sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mangá: Lançamentos de mangás (e shoujos!) no Anime Friends, e pensamentos sobre "Croquis".


Olá! Como vocês provavelmente estão sabendo, até uma semana atrás estava acontecendo o Anime Friends 2014, aquele evento amado-odiado da Yamato que é tido como o "maior evento de anime da América Latina", e que ocorre anualmente em São Paulo.

OK, ok. Eu já estava planejando fazer um outro post só pra falar do segundo show do FLOW no Brasil, que aconteceu no dia 18, então vou reservar as reclamações do Anime Friends para esse próximo post. Porque o post de hoje é para trazer uma resenha! e um pouco para reclamar do mercado de mangás nacional. Sucede que, nesse evento, editoras de mangá deram suas palestras e anunciaram os lançamentos previstos para este ano. Quem não viu, pode conferir a lista do que foi anunciado na íntegra em blogs como o Gyabbo e o Chuva de Nanquim, ou nessa tabela amigável divulgada na comunidade da Campanha Shoujos no Brasil, da qual já falei um pouco nesse post:

Em vermelho, títulos dos gêneros shoujo, josei e yaoi.

Como meus interesses (e meu dinheiro) são bem restritos, pretendo comprar apenas Not Simple, título da Natsume Ono (Ristorante Pardiso, Saraiya Gotou) que me agradou de cara, e Usagi Drop, cujo anime eu já pretendia ver, e ler o mangá parece uma ótima ideia, já que realmente falta josei na minha coleção. Como tenho um histórico pessoal ruim com Loveless, e não morro tanto assim de amores por Hakuouki pra querer revisitar tudo que já vi no anime e joguei no PSP, me restou conferir os outros títulos anunciados voltados para o público feminino - O Maestro, Dawn - Tsumetai Te e Croquis.

Aqui, faço uma ressalva: Não tenho interesse em Tom Sawyer, não só porque realmente não tenho vontade de ler - releitura de livro infanto-juvenil de viagens do Mark Twain? Não, obrigada... - mas porque a JBC me incomoda. A começar pela escolha de títulos: O único shoujo é um oneshot de "releitura" do autor do popular seinen Saikano? Mesmo? Na minha opinião, a editora nunca foi um show, nem em tradução, nem em edição, nem em preço ou constância, então... bem... eu não chamaria de boicote, mas tenho birra sim.

Eu vou deixar para falar de O Maestro e Dawn - Tsumetai Te talvez numa próxima oportunidade; E chegamos enfim ao que deveria ser o assunto desse tópico, que é o mangá Croquis. Croquis é um yaoi, e se tudo der certo será um dos pouquíssimos lançados no Brasil até hoje, juntamente com Blood Honey, também da NewPOP. Quem me conhece sabe que eu não me ligo muito em mangás, mas quando me ligo, são ou shoujo/josei ou BL/yaoi, como já resenhei algumas vezes aqui. Foi por isso que decidi comprar também Croquis, e li os scans para conferir antes de sair. (sim, eu faço isso, sue me.)

Pois bem, Croquis é yaoi. Yaoi-yaoi, com uma ou outra cena de sexo discretas. O tankobon, que será lançado aqui no Brasil no seu formato original, possui 7 capítulos divididos entre três histórias: A primeira história, que envolve um artista em seu ofício e provavelmente deu o nome à obra, engloba os primeiros 4 capítulos do tankobon; A segunda história, "Boku no Hatsukoi ni Tsuite" ("Sobre o Meu Primeiro Amor"), corresponde aos capítulos 5 e 7, e por fim há a história do capítulo 6, chamada "Wish on a Star". Adianto que este é um dos pontos positivos que encontrei no mangá, pensando na perspectiva de mercado - há três histórias não-relacionadas, e uma difere muito da outra em relação às temáticas, propostas e dinâmicas dos casais. A primeira história se dá entre jovens-adultos, enquanto em Boku no Hatsukoi adultos relembram seus dias de colegial, e Wish on a Star se passa estritamente no colegial. A impressão que fica é que os capítulos foram compilados juntos por mera conveniência, mas ainda assim, é interessante ter essa variedade em mercado brasileiro, que é tão escasso.


