanto, a tendência é que tenha mais gente que desconhece shoujo palpitando e divulgando informações errôneas, com frases como "shoujo é tudo romance colegial clichê!" (mentira horrível) e coisas do tipo. Mas como o machismo no fandom de anime não tem limites, sei que estou provavelmente gastando meu teclado aqui, então vamos pro próximo parágrafo.

Enfim, também falo por experiência própria; já tive épocas de rejeitar até BL e seinen, que são alguns dos meus gêneros (clichês? demografias?) favoritos hoje. Depois de anos assistindo várias coisas de vários gêneros, posso dizer com mais segurança que assisto de tudo, mas tenho algumas preferências na hora de escolher, porque não dá pra dar conta de tudo. Shounen, por exemplo, não é uma delas, mas isso não me impede de adorar Hunter x Hunter ou JoJo's Bizarre Adventures. E não pense que isso é tão simples quanto "claro, porque eu sou uma mulher velha", porque são mulheres da minha faixa etária que estão vendendo doujinshi de shounen na Comiket.

No fim... bem. Eu prometi que iria exemplificar com algumas séries shoujo que eu gosto muito e que são bem diferentes entre si, a título de curiosidade. Mas vou deixar isso pro próximo post, que eu tenho uma coisa mais legal preparada "em parceria" com a Hinata, do blog Doce Anime. ♡ Então, até a próxima, e espero que o post tenha sido (ao menos minimamente) informativo! Sintam-se livres para discutir e colocarem suas opiniões nos comentários, concordando ou discordando! Até mais!~ (◠‿◠✿)

8 comentários:

  1. Yoooo belezura!
    Enfim, tanta coisa que não sei por onde começar.....
    Bem, uma das coisas que mais me faz sofrer é esse machismo que tem aqui no brasil, onde o que só vende é shounen e hentai e shoujo são aquelas historinhas bobinhas para menininhas apaixonadas! Cansei de rodar bancas e bancas e só achar hentais ou shounens com aquele monte de bunda e peito! Os mangás shoujo tenho que comprar tudo online, pois onde eu moro as bancas num compram shoujos ou yaois/shounen-ai, aliás, o único romance gay que vi na banca da minha cidade, foi Loveless e isso que só tinham dois mangás Ç.Ç. Esses dias eu fiquei muito puta quando eu vi uma pessoa pedindo para a Panini publicar Kimi No Iru Machi.....Veí aquele mangá é uma merda! Se pelo menos tivessem continuado com o enredo e história tudo bem! Porém, colocaram um ecchi e harém super forçados e ainda por cima destruíram com todo o enredo! Sem mencionar que a Panini já publica uma penca de ecchis e shounens! Okss que ela publicará Ao Haru Ride e também já publicou diversos shoujos, eu realmente sou muito agradecida por isso, porém foi graças a essa campanha mais shoujos para o Brasil, enquanto para termos shoujos temos que fazer campanhas e campanhas para lançarem shounen/ecchis é em dois tapas!
    Eu também não entendo porque shoujo tem que ser coisa só de mulher! Afinal, tem muita mulher que não curte shoujo e prefere assistir aos shounens e seines cheios de sangue e lutas, porém todo o homem que curte shoujo é tachado de gay =/, o pior de tudo que isso é tão forte, mas tão forte que até mesmo nós, nem que seja por um breve momento pensamos assim também!
    Eu sempre fiquei me perguntando o que classificava um anime em shoujo e shounen, nunca imaginei que fossem pelas revistas, sempre imaginei que o mangaká estipulasse isso, bem..de certa forma ele estipula o público alvo, porém não imaginava que o que oficializava era em qual revista seria publicada. Aliás, aproveitando essa deixa, muita gente acha que Inu X Boku SS é shoujo, porém pasme! É UM SHOUNEN! Quando eu vi quase não acreditei! Sem mencionar, que sendo assim meu anime favorito não é um shoujo e sim um shounen!
    O problema é que as pessoas generalizam muito! Por exemplo: quando se ouve em shounen você pensa em uma história com lutas, ação, um protagonista que do nada vira fodão e quem sabe no meio dessa história apareça peitos e bundas. Quando se pensa em shoujo vem aquela velha história "romance colegial purpurinado", porém eu já vi muito shounen com mais romance, drama e menos luta do que vários shoujos! Mas o pessoal antes mesmo de conferir e conhecer acaba se guiando pelos esteriótipos!
    Enfim, pelo menos ultimamente tenho visto isso melhorar, tem um grupo no facebook que fala de shoujo, principalmente de Ookami e uma das pessoas que mais movimenta e comenta por lá é um rapaz! Aliás, nesse mesmo grupo já vi outros rapazes comentado e pedindo por recomendações de shoujos ^^
    Adorei o post >/////////<, já sabe falou em shoujo, falou comigo *------*
    Alias, corri para ver o blog Shoujo café *u*
    Kiss

