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domingo, 28 de setembro de 2014

Anime: Ao Haru Ride - Pra abrir sutilmente a porta do coração.

 

Terminou na semana passada Ao Haru Ride, um anime de drama/romance totalmente fofinho e que, apesar de ser um shoujo escolar bem típico, inclusive caindo em alguns clichês graves do gênero, não deixa de levantar questões importantes na vida de qualquer pessoa - adolescente ou não - e emocionar demais, com uma produção bela e singela que casa com a proposta do anime. ♡



Eu já falei um pouquinho anteriormente de Ao Haru Ride - aqui, no "post de impressões de meio de temporada", além das "primeiras impressões". Acompanhar Ao Haru Ride semanalmente foi uma experiência interessante pra mim, porque eu literalmente não sabia o que pensar. Apesar de ter curtido praticamente tudo, e ter sido uma das séries que aguardava mais ansiosamente pelos episódios, tinham semanas em que eu achava a história uma obra-prima, e outras em que eu achava terrível.

Isso porque Ao Haru Ride mistura algumas histórias e temas muito fortes, além de um romance adolescente realista e interessante, com outros totalmente banais - e alguns até bem dispensáveis.
 
Mas vamos começar falando da parte boa: Os protagonistas. Ao Haru Ride é um shoujo de romance bem tradicional, e como tal gira fortemente em torno da história de dois personagens - a garota e o garoto que "se apaixonam", isto é. Felizmente. Como o foco acaba ficando o tempo todo nos dois, e a história dos dois é mesmo bastante interessante, a gente acaba superando uma ou outra coisa ruim que acontece em volta. Contada principalmente da perspectiva da garota - mas também temos alguns insights bem eventuais no que o garoto pensa e sente, durante flashbacks, por exemplo - esses sentimentos começam lá na infância dos dois, à qual somos introduzidos brevemente no primeiro episódio, mas se desenvolve mesmo é no presente. Depois de estudarem juntos quando mais novos, eles passaram um tempo distantes, e agora estão na mesma escola; Ambos, no entanto, totalmente mudados em decorrência das coisas que aconteceram. Mudanças de vida, de amigos, e até de sobrenome - mas e os sentimentos, como ficaram?


Ao Haru Ride, então, é uma história de dramas e reconciliações, por um certo aspecto, que fala sobretudo de mudanças. Os personagens são do tipo que sabem que tem os destinos de suas vidas nas suas mãos, assim como todas as escolhas que podem mudá-los. Por outro lado, Ao Haru Ride é também uma história de amor adolescente, do tipo "o mais genuíno e inocente possível". Os sentimentos dos personagens não são complexos e ambivalentes; Eles são até bem simples e honestos, e superam todas as adversidades. A complexidade está mais nas situações postas, e principalmente nos próprios conflitos internos dos personagens.

O que por um lado também pode ser bom. Afinal, é um romance mais leve - e fofinho - do que algo turbulento. Só pra fazer uma observação vagamente relacionada aqui: Eu sinto que os shoujos mais populares recentemente seguem esse padrão (de sentimentos e relacionamentos mais estáveis e até puros, por assim dizer) à la Kimi ni Todoke, e daí a fama de serem "enrolados" e tudo mais. Posso estar enganada, mas me parece ser uma tendência. Compartilhem o que pensam a respeito disso!~


Enfim, é essa coisa toda bonita que é posta. A história principal é a desses dois jovens tentando levar vidas mais autênticas, e principalmente encontrar um ao outro. E, bem, ambos são uns fofos. Sério! Até no universo do anime isso é reconhecido - afinal, a Futaba sofreu no passado justamente por isso, e o Kou também tem seus momentos. Pra quem não gosta desse tipo de história, pode ser nauseante, mas pra quem curte, Ao Haru Ride com certeza é um prato cheio. Afinal, tudo em Ao Haru Ride é fofo. Mas vou comentar mais sobre isso depois.

