quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Anime: Kamisama Hajimemashita - "Prazer, deuses e criaturas bizarras!", disse a garota colegial 100% normal.

 


Olá!~ (◠‿◠✿) A resenha de hoje é pra falar um pouquinho (e fazer uma leeeve propaganda??) de um anime dos mais deliciosos que eu assisti nos últimos tempos. Kamisama Hajimemashita é uma série de anime de 13 episódios, produzida pelo estúdio TMS Entertainment (Gugure! Kokkuri-san [comentários], Hi sCoool! SeHa Girls [comentários]), que foi exibida em 2012, e ganhou uma uma continuação que vai estrear em Janeiro, na próxima temporada de anime. Essa série é baseada no mangá shoujo de mesmo nome, e o quanto ela me agradou foi totalmente inesperado.

A verdade é que eu deixei essa série passar totalmente pelo meu radar quando foi exibida. Isso porque normalmente não me interessam tanto assim "shoujos escolares", muito menos aqueles com criaturas do folcore japonesas e uma protagonista com a cara mais genérica possível.
Acontece que como eu ando numas de "assistir todos os shoujos!" eu resolvi pegar essa série, que a Hinata-chan do blog Ddoce Anime já tinha elogiado tanto, e eu mesma acabei me surpreendendo com o quanto esse anime me deixou feliz.


É isso. Esse foi um anime extremamente feliz e leve de assistir, creio que por três razões principais que me ganham - pessoalmente - em qualquer anime. Mas antes, um resumo da história, pra situar quem não conhece:
Garota é abandonada pelo seu pai, tenta salvar um homem adulto de uma árvore e homem adulto faz bruxaria pra torná-la uma deusa. Ela, a princípio, não gosta nada disso, mas acaba fechando um acordo (com um beijo, claro. Monochrome Factor fez isso melhor, viu /fujoshi) pra salvar sua vida. Agora ela tem um templo pra cuidar, e umas criaturinhas, de quebra: além de dois pequeninos personagens secundários, tem Tomoe, que é um rapaz raposa com uma personalidade nobre, um passado negro (algo meio Noragami [resenha]) e, de quebra, belíssimo.

Ah, sim, foi ele quem a beijou.


Agora, vou falar dos motivos pelos quais eu acabei gostando desse anime, a despeito de sua aparente simplicidade e excesso de clichês.

A primeira: há amor e respeito em Kamisama Hajimemashita. Diferentemente de algumas séries, como Ookami Shoujo to Kuro Ouji [resenha], esse não é o tipo de shoujo em que a protagonista se apaixona de cara por um rapaz bonitinho e ignora todos os defeitos dele. No começo, os protagonistas Nanami e Tomoe se desentendem; Tomoe com seu desprezo por humanos, e Nanami com seu desprezo por qualquer pessoa que fosse chata com ela, como qualquer garota com bom senso, e isso, claro, incluia Tomoe. Mas ambos são nobres o suficientes pra honrarem com seus compromissos - Nanami, o de cuidar do seu novo templo, e Tomoe, o de servir à sua nova mestra - e eu confesso que gosto de personagens pelo menos um pouco fortes e inspiradores, então isso me ganhou de cara. Ambos os personagens são pessoas fortes e capazes de se apaixonarem, e isso dá toda uma graça extra pra história.

Depois: o fato de que Kamisama Hajimemashita não é pretensioso. Não, muito pelo contrário, é até simples demais. Existe sim um enredo, ou pelo menos pistas de um, mas nada que nos deixe realmente "oh, que único!". Criaturas quase-humanas que se transformam em animais e tem poderes mágicos, mais criaturas ainda, um lado escolar, uma garota pouco popular, alguns desafios e criaturas que não gostam dos protagonistas e só existem pra dificultar a vida deles, histórias sobre trabalho e esforço... à primeira vista, tudo é até bastante genérico.
Mas, se não foi um anime que me fez ficar "puxa, preciso ver o próximo episódio!" em nenhum momento, por outro lado também nunca olhei pra pasta de episódios pensando se devia parar ou não. Ele encanta com a sua simplicidade e nunca sai do esperado, nem pra ruim, nem pra bom. E quando o clima em geral é positivo e alegre, isso é algo legal, eu diria.