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    1. Ooi Hinata-chan! (◠‿◠✿) E aí, como você está?~
      HAHAH eu sei, é muita coisa mesmo. Por isso que eu levei um bom tempo escrevendo esse post.
      Sobre o que você falou, que tudo que tem de shoujo aqui são "aquelas historinhas bobinhas para menininhas apaixonadas"... acho que é isso que eu sinto também! E tem muito, muito shoujo com um apelo diferente, empoderador e tal que nunca vai chegar numa banca brasileira. Aí vale perguntar, né... será que shoujo não vende porque não tem interesse, ou porque não se tem interesse em distribuir, em diversificar as publicações, etc...?
      Também tenho que comprar online quando quero um shoujo ou yaoi, porque aqui nunca chega, e sim, tem bastante ecchi e shounen em publicação. Eu já vi mangás shoujo em eventos de anime aqui, mas em bancas, nunca. Yaoi "de verdade" (que nem os da NewPop), aliás, não vi nem em eventos. Vai ter um estande da NewPop no próximo evento aqui, então espero conseguir comprar Croquis. Mas tá difícil.
      E é verdade. Aqui no Brasil, eu conheço muito homem mais velho que curte shoujo, na verdade, mas pré/adolescente é mais raro... por outro lado conheço mulheres de todas as idades que gostam de shounen/seinen. Acho que isso acontece porque, realmente, o Brasil associa muito "mangá/anime" com o típico shounen de lutinha.
      Eu também não sabia que Inu X Boku SS era shounen! Também acontece muito isso comigo, de eu gostar de uma série mas não saber qual é a demografia dela porque ela poderia se encaixar em várias, haha.
      Humm, que grupo é esse? :o Eu conheço o da Campanha Shoujos no Brasil, que tem bastante gente comentando...
      Enfim, fico feliz que tenha gostado do post!! ♡ Estou terminando o outro (com o "questionário") agora, e logo mais postarei!
      Enfim, como sempre, obrigada pela visita e pelo comentário e por expor suas opiniões também! (*^_^*)
      Bjs e até mais,
      - Chell @ Not Loli!

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  2. Olá! É a primeira vez que estou lendo esse blog, e de cara gostei, pelo fato de ter uma matéria de Code Geass. É a mimha série favorita também (a propósito, sou garota).
    Também estou ciente dessa confusão em relação ao mangá, sobre ser considerado shoujo.
    Em primeiro lugar, gostearia de desmne tir que o mangá é ruim (me refiro ao original, Lelouch of the Rebellion). Meu primeiro contato foi com o mangá, através dele me interessei a conhecer o anime. De fato, houveram modificações em relação ao anime, mas é preciso relevar que foram apenas oito volumes. Em relação aos spin-off (do Suzaku e Nunnally), nenhum me agradou.
    Sobre essa confusão da demografia do mangá, ela também é compreensível. Devemos lembrar que aqui no BRASIL, os mangá não são publicados em revistas, e sim separadamente. dieia que nós (ou a maioria) avaliamos a demografia de acordo com o foco, o enredo e o tema da história. Acho que por isso se deve a confusão
    De qualquer forma, o relevante é que Code Geass é ótimo e sim, o mangá (Lelouch of the Rebellion) merece e deve ser lido. O triste é que a versão online está incompleta.

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    1. Nota: Gostaria*/ desmentir*/ Diria* (problemas de digitação no celular, haha)

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    2. Olá! Muito prazer, e fico feliz que tenha gostado! ♡ (sem problemas com os erros de digitação, eu realmente nem consigo digitar no celular, rs)

      Eu ainda não li o mangá original, mas pessoalmente não achei ruim o Suzaku of the Counterattack ruim (apesar de bastante condensado/corrido, claro, já que é o anime todo em 2 volumes). Também li um pouco do NoN na internet há muito tempo, e não curti, não.

      Sobre demografias, eu concordo que a confusão é compreensível, mas o que há, de fato, é muita desinformação. Desinformação a respeito do mercado editorial japonês de uma forma mais ampla, mesmo... não me surpreende mais pessoas que sabem o que é uma Shounen Jump e que até aprenderam bastante através de mangás como Bakuman ou Genshiken, mas isso é totalmente diferente de ler um texto informativo, e eles também não dizem muito muito sobre demografias em geral (leia-se: além de shounen). Ignorância não é uma ofensa, mas quando as pessoas que supostamente deviam ser especialistas divulgam e perpetuam informação errônea - que é algo que vem acontecendo muito, particularmente através das posturas antiéticas de certas editoras e coisa e tal... - eu começo a ver um problema, e é um problema sério com o fandom de mangás no Brasil, na minha opinião.

      Enfim, não vou me estender mais nesse ponto. Mas concordo que Code Geass é uma série ótima (não é à toa que é minha favorita, haha) e pretendo ler o Lelouch da Rebelião também assim que tiver a oportunidade! :) Ah, obrigada pela dica!

      Obrigada pela visita e pelo comentário, e até mais!~ ♡

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  3. Cheguei aqui através do seu artigo sobre personagens femininas preferidas (e estou com outros abertos, esse é só o primeiro que leio, não estranhe se aparecerem outros comentários), e achei-o um excelente complemento a artigos que explicam o que são as demografias.

    Por sinal, escrevi um faz uns anos atrás, e por sinal, estou editando-o agora para incluir link para esse seu artigo o/

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    1. Oi, Fábio! Tudo bem?
      (Peço desculpas pelo post de Rakugo Shinjuu 9, que é importante e eu sei que ainda estou devendo, mas acabei fazendo várias coisas nesses dias... ;_;)
      Muito obrigada pela paciência, pela visita e pela leitura, como sempre! ♡

      Queria ler esse artigo, também, se puder me passar! Acho que é sempre difícil falar de demografias para um público como o brasileiro, que não tem isso tão definido. Fica uma coisa meio chata, mas demografias são importantes para o mercado japonês e para a cultura japonesa, acho. Enfim, muito obrigada mesmo, fico feliz que tenha gostado! Até mais!~

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  4. Ah, esqueci do mais importante =D

    É um artigo bem simples e em tom sarcástico (porque eu fico exasperado mesmo que as pessoas continuem confundindo gênero com demografia não importa quantas vezes isso seja explicado). Penso em reescrever algumas partes e relançar (pela terceira vez: originalmente ele nem foi publicado no meu blog, que não existia ainda).

    Aqui está: http://anime21.blog.br/2015/01/07/shonen-e-romance-shoujo-e-porrada-ou-publico-alvo-e-genero/ =)

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