Quero falar, antes, dos outros personagens - que foi o que eu achei o ponto fraco da série, por contraste. Primeiro porque o que a história dos protagonistas tem de essencialmente feliz e delicada, a dos outros tem de brutal, eu acho, e se baseiam em clichês que eu pessoalmente dispenso. Vou começar a falar de spoilers aqui, então se você não viu e pretende ver, recomendo que pule essa parte!
Por exemplo, o único ponto em que eu cheguei a cogitar parar de assistir Ao Haru Ride foi o momento em que a Yuuri "se apaixona" pelo Kou. Primeiro, porque a paixão dela tem tudo de superficial e mal-desenvolvida que a da Futaba não tem. Aconteceu, pá-pum, e ela conta pra Futaba; Não só me pareceu um "drama ex machina" muito do barato, mas... eu também odeio esse clichê do "interesse amoroso papa-anjo", que por algum motivo interessa todas as garotas, fora o "duas amigas se apaixonando pela mesma pessoa". Assistindo o episódio, eu tinha até ficado feliz porque aparentemente ela não tinha se apaixonado, afinal seria uma maravilhosa desconstrução desse clichê tão chato, mas no fim do episódio veio a decepção.

No mais, a história da garota que se apaixona pelo professor, por exemplo, também foi uma das que mais me incomodou. Crush em professor é uma temática bem banal e até cotidiana, e especialmente em shoujo não é nada novo. Também não são raras as séries que atravessam essa linha, transformando-o em um romance entre professor e aluno. (45 páginas? Assustador!) Mas, ainda assim, a natureza do relacionamento dos dois me deixou bastante desconfortável. Ele é confuso do começo ao fim; Não sabemos o quanto o Youichi realmente corresponde-a - e pelo episódio final deu a entender que, sim, ele corresponde em algum nível, mas nada é desenvolvido em momento nenhum, o que torna a abordagem do tema ainda mais complicada.

Enfim, as outras histórias atravessam alguns clichês que mais que "já deram" e algumas temáticas até espinhosas, que não são desenvolvidas com o devido cuidado. Esse "descuido" com algumas temáticas duras (como também as situações em que o Kou se envolve na rua, por exemplo) foi outro ponto que me deixou um pouco insatisfeita com Ao Haru Ride. Eles poderiam ou ter pego esses pontos e desenvolvido para fazer algo muito forte, ou simplesmente deixado de lado pra manter uma leveza na obra, mas às vezes é como se a autora quisesse colocar aquilo ali para levantar questões polêmicas sem nenhum motivo ou posicionamento, o que me deixa decepcionada pelo que poderia ter sido e não foi. Outro ponto que considero descuido - e nesse caso, a relação é mais pessoal - diz respeito à situação da mãe do Kou. Uma vez que a temática me afeta pessoalmente, eu senti que também não foi tratada com o devido cuidado, apesar de ser um ponto crucial na história.

Assim, na minha opinião pessoal - e digo isso porque acredito que hajam divergências de opiniões quanto a isso, e algumas pessoas simplesmente não gostariam de algo que fosse mega-fofo, sem questões polêmicas - houve uma ou outra coisa que ficou simplesmente forçada e não caiu bem, e que podiam muito bem não terem entrado em cena; Sem essas coisas, aredito que a leveza do anime poderia ser acentuada, e abrir espaço pra toda a fofura. ♡


Ah, sim, fofura. Um verdadeiro ponto forte do anime. Ao Haru Ride é diabético! E toda a produção, do Production I.G. (Tokyo Marble Chocolate[resenha], Psycho-Pass [resenha], Shingeki no Kyojin [resenha]), parece querer realçar esse aspecto do enredo e impor um feeling "adorável" ao anime. Queria abrir aqui um parênteses pra falar também de como, 9 anos depois, a produção do estúdio ainda lembra muito Tokyo Marble Chocolate, e sem esquecer Usagi Drop aí no meio desses anos - três séries do estúdio que seguem um estilo similarmente delicado e levinho.


Desde a abertura, toda rosa-e-colorida, com maquiagens, coelhinhos e doces caindo do céu, e muito, muito amor (a qual uma amiga muito gentilmente disse que era "minha cara") tudo tem esse mesmo tom extremamente fofo. O character design - do próprio mangá, ao qual o anime é aparentemente bem fiel - é doce, com olhos grandes típicos de shoujo (mas não assustadoramente grandes!) e rostos redondos. O colorido do anime, se bem mediano na maior parte do tempo, se destaca em alguns momentos de flashback, nos quais as cores dão lugar a um efeito meio "aquarela", com cores leves. Como eu cheguei a comentar na resenha de Isshuukan friends.,  técnica é comum - e quase sempre agradável - mas aqui é usada de uma forma ainda mais especial: Justamente nos flashbacks que mais retratam essa coisa de "ternura da infância", dando mesmo a impressão de "sonho". É bem interessante.

Para além da composição bem-administrada, além de ter uma animação decente e bons visuais que no mínimo transmitem a ideia central, sem ser excêntrico nem ostensivo, penso que toda a produção foi acima da média. Eu gostaria de destacar a música, já que, além da abertura e do encerramento, as quais tem músicas e animações absolutamente adoráveis, toda a trilha sonora é muito boa. Eles chegam a martelar na cabeça o tema do casal principal, I Will - que de fato é uma canção simples, mas emocionante - em todos os momentos felizes, e no final a música só já emociona sem nenhum esforço. (Eu confesso que chorei no final, e muito disso foi por causa da música. ♡)



E é por isso que eu me sinto cometendo uma injustiça dando só um 8 para esse anime no meu MyAnimeList, aliás. "Poxa, mas um 8 é uma nota excelente, e mais ainda pra um shoujo assumidamente clichê", você pode dizer, e é verdade. Mas eu queria poder dar um 8,5, só para dar aí um meio ponto por ter me ganhado, a despeito da minha impressão inicial de que poderia ser "clichê demais para ser aproveitável". Com histórias de família - que sempre me comovem!, - com um bom desenvolvimento de personagem, com temáticas que me tocaram pessoalmente. Por me ter feito chorar, claro.

E por ter transmitido uma mensagem. Eu gosto muito de quando as séries que assisto passam - ou ao menos fazem um esforço pra passar - uma mensagem no final, e acho que Ao Haru Ride conseguiu fazer isso. A fala da Futaba, em particular, no penúltimo episódio (essa aqui) me impactou demais. E não menos me impactou o Kou, ao responder que "sempre quis permissão pra isso".
Não é fácil lidar com perda. Assim como não é fácil pra pessoa, que não pode mais fazer as coisas que fazia, ainda que fosse isso que a pessoa queria, como na situação do Kou... É difícil. Então, também é difícil falar de perda. E acho que Ao Haru Ride teve sucesso nesse ponto. Ficou a reflexão. E se você devesse fazer várias coisinhas pequenas para compensar?... Ouço dizer que o anime foi bastante fiel ao mangá, então acho que posso elogiar também a obra original por isso.





E como diz a própria Futaba, a história deles só começou. Ou será que não começou, apesar de todas as situações de casal? Essa foi a pergunta que ficou, pra dar brecha para, quem sabe, futuramente, uma segunda temporada (ou pelo menos para promover o mangá). "Será que esse é o momento em que ele se declara?" E a Futaba, que sempre tentou ser tão jogada, nesse momento parece ser a menininha mais menininha-apaixonada-de-shoujo. E todos ficamos torcendo.

É claro que Ao Haru Ride não é perfeito. É bem simplista em muitos pontos, tem um monte de clichês, e várias coisas que poderiam facilmente ser melhor desenvolvidas. Mas foi gostoso de acompanhar, a experiência que fica é muito boa, e acho que justifica a popularidade do mangá apesar de todos esses defeitos. Tudo é nauseantemente adorável, e eu não dispenso uma boa dose de adorável na minha vida, particularmente! Então, recomendo Ao Haru Ride pra quem quer uma experiência de um shoujo envolvente, com protagonistas realistas e adoráveis - sabe aquela coisa de como toda pessoa real é adorável depois que você observa por um tempo? É bem isso! - e muita, mas muita fofura pra aquecer o coração. ♡

4 comentários:

