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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Filme: Majokko Shimai no Yoyo to Nene - Os encantos da bruxinha Yoyo, e "o mundo é belo afinal".


Olá, gente! Pra fechar o ano de 2014 por aqui, hoje eu queria falar um pouquinho de um filme animado que assisti recentemente. Seu nome é Majokko Shimai no Yoyo to Nene, ou, em tradução, "irmãs mágicas Yoyo e Nene".

Esse filme estreou quase que exatamente um ano atrás, dia 28 de Dezembro de 2013. Animado pelos estúdios da empresa Ufotable (Kara no Kyoukai, Fate/Zero, Fate/stay night: Unlimited Blade Works (TV) [comentários]), esse é um filme infantil que captura a essência dos animes de magia, particularmente dos mahou shoujo e que, somado a uma animação fabulosa, deixa até os espectadores de boca aberta com os encantos (literalmente!) da bruxinha Yoyo.


A história começa da seguinte forma: temos duas irmãs, que são as irmãs do título, e elas são espécies de magas ou bruxas que vivem em um universo paralelo ao nosso - um universo de magia, com bruxas e criaturas místicas e coisa e tal. Um belo dia, uma delas entra em um elevador e vai parar em outro universo. Que universo? Bem... o nosso universo. Um universo normal, com um monte de gente e sem magas ou criaturas bizarras, muito menos pais se tornando criaturas bizarras.

Ou será que não?


Pois é, não. Coisas bizarras começam a acontecer na nossa Terra, mas o mundo mágico não está menos distorcido. É assim que a bruxinha Yoyo vai parar na casa do garoto cético (e que detesta magia) Takahiro, e um tem que aprender a lidar com o universo do outro. Takahiro precisa aceitar o fato de que só Yoyo pode desfazer uma maldição que transformou seus pais em criaturas estranhas, e Yoyo precisa aceitar as limitações que seu poder possui naquele universo, pra começo de conversa. E isso "pra começo de conversa", porque é claro que as coisas não são tão fáceis de serem resolvidas quanto parece, e os dois acabam formando um forte laço de ajuda e compreensão mutual.

O plano de fundo é de simples compreensão, e bem explicado. A história se fundamenta na ideia de que "todos temos magia em nós", e a explicação aqui é de que a Terra não permite que usemos magia, pois precisa da nossa força mágica pra existir, e esse descontrole causa problemas para ambos os universos. A primeira metade do filme, então, foca no lado do slice of life e na descoberta da Terra pela bruxinha Yoyo, mas conforme desafios surgem - sendo o ápice em um festival em que ela se dá conta de que deveria ser mais cautelosa, já que sua magia é limitada naquele universo - ela passa a ter uma meta muito clara, que é, claro, a de reverter todo aquele caos entre os dois mundos, e então a segunda metade do filme foca na compreensão e na resolução daquela situação.



A história em si não tem grandes conceitos inovadores, não. Mas o destaque é a linda execução. O filme fascina por conta da sua animação. O estúdio da Ufotable é competente, mas aqui ele se saiu especialmente bem. Todo o filme é um espetáculo visual que faz com que a pessoa, especialmente a criança, entre no mundo da fantasia, pois sempre que a personagem evoca magia é incrível: flashes, luzes, coloridos intensos, brilhos e estrelinhas, raios multicoloridos, tudo é usado para representar os seus feitiços. 
Claro, porque se magia é incrível, nada mais adequado que uma estética mágica. E como a divisão e as diferenças entre o universo "real" e o universo mágico é um dos focos do enredo, essa distinção visual é extremamente adequada. Não que o filme não seja bonitinho e colorido em todos os momentos, afinal é um filme infantil, mas em determinados momentos que a crueldade do mundo real é o foco da cena, também não dispensa o uso de tons mais escuros e visuais mais tristes, então é evidente que essa distinção é algo deliberadamente feito pra, bem, destacar a importância da magia e "magia da vida" e coisa e tal.
E não é só isso, toda a animação é incrível. Destaque também para a direção de fotografia de Igarashi Shinichi; o filme é super artístico em cada um de seus frames. Não falta qualidade aqui.



Os personagens são todos muito fofos, a bruxinha Yoyo - que é a irmã mais velha apesar de ser menorzinha, num tipo de Ookii 1 Nensei to Chiisana 2 Nensei [resenha] da vida - é serelepe e encantadora, e o Takahiro é uma criança que mais tsundere impossível. Assim como os personagens, é fato é que toda a ambientação é muito engraçadinha. E é o deleite visual, somado com a inocência da história - que é um filme infantil, sem censura, dur - e uma comédia levinha, os fatores que fazem de Majokko Shimai no Yoyo to Nene uma experiência gostosa pra pessoas de qualquer idade.