Retomando o ponto inicial, como eu esperava uma única história de 7 capítulos quando comecei a ler, o começo intimidou um pouco: Já no primeiro capítulo sabemos quem está afim de quem, e no geral tudo se desenvolve bem rápido. Croquis tem um problema inegável de ritmo, com acontecimentos importantes se desenrolando em poucas páginas, e vice-versa; Além disso, os finais são um tanto inconclusivos. Entre outros motivos, a primeira história também pode intimidar por ser um tanto atípica: fala de travestis, mudança de sexo, e outros temas que não são abordados em todo yaoi/BL, e que podem evidenciar uma distância cultural no que diz respeito às questões de gênero no Brasil e no Japão.

Lendo a primeira história, eu fiquei bem pouco entusiasmada com o mangá; Graças a esse problema do ritmo, as temáticas abordadas, e até por ser um romance entre adultos, eu pessoalmente senti falta de uma sensibilidade (não no sentido de doçura, porque a história é bem doce, mas talvez uma maturidade de sentimentos) que yaoi/BL costuma ter. Por outro lado, considero positivo nessa primeira história uma certa originalidade. No meu entendimento, um yaoi com adultos - em que nenhum dos dois é um salaryman -, travestis discutindo suas vidas amorosas e humor escatológico inesperado (algo sobre disenteria me fez ficar uns minutos piscando pra tela) é uma história relativamente original, e isso por si só merece meu interesse e curiosidade.

Mas não necessariamente meu tipo. Foi a segunda história que realmente me ganhou, que me fez sentir um aperto no coração, e que pra mim justificaria a compra desse oneshot mesmo que eu inicialmente não tivesse a intenção. Depois da experiência com a primeira história, descobrir depois da metade que ainda havia uma outra história (duas, na verdade) me surpreendeu, e eu esperava ficar igualmente não-impressionada. Não foi o que aconteceu.

Com apenas 2 capítulos, a segunda história, Boku no Hatsukoi ni Tsuite me encantou de tal forma que eu me emocionei de verdade, e fiquei chateadíssima por não ter nenhuma continuação. Apenas o capítulo 5 já havia me ganhado, e quando eu percebi que o 7 também era sobre essa história, e que ele era igualmente lindo, eu morri. Sério. Nem estou aqui. E não fui só eu: Se você for olhar em qualquer site, como o MangaUpdates ou o MyAnimeList, vai ver que todos os leitores falam a mesma coisa: Puta que p-.. não, além disso: Essa história é uma jóia escondida. O irônico é que é só um extra, e talvez eu nem tivesse chegado nele se não estivesse disposta a ler o mangá de cabo a rabo.

Talvez parte da graça de Boku ni Hatsukoi resida no fato de a primeira história ser tão água-com-açúcar, já que fui ler esperando uma carga emocional similarmente rasa e levei um soco no estômago. Trata-se de um amor-de-colegial, doce do começo ao fim (e eu, pessoalmente, tenho um fraco por histórias de colegial, onde "opostos se atraem" e o primeiro amor acontece e aquela coisa toda babona) mas absolutamente devastador, bem bittersweet. Só lamento mesmo o fato de ser tão curta e não existir uma continuação.

Em resumo, se você (como eu) prefere aquele "clichezão romance escolar meloso", a segunda e a terceira histórias estão aí pra isso. Além da mencionada acima, tem ainda a terceira história, que é bem "shoujo-like adorável mas nada demais". Assim, digamos que tem casais pra todos os gostos em Croquis, e os fãs do gênero devem se interessar por pelo menos um.



A escolha da aquisição de Croquis me deixou um pouco confusa num primeiro momento, já que tem muitas coisas que faltam em Croquis na minha opinião pessoal: Ritmo e sensibilidade em parte, mas principalmente, falta um traço que verdadeiramente dê vontade de comprar - senti que ele melhora ao longo dos capítulos, mas no começo é bem mediano. Batendo o olho, parece ser um título bem sem-sal, falando claramente, e lendo os 4 primeiros capítulos essa minha impressão só se confirmava - até, claro, ser arrasada por Boku ni Hatsukoi.