Por fim: o fato de que o romance se desenvolve de uma maneira extremamente natural, quase como plano de fundo de todos os eventos aleatórios que acontecem no decorrer da história - apesar de ser o romance realmente o único foco do seu fio narrativo, ou, a única coisa em termos de narrativa que tem uma progressão clara ao longo dos episódios. Porque pouca coisa naquele universo se desenvolve e muda efetivamente; a série tem um mínimo (bem mínimo) de fanservice, um pouco de ação e eventos sobrenaturais, um tanto a mais de comédia leve, tudo de forma quase jogada. O roteiro é mesmo bem aleatório, com arcos de personagem pouco definidos, aliás. Só o que se desenvolve a todo tempo de forma continuada e sutil é o romance entre os dois, e, com isso, os personagens principais.

A parte cujo desenvolvimento acompanhamos mais de perto é a da protagonista Nanami. Ela é uma garota adolescente, que subitamente fica sem família e sem um lugar para ir, acaba indo parar em um templo com criaturas místicas, e tem que se adaptar à sua nova situação. E ela se adapta. Não tem grandes conflitos psicológicos aqui; tudo é encarado meio na brincadeira, e aliás essa mistura de abandono parental com a personalidade forte e Pollyanna-otimista de Nanami me lembrou até a Rahzel, de Hatenkou Yuugi - uma das minhas protagonistas de shoujo favoritas, por sinal. Mas Nanami é uma personagem muito mais simples que Rahzel, sem desmerecê-la - é uma característica do anime. Ela não tem um motivo pra ser assim; ela simplesmente é uma adolescente com motivação e entusiasmo especiais, que logo encontra um propósito no fato de estar ali e entra no ritmo de se empenhar para fazer o melhor pelo templo.
Por fora ela é a "adolescente normal", e acaba se apaixonando pelo seu belo-e-misterioso-colega-de-templo Tomoe. Aliás, o anime faz questão de deixar claro que isso é normal porque ela é uma humana adolescente, e humanas adolescentes se apaixonam e querem ser garotas más, simples assim. Se bobear, se apaixonam até por raposas mágicas com uma bagagem emocional de alguns séculos. Acontece.

É esse o romance essencialmente bizarro em torno do qual a história se dá, mas como tudo é encarado com muita leveza, muito na brincadeira, as coisas não são tão tensas quanto poderiam ser. Aliás, a dinâmica deles é até bem normal; ambos vem de contextos muito diferentes, começam a gostar de alguns aspectos um do outro, até se desenvolver uma paixão. Tomoe é um tsundere que não quer ceder ao tabu de se apaixonar por uma "criança humana", e Nanami é a jovenzinha teimosa que o pressiona pra ficar com ela. Temos pistas em um dos últimos episódios de que o relacionamento deles pode ter algo mais - algo envolvendo uma Nanami de alguns milhares de anos atrás... - mas ao menos nesta primeira temporada isso nunca é o foco. O foco é mesmo a dinâmica divertida de um amor tímido e vagamente proibido entre essas personalidades fortes; sem maiores interpretações ou dramas.


A parte estética de Kamisama Hajimemashita é igualmente decente. A animação não decepciona, e pra falar de um destaque, eu diria que o character design e a arte são adoráveis! As garotas são deliciosamente "garotas de shoujo", com grandes olhos e sorrisos igualmente, e os garotos são deliciosamente "bishounen de shoujo", com seus rostos e narizes afiados e olhares atraentes. Genérico, porém fofíssimo e bem trabalhado; aliás, "harmonia" seria outro adjetivo importante que eu usaria pra caracterizar essa série. O fato é que não tem uma dissonância, tudo contribui pra criar um clima - e é um clima de muito amor, doçura e positividade. Afinal, a parte estética é muito que nem a história em si, como deve ter dado pra perceber pela minha descrição, e nem por isso é ruim.