É clichê, provavelmente não é o tipo de filme que "acrescenta" algo pra alguém com mais de 10 anos, mas é o tipo de filme bom pra relaxar - e quiçá curtir algumas lições que são sempre boas de serem lembradas.

Há momentos intensos, como o acontecimento com o Bihaku durante o festival, ou o momento em que Yoyo vê que talvez não consiga voltar pra casa, ou mais ainda, a cena em que Yoyo, com ferimentos e vestida em um yukata simples (algo que visualmente passa uma sensação de que ela é muito "terrestre") observa um bebê chorar... Essa última cena em particular me impactou bastante, porque ela, que até então se colocava como superior por conta da magia, estava agora ali, se encantando com bebezinhos. São cenas um tanto fortes, se você for ver realmente. É um pouco incrível como ela chegou ali, mas isso aconteceu. Agora quando a magia não funciona Yoyo faz as coisas funcionarem do jeito "normal". Ela se desenvolve como personagem, e Takahiro também, mas tudo de forma muito sutil pra ser facilmente digerido pelo espectador.


Todos os conflitos são resolvidos de forma positiva e "tudo termina bem" - aliás, o próprio filme satiriza em um determinado momento essa tendência que as histórias de fantasia infantis têm, de tudo terminar bem, pois até a irmãzinha pequena já sabia que o fim do conto da Yoyo seria "tudo termina bem"! - mas enquanto as coisas estão acontecendo, as cenas são realmente impactantes. E não poderia ser diferente, afinal a mensagem de fundo é literalmente sobre a magia da vida - e de como você tem que fazer as coisas pra elas acontecerem, afinal, nem todo milagre do mundo vai resolver os seus problemas quando eles não tem solução e você não faz por onde.

No fim das contas, esse filme foi uma experiência legal pra mim. Eu gosto bastante de anime de magia, e por mais que não tenha sido super profundo, também não foi aquele nível de clichê que chega a ofender a inteligência. São apenas ideias antigas trabalhadas pra crianças do ano 2013, somadas com um clima super "mahou shoujo" que é inspirador pra qualquer artista, desenhista e criador de bruxinhas fictícias afins (meu caso!). Pra você que gosta de histórias de fantasia e magia, eu super recomendo essa 1h40min de experiência visual intensa e, definitivamente, encantadora.




Foi curto, mas por hoje isso é tudo! ♡ Espero que todos vocês tenham um ótimo ano novo, com muita paz e saúde. Obrigada por visitarem o blog, e um obrigada especial àqueles que comentam e deixam seus feedbacks! Espero que continuem visitando e curtindo o blog, e sintam-se livres, como sempre, pra criticarem (...com educação, por favor) e deixarem sugestões nos comentários! (^_-)

E até ano que vem!! (☞゚∀゚)☞
 

4 comentários:

  1. Olá!!

    Interessante como é colocado a história. Geralmente, quando há magia no meio é por causa da protagonista ter que resolver algum caos, como um vilão e reorganizar a ordem da vida. Fugir do clichê básico já dá um novo tom. E pelo que você falou, mostrar os dois tipos de magias deve ter sido muito bem trabalhado.

    Feliz ano novo. Continuarei visitando-o.

    Até mais

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    Respostas
    1. Oi, Naty! (^◡^) Feliz ano novo!

      Sim, é verdade, tem isso também! A coisa do "escolhido pra salvar o mundo" é bem comum... mas não é esse o caso, elas simplesmente são magas; não tem aquele aspecto de "descobrindo seus novos poderes", e tem um aspecto novo que é "descobrindo o (nosso) mundo". Gostei mesmo da forma que eles trabalharam isso tudo no filme. É singelo, mas é muito bem feito.

      Obrigada! Feliz ano novo pra você também! Espero revê-la! ❤ Até~

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  2. Não conhecia este filme, que pareceu realmente uma lindeza pelas imagens que você colocou pelo post. Eu curti esse colorido e até o design da protagonista.
    Acho agradável assistir filmes infantis vez ou outra porque quando bem feitos eles ajudam a nos relaxar mesmo. Enquanto lia lembrei de Mai Mai Miracle, um anime longa infantil bem fofo também.

    Até mais.

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    1. Olá, Murilo! (^▽^)

      Sim, visualmente ele é lindíssimo. Até eu que tive que assistir em qualidade de video baixa fiquei encantada.

      Concordo que filmes infantis de vez em quando são ótimos pra relaxar. Não conhecia Mai Mai Miracle (pra falar verdade, sou bem por fora de filmes) mas parece muito adorável, e totalmente influenciado pelo estúdio Ghibli, né? Vou tentar conferir qualquer hora!

      Muito obrigada pela visita e pelo comentário, e até mais!

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