"'A quem não for fã da autora'?" Bem, só depois fui saber que ele foi escrito pela Hinako Takanaga, autora do popular yaoi Koisuru Boukun, que ganhou OVA em 2010, além de outros como Little ButterflyBukiyou na Silent. É uma mangaka popular, aparentemente rentável no exterior, e que provavelmente tem fãs por aí - eu mesma gostei do que pude ler Bukiyou na Silent, apesar de não ter reconhecido seu traço à primeira vista. Então, claro, faz sentido trazerem. Por outro lado - e aqui vai um rant pessoal, de alguém que nada entende de marketing e etc. - a impressão que eu tenho é que no Brasil muitos títulos são adquiridos pela popularidade do autor, e penso que essa nem sempre é a melhor estratégia. Enquanto esses autores geralmente se popularizaram (internacionalmente) graças a títulos com muitos volumes, como é o caso da Hinako Takanaga e outros (cof, Shungiku Nakamura), existem outros autores que são populares justamente por causa dos seus oneshots, que se tornaram títulos aclamados.

Para citar alguns de yaoi/BL que me vem à mente: Kou Yoneda (Doushitemo Furetakunai), Asumiko Nakamura (Doukyuusei), Ayano Yamane (Ikoku Irokoi Romantan), Touko Kawai (CUT)... etc, etc. E falando em recomendações, por que não falar de Taishi Zaou (autora do já publicado no Brasil Princess Princess, de Love Stage!! - cujo anime está sendo lançado pelo CrunchyRoll - e vários oneshots yaoi/BL), Rihito Takarai (artista do popular Seven Days, de 2 volumes), Hotaru Odagiri (artista que se popularizou com Sono Yubi Dake ga Shitteiru, e eventualmente fez Uragiri wa Boku no Namae o Shitteiru, o qual ganhou anime), Natsume Isaku (fez entre outros oneshots Tight-rope, que ganhou um OVA recentemente)... Enfim. Muitos autores que, independentemente do meu gosto pessoal - se fosse falar só por mim, tiraria alguns e acrescentaria vários - publicaram oneshots com grandes chances de dar certo no mercado nacional.

Afinal, como é um gênero com um público pouco explorado, não parece mau começar com pequenos passos - e me intriga por que tão raro cogitam trazê-los. Há a coisa das supostas más vendas de Gravitation, esse fantasma que paira no mercado nacional de yaoi/BL, mas isso me parece uma desculpa... eu mesma não comprei na época porque, apesar de adorar o anime, é um mangá com 12 volumes (coisa que eu sempre evitei fazer foi acompanhar mangá com muitos volumes, pelos problemas de distribuição que existem, fora o dinheiro) com um "18+" estampado na capa (e eu tinha uns 14 anos - é meio difícil esconder 12 volumes de um mangá, ou comprar online escondido, quando você tem 14 anos, e eu acho que boa parte do público de yaoi é/era menor de idade). Trocando em miúdos: A estratégia era arriscada desde o começo, e todos sabiam.

Enfim... são só pensamentos. Sintam-se livres para concordar ou discordar (e comentar!). Na verdade, eu estou apenas reclamando de barriga cheia porque essas são coisas que me incomodam e eu nunca comentei aqui. Hinako Takanaga é uma autora popular, Croquis acabou sendo uma boa experiência (especialmente graças a Boku no Hatsukoi) e confesso que estou ansiosa pra ter o mangá em mãos e ver como ficou a edição. Além disso, a NewPOP está trazendo também Loveless, outro BL que fora bastante popular, então as coisas estão decididamente boas para nós, fujoshis fãs de yaoi/BL... caham. Agradecimentos à NewPOP, e definitivamente continuarei comprando aquilo que for do meu interesse pra prestigiar a editora.

Em resumo: Croquis, aposta da NewPOP e segundo mangá yaoi a ser lançado no Brasil, não é perfeito e tem alguns defeitos primários, como o ritmo e a arte pouco atrativa. Prós? É fofinho, é um oneshot, bem rápido de ler - e, na opinião de vários, contém uma joia rara perdida. Para os fãs do gênero, a compra com certeza vale a pena. Eis minhas impressões de não-fã da autora, enquanto fãs da autora com certeza devem estar curtindo demais a notícia. Mas eu ainda quero uma Kyuugou, Junko ou Rihito Takarai por aqui! pronto, desabafei.

10 comentários:

  1. Yoooo beleza!?
    Poxa sou uma desgraça de Otaku,nunca fui a nenhum evento e nunca comprei nenhum mangá TT^TT, mas ambos por um motivo bem simples: ''Moro no interior,onde não tem absolutamente NADA'' (bom nada contra o interior,tem suas vantagens e a vida é mais calma e ''livre'', porém é difícil virem eventos para cá assim como novidades e lançamentos T-T ).
    Hoje mesmo eu e minha irmã decidimos ir para o centro,passear um pouco e ela aproveitou para comprar alguns mangás,no entanto,quem disse que tinha algum shoujo!?NÃO NÃO TINHA T-T,apenas Kimi ni Todoke,Vampire kinight (não sei escrever o último nome '-' ),esses assim que todo mundo já leu e já sabe T-T.No final ela acabou saindo com o Volume um de Maestro (pelo que andei folhando não parece ser ruim) e o volume 12 de kuroshitsuji,mas fora isso não tinha muitas opções =/
    Bom sou novíssima nessa história de Yaoi,tanto que só olhei dois por enquanto e foram dos mais leves (mas adorei os dois animes que assisti *u*),então eu não sei muito sobre autores do gênero nem mangás,mas achei bacana o fato desse mercado estar começando a dar seus primeiros passos ^^
    Cara não acredito que hakuouki será lançado *------* omg se tivesse dinheiro e se morasse num lugar onde as coisas viessem,eu compraria,ainda mais por ter apenas 4 volumes.Mas,terei que deixar essa história de coleção para mais tarde,assim que eu tiver tempo para me preocupar e pesquisar e é claro dinheiro T-T.
    Estarei esperando seus comentários sobre o Anime Friends,já como eu nunca fui a nenhum evento gostaria de saber seus pontos positivos e negativos ^^
    Adorei o post Kiss

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    1. Oláa Hinata, tudo bem?~ ( ´▽` )ノ
      Awww! Bem, eu entendo você. Não moro no interior-interiorzão, mas moro numa cidade relativamente pequena no litoral de SP, e atualmente não tem nenhum evento de anime regular na cidade, fora que eu preciso me descolar até o outro lado da cidade (durante 1h) pra comprar os mangás recentes! orz
      Que legal, você tem uma irmã que gosta de shoujo? (^▽^) O Maestro, aparentemente, é de uma autora que já está fazendo sucesso por aqui com Shinrei Tantei Yakumo. Esse tipo de shoujo não costuma fazer muito meu estilo, e eu confesso que não morro de amores pelo que li até agora, mas é interessante para alguns, e que bom que chegou na sua cidade! Rouba da sua irmã e posta o que achou, ok?? hahah
      Eu também acho muito legal. É só que, pessoalmente, eu acho que tive uma overdose de Hakuoki na vida, haha... mas também não excluo a possibilidade de comprar se sair nas bancas daqui, não. Afinal, são 4 volumes... se não der pra comprar um ou dois, é mais OK...
      Muito obrigada, fico muito feliz que tenha gostado! ヽ(*⌒∇⌒*)ノ Ainda hoje devo postar sobre o show do FLOW no Anime Friends.
      Então, até mais, e obrigada pela visita e pelo comentário! ♡

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  2. Confesso que também queria mangás da Junko aqui, são um amor <3
    Mas tô feliz com o da Hinako porque amo o traço dela <3

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    1. Oi Raquel!
      Você entende!! ♡ Sim, são, ela escreve coisas muito doces. Acho que mesmo o que é trazido pra cá é meio... recentemente estava lendo scanlations de mangás da est em, que aparentemente também é uma autora que se tornou rentável no exterior por conta de suas histórias "atípicas" e uma arte diferenciada. Eu gostei muito do que vi. E nem cogitam trazer uma autora dessas pra cá, porque dão preferência pra um tipo de BL (mais típico e cheio de "ukezões e semezinhos") que também não é do gosto de todos. Sei lá, são coisas que me incomodam, mas só reclamando mesmo. ^_^;; Não sei bem como se resolve isso.
      Desculpa se me estendi! De qualquer forma, muito obrigada pela visita e pelo comentário! Volte sempre! ( ´ ▽ ` )ノ

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  3. Nossa, cara, depois de ler os comentários eu me sinto um pouco mal. Mesmo morando na capital, eu também confesso que só fui uma vez em um evento (e saí chateada, vendo que a miséria de lugar que colocaram lá para fãs de BL só juntou gente quando começou a chover e o pessoalzinho ficou desesperado para proteger os seus narutinhos. E realmente, ó deus, o que que custa publicarem um mísero shonen-ai? Juntei um suado dinheirinho para comprar os títulos que a Newpop publica, depois de praticamente implorar de joelhos para o cara da banca descolar pra mim (em plena são paulo), então, se já é um drama pra mim, imagino pra quem mora no interior.
    Passado o momento velhinha reclamando do sistema de saúde, Croquis é uma gracinha, mesmo, e é exatamente o meu tipo de humor, mais voltado pra chulice, hehe. E a tia Hinako realmente sabe como fazer o meu coração duro se derreter feito manteiga. E dá um aperto tão grande com aquela história, gente...eu li umas três vezes pra ver se magicamente muda aquele final, pra dar um desfecho de ''e eles foram felizes para sempre'', mas não...(╯°□°)╯︵ ┻━┻
    Enfim, mesmo não sendo minha mangaká absolutamente favorita, as histórias dela são tão fofinhas, gostaria de ver mais publicadas aqui. Mas não Koisuru Boukun, o mangá que nunca acaba. Mas tipo Turning Point ou a série de Kimi ga koi, com ênfase no último, com aquela arte linda, sem falar naquele megane fofíssimo que dá vontade de levar pra casa. Enfim, eu podia ficar o dia inteiro aqui sonhando com os mangás BL que eu gostaria que fossem publicados, imaginado a capa e tals. Bom, eu ainda sonho com o dia que eu vou terminar a faculdade e dominar o mercado de editoração brasileiro (eles que me aguardem, muahahaha).
    Último momento velhinha: Gente, cara, meu parça, pra quê mangá ser tão caro?? Meu dinheiro no final do mês dá no máximo pra comprar um gibizinho do Tio Patinhas! Tá, sem exagero, mas eles podiam dar pelo menos um brindezinho pra incentivar a gente a vender o corpo pra comprar mangá (ignore essa última frase, eu não estou em pleno gozo das minhas faculdades mentais).

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    1. Oi, Flora!

      Hahah nossa, que tristeza essa história. Mas ei, se consola de alguma forma, eu também sou bem "velhinha reclamando dos serviços públicos" e preciso dizer que BL nesses eventos é uma desgraça. Muito raramente tem algum espaço pra pessoas que gostam do tema falarem sobre (tipo, no máximo as meninas do Futago Studio; acho que nunca vi mais ninguém dos círculos lá) e "sala shounen-ai/shoujo-ai" é 90% das vezes sinônimo pra "sala da pegação" e não tem realmente nada de interessante. Eu gosto pra caramba desses gêneros, mas já desisti de um dia vê-los sendo "levados a sério" pelas editoras e etc. do Brasil como são no exterior;;

      HAHAH cara, sim! O humor de Croquis é bem chulo, mesmo, e geralmente eu fico "ehh, desnecessário, tchau" com coisas chulas em yaoi, mas achei Croquis engraçadinho. E aquela história realmente precisava de um omake ou algo do tipo ( ゜-゜)

      Confesso que não li muita coisa da Hinako Takanaga, mas já ouvi falar da série Kimi ga Koi e parece boa também. Então, acho que por ser uma autora popular, seria legal se trouxessem mais séries dela pro Brasil, mesmo - aliás, eu agradeço qualquer BL que trouxerem pro Brasil;; - mas ainda acho que publicar oneshots seria uma estratégia mais inteligente pra um mercado ainda tão pequeno. (Você cursa Produção Editorial ou algo do tipo? Eu te desejo sorte, assim como todo o fandom de BL, HAHAH 8'D)

      EU TAMBÉM NÃO SEI. Por que um tanko de Croquis é vinte mangos?.. não faço ideia. Não faço questão nem de brindezinho, mas uns 12 reais - como costumava ser - não estava bom? 15, talvez? Mas 20 é meio absurdo. Mas a gente acaba comprando, porque é mercado de nicho e etc. Que triste ;_; (e tudo bem, o assunto BL faz isso mesmo HAHA)

      Enfim, muito obrigada pela visita e pelo comentário, mais uma vez! ♡ (e só um PS: fui ouvir o Scha Dara Parr que você mencionou e gostei bastante, então muito obrigada! :'D)

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  4. HAha, obrigada, eu vou precisar de bastante mesmo (─‿‿─). E que bom que você gostou, fico feliz. E esses preços são uma desgraça, não precisa custar tanto, na verdade. Mas como o mercado ainda não é tão grande como os compradores de shonen, então eles aumentam o preço pra não ter um desfalque tão grande. Mas espera só até começarem a passar Junjou no SBT, igual aconteceu com Naruto e Cavaleiros do zodiaco. É, não custa sonhar, kkkkkk