A impressão final que eu tive (talvez enviesada, talvez não) foi a de que Kamisama Hajimemashita é um anime que tende a ser maravilhosamente divertido principalmente pra um público pré/adolescente. Eu já passei (e muito) dessa fase, mas acredito que a Nanami seja uma personalidade fácil de se espelhar e se inspirar, ao mesmo tempo em que o romance deles é cativante. O universo de plano de fundo também tem bastante potencial inexplorado, e não tem falta de bishounen também. O clima do anime todo é fofo e feminino, e, no fim das contas, o que ficou mesmo foi aquilo que eu disse: felicidade.

Foi uma experiência alegre e divertida a de assistir Kamisama Hajimemashita. Então, fica a dica pra quem gosta de umas séries de shoujo levinhas, não-ofensivas e divertidas, pra assistir nos seus tempos livres.
E que venha a segunda temporada, porque agora estou esperando também! (~ ̄▽ ̄)~

4 comentários:

  1. A Hinata já estava quase a convencer-me a ver o anime, e o facto de estar prestes a chegar uma segunda temporada convence-me ainda mais, mas graças a sua resenha, acho que vou tentar ver o anime todo ainda hoje >.< Arigatou, e feliz ano novo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Awwn, que ótimo que te motivei pra isso, hihi ヽ(゜∇゜)ノ É um anime muito gostoso, de verdade, então acho que não vai se arrepender. E aí, bem, podemos comentar todas juntas a segunda temporada, yay!
      Obrigada você pela visita e pelo comentário, como sempre! ^^ Feliz ano novo pra você também, Anilyan! ♡

      Excluir
  2. Yoooo belezura!?
    Antes de tudo FELIZ 2015 \O/ e que venha nossa maravilhosa segunda temporada de Kamisama Hajimemashita \o/
    Enfim, eu não disse que era um anime maravilhoso!? Isso sem mencionar o mangá que está ficando cada vez melhor! Principalmente na parte do romance, só espere para ver o quão cute, cute, alegre, simples e harmoniosa será essa segunda temporada!
    Bem, eu adoro animes fofos com um bom romance e calmaria, principalmente quando as coisas ocorrem ao natural e não turbulentas e forçadas como em outros enredos, aliás o que mais curti nesse anime, foi justamente essa resistência de ambos lados, nenhum dos dois se apaixonou do nada e nem se aceitaram do nada também, pelo contrário eles foram se conhecendo e entendendo aos poucos e a cada episódio o Tomoe foi se apegando mais e mais a Nanami, E falando da Nanami ela é minha personagem feminina favorita! O estilo dela pode ser clichê, mas ao mesmo tempo ela tem algo diferente, ao contrário de muitas outras, a bondade e fofura dela não chegam a ser irritantes, além disso ela não é submissa, é uma personagem forte mas consegue ser extremamente fofa ao mesmo tempo.
    Enfim, sobre o passado do Tome e da "outra" Nanami acredito que maaaaiisss para frente (no mangá) terá algum destaque maior, porém pelo que andei olhando esse mangá tem mais de 100 capítulos, ou seja, até lá ainda tem muuuuiiitaaaa história. Acho que foi por essa quantidade de capítulos que foi possível fazer a relação deles caminhar de forma extremamente natural.
    Kiss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Hinata, saudades! ♡ Feliz 2015 pra você também!!

      Ah, entendi! Nossa, não sabia que o mangá já tinha tantos capítulos assim! Eu também acho que a naturalidade com que o relacionamento deles se desenvolve é um ponto forte, adoro ver isso em histórias de romance (*cof* Clannad *cof* etc) e tem isso aqui.
      Quanto à Nanami, ela é bem legal mesmo, que bom que você também gosta dela, hihi (*^▽^*) Apesar de tudo em Kamisama Hajimemashita ser relativamente simples, tudo é bem feito também, então acho que isso é o que torna o anime uma experiência gostosa. E que venham mais temporadas, então! Fiquei realmente curiosa quanto à "outra Nanami". :)

      Bjs e até mais! ( ´ ▽ ` )ノ

      Excluir