  1. Yooo beleza!?
    Terminei de assistir o anime Sexta :3 e AMEEEEEIIIIIIII >////////< (a tanto tempo estava esperando por um shoujo a moda antiga, tipo: Kimi ni Todoke, Kamisama Hajimemashita essas coisas fofas e simples, sem aquelas relações turbulentas em que aparecem 500 garotas para atrapalhar o casal).
    Porém nem tudo são rosas, também achei o amor da Yuuri MUITOOOOOOO superficial, ficou algo forçado e super desnecessário, sem contar aquela historinha de ''amigas-rivais'', MUITO clichê e um tantinho irritante, porque particularmente acho algo do tipo muito fantasioso para ser verdade. Já sobre a relação professor-aluna não me incomodou tanto (particularmente gosto desse gênero), mas foi mais pelo desenvolvimento que ganhará para frente, ou seja, no mangá (sim terminei de ver o anime e também terminei de ler o mangá, mas ainda está em lançamento), achei que o desenvolvimento da relação da aluna (me esqueci o nome) com o professor (também me esqueci o nome Ç.Ç) foi coerente no mangá (bom pelo menos até agora, porque ainda temos alguns capítulos pela frente, e bem....nunca se sabe néh)
    Só não gostei muito do jeito fechadão do Kou, tipo só depois lendo o mangá que fui entender melhor a cabeça dessa criatura, ou melhor até agora estou tentando entender '-' Tipo tá na cara de que os dois se amam, mesmo fachadão tá na cara de que o Kou gosta da Futaba, e aí eu me pergunto o que diabos esse cara tem que fica nesse mimi todo e não avança de uma vez, sim eu sei que o anime é fofinho e ingênuo tipo Kimi ni todoke, mas tirando esse fato, fica meio difícil de entender o que se passa dentro da cabeça do Kou.
    Enfim, sobre o passado do protagonista, bem acredito que poderia ter sido um pouquinho melhor trabalhado, é claro que perder alguém é difícil e superar leva um booooooommmmm tempo, mas por alguma razão senti que em certas horas era estava dramatizando muito as coisas, porém deve ter sido pela falta de um desenvolvimento mais aprofundado nessa questão.
    E essa história do Kou estar andando na rua, sei lá........faltou algo também, ficou meio que perdido na história.
    Mas o anime não deixa de ser maravilhoso, mesmo para algo apenas promocional, conseguiu desenvolver boas temáticas, apresentar ótimos protagonistas e uma história fofa com um toque de
    dramático muito bom ^^
    Kiss
    OBS: comecei a assistir FREEEEEEEEEEEEEE *overdose de nadadores bonitinhos*

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    Respostas
    1. Olá, Hinata-chan! (^∇^)ノ
      Aaahh, que legal que você também!! Terminamos juntas então hahah. Mas você está na frente, porque está lendo o mangá. Eu estou pensando em ler também, mas depende muito de quantas séries eu for acompanhar nessa temporada... ( ;´Д`)
      E que legal que nossas opiniões são parecidas!! Sim, sim, também achei um saco a história de a Yuuri se apaixonar pelo Kou. E também não entendo o jeitão do Kou. Eu acho pessoalmente que ele é um baita de um tsundere, isso sim! Hahah brincadeira, mas sei lá. Acho que só pelo anime, pelo menos, a gente sabe muito pouco do personagem dele de verdade - tipo, o que ele pensa e etc. - pra dizer com certeza... A gente sabe a história dele, mas nunca dão nenhum insight de verdade no que ele pensa ou sente.
      E sim, também achei ruim a forma como foi lidada a história do passado dele. Tipo, tudo bem drama, mas foi forçado, né? Eles jogaram lá uma coisa forte, tipo "ó, perde a mãe aí", pra causar um drama que não foi desenvolvido nem dada a devida importância como o grande drama que devia ser, né... Quase que como pra ter uma justificativa pra ele ser "fechado", confuso com seus sentimentos e tal. Gostaria de ver mais desse processo todo, coisa que eu só vi mesmo no último episódio. ( ̄へ ̄)
      Bem, bem. Mas concordo que o anime foi muito bom, especialmente pro que se propôs! E fiquei com vontade de conhecer mais, sim. ^-^
      Beijinhos, muito obrigada pela visita e pelo comentário, e até mais!! ( ´▽` )ノ ☆
      (E comente nos posts de Free! qualquer hora com o que você está achando!! Quero saber se está surtando tanto quanto eu surtei~ HAHAH) :**

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  2. Olá, amei os comentários mas uma questão pois só vai o anime , ele terá continuação? Uma próxima temporada ?

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    1. Olá, tudo bem? Na verdade, ainda não tem nada anunciado. Não acho que seja impossível, talvez daqui a alguns anos... Mas acredito que pelo menos mais um OVA deve ter!
      Obrigada pelo comentário, e volte sempre!~

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