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    1. Imagine! Entendi, entendi. :c HAHAHA, olha, por mais que eu não seja nenhuma fã de Junjou... preciso dizer que torço muito pra algum BL/fujobait baseado em mangá estourar legal como animação (digamos, níveis Free! de estouro?) e que a editora que publicar isso aqui consiga ter um bom lucro. Mas o problema já começa lá no Japão - qual foi o último anime baseado em BL, não "bait", bom, que tivemos? Eu digo: nenhum...? - do Japão as coisas não são traduzidas ou não vem pro Ocidente, quanto menos pra língua portuguesa, e daí por diante... fã de yaoi tem, o que não tem é hype. Triste isso. :(
      Obrigada pelo comentário, e até mais!~

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  5. Sim, é verdade. E mesmo eu também não gostando muito de Junjou ( tsundere uke? Rape? Não, obrigada.) Acho que é o que mais faz sucesso entre as fujoshis brasileiras, porque nem todo mundo gosta de ficar caçando mangás, ainda mais em inglês, ou nos scans, enfim. Mas eu estou me dando o direito de ficar animada com o futuro do BL, depois das minas no Brasil inteiro ficarem suspirando com o romance gay na novela. E também com a adaptação pra anime de um mangá muito lindo ( Doukyuusei? acho que esse é o primeiro ) e estou rezando pra cair nas graças das pessoas aqui, mesmo porque é um shonen-ai bem levinho, pelo que eu me lembro(pelo menos a história dos dois garotos na escola, excluindo aquelas outras paralelas, com o professor e o outro cara que é usado etc., -não sei se você curte, mas me incomodou um pouco. De todo jeito, as coisas estão mudando, mesmo que devagarinho, e eu tenho esperanças de que seja pra um futuro melhor para o BL, pelo menos pra sair da rota junjou-sekaiichi- no 6.

    PS: E ah!, desculpa por eu ter demorado pra responder, eu já comentei tanto aqui que eu até esqueço onde estão os comentários, e acabei me perdendo um pouco aqui (e parece que eu esqueço do quadradinho de ''notifique-me'')
    PPS: Nossa, cara, acabei de achar o post do Doukyuusei. É agora que eu não saio daqui -_-

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    1. Sim, bem verdade; Shungiku Nakamura, em geral, faz muito sucesso entre as fujoshis brasileiras, e quiçá ocidentais em geral... acho que nos outros países (como nos EUA ou na Europa) que ainda tem mais lançamentos yaoi é que o cenário muda um pouquinho de forma, porque as pessoas começam a ter mais senso crítico pra esse tipo de história com estupro e etc. e verem que, ei, não é legal.
      Hahahah é verdade! Romance gay de novela é algo que tem se popularizado, nossas tias e mães e etc. tem revelado um lado fujoshi inesperado HAHAH;;
      O romance principal de Doukyuusei é bem levinho e fofo, sim, apesar de os romances paralelos (que são mais complicados) na verdade estarem entrelaçados. Eu também achei um pouco incômodo, pra ser bem sincera, aquela história com pedofilia, mas como o anime vai ser na realidade um filme, eu tenho muita esperança, também, pois acho que tem tudo pra retratar apenas a história dos dois protagonistas e ser levinho e fofo.
      No. 6 que nem BL é; tecnicamente, a novel é sci-fi, a própria autora da novel rejeita o rótulo de BL, o mangá é shoujo, e mesmo tendo sido ambos lançados aqui, o pessoal como um todo ainda não percebeu que (ou não liga para o fato de que) não é BL. orz Eu pessoalmente adoro No. 6 (e mais ainda o pouco que li dos livros) mas sim, também espero que o sucesso desses títulos consiga deixar o mercado um pouco mais "mente aberta" pra isso.

      E relaxa, eu que peço desculpas! Que tipo de blogueira não responde posts em uma semana... (´・ω・`) (em minha defesa, essa foi uma das semanas que mais corri no ano, e depois eu vou explicar por que em um post~)
      HAHAHA. Vou lá ver seu comentário agora! ♡ Como sempre, muito obrigada pela visita e pelo comentário!

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