terça-feira, 24 de junho de 2014

Anime: Kamigami no Asobi - UST entre deuses gregos bidimensionais.

Olá!
Só por esse título dá pra perceber que a resenha de hoje é de um anime de qualidade, certo? Bem. Hoje a resenha é daquele anime com um monte de mocinhos poderosos e bonitos em que o Loki rouba a cena, e não, eu não estou falando de Avengers Disk Wars.

Mas fala sério, tem como esse bebê não roubar a cena?  ┐(´∀`)┌

Mas vamos do começo. Pra quem não sabe, eu sou apreciadora de anime de harém reverso e otome games, e mais ainda de anime de harém reverso baseado em otome games. Eu não chego a gostar daquele jeito de fangirl que respira esses jogos, mas eu gosto ironicamente o bastante pra ter visto e jogado algumas dezenas de séries.

Porque em geral elas são ridículas, coloridas, divertidas e cheias de bishounen pra shippar.

Kamigami no Asobi é mais um na lista dos animes shoujo de harém reverso que foram adaptados de uma Visual Novel - apesar de eu não ter 100% de certeza do que estou falando aqui, já que foi isso que eu encontrei em todas as fontes, mas aparentemente também existe um mangá de KamiAso que foi lançado antes do jogo. De qualquer forma, a Visual Novel de Kamigami no Asobi foi lançada em Outubro de 2013 para PSP, pela empresa Broccoli - a mesma do jogo de Uta no Prince-Sama - e à primeira vista parece ser um jogo com uma jogabilidade bastante simples, diferentemente de UtaPri, porém com funções originais pro gênero - como um jardinzinho com os personagens em SD! - e CGs lindos como é de costume da empresa. E com lindos eu quero dizer: Maravilhosos.




Ou seja, é um jogo que eu quero demais jogar assim que tiver tempo. Porque parece ótimo, e porque sim, eu curti o anime.

Mas vou me limitar aqui a falar do anime, já que eu não joguei o jogo, e me sinto obrigada a fazer aqui algumas comparações com o anime de Uta no Prince-sama, que também foi produzido pelo estúdio Brains Base (Natsume Yuujinchou, Mawaru Penguindrum) como adaptação de um jogo da Broccoli.



Pra falar brevemente da história, a proposta de Kamigami no Asobi é a seguinte: Tem essa garota chamada Yui (que nem a de Diabolik Lovers, infelizmente, pobre xará!) que é uma simples adolescente japonesa, que nem, vamos supor, as jogadoras de KamiAso. Essa garota é convocada por Zeus pra estudar por um determinado período de tempo em um lugar away do mundo, com deuses de diversas mitologias - desde Apolo da mitologia greco-romana até os deuses japoneses do Mar e do Sol - e, hã, ensiná-los sobre a humanidade, e ensiná-los o amor. "Aww."

Yui aceita isso muito na boa - na verdade, a única reclamação que ela faz no episódio 1 é porque não tem Wi-Fi naquele universo, o que diz muito sobre o humor sutil desse anime - e afinal, acho que eu também não reclamaria de fazer um intercâmbio num lugar só com, literalmente, deuses gregos. Então, como qualquer estudante japonesa sábia - é sério, a protagonista é bem decente - ela aceita o desafio e a história começa a se desenrolar. Ou a se enrolar.

Digo isso porque, na verdade, no começo não tem nem muita "história". Eu não fazia ideia do que iriam fazer pra tornar esse enredo algo bem-desenvolvido e rentável. No começo, pareceu que fossem fazer pequenos arcos de cada um dos personagens, à la primeira temporada de UtaPri, e ficar por isso mesmo. Isso aconteceu com Apollon, Hades, e os irmãos Totsuka - ou, os deuses japoneses - e eu confesso que estava achando essa primeira metade do anime o cúmulo do tédio, contrariando minhas expectativas positivas.

Até que chegamos no arco do Baldr, e parece que a coisa mudou totalmente de rumo a partir daí.

Não sei o quanto o pessoal que jogou o jogo está feliz com isso, mas a segunda metade do anime focou quase que exclusivamente na história de dois personagens - além do Baldr, o Loki, que literalmente roubou a cena do anime. Eu esperava que o foco permanecesse sobre o Apollon, já que ele é o filho de Zeus, criador da porra toda, e o personagem que primeiro assumiu seu amor pela protagonista e tal. No entanto, o que tivemos efetivamente foram 5 ou 6 episódios focados quase que inteiramente na história dos deuses nórdicos, e uma forte puxasaquisse do Loki, em especial no último episódio.


Mas digo "puxasaquisse" no melhor sentido possível, porque eu mesma achei o Loki infinitamente mais legal que o Apollon, e não seria exagero dizer que esses arcos finais salvaram o anime pra mim. Ocorreu que KamiAso pareceu se levar um pouco menos a sério pro final, abrindo espaço pra cenas ótimas como o teatro da Cinderela - literalmente uma das cenas mais engraçadas que já vi nesse gênero - e as "sequências de transformação" fabulosíssimas, além de uma boa dose de dramalhão e slash na história da amizade dos deuses nórdicos, nas transformações do Baldr, e claro, todo o impacto e tristeza das cenas finais, que apesar de todo o drama, foram extremamente fofas e nada absurdas.


E eu acho isso tudo extremamente positivo, porque afinal, quem leva harém reverso a sério? Em termos de conteúdo, o que você vai encontrar em Kamigami no Asobi é apenas o esperado: bishounen, slash, apropriação cultural, frases motivacionais bobinhas, muitas coisas bobinhas porém bonitinhas. Não é um anime pra promover reflexão, é um harém reverso típico, não é o novo Ouran Host Club. Então, pro que se propõe a ser, diria que essa foi uma ótima escolha, e KamiAso acabou sendo um anime bem decente, ousando da metade pro final e deixando de lado a fórmula das apresentações pra focar em um arco aparentemente aleatório, mas que serviu pra promover caracterização e fazer a gente se apegar aos personagens.

E shippá-los. Sempre. (Ô OTP esses aí)

No entanto, mesmo com tudo isso, e com o tanto que eu curti KamiAso, preciso admitir que o anime deixou a desejar um pouco em qualidade técnica. Não chega a ser ruim, é apenas pouco memorável se comparado a um UtaPri ou até um Hakuouki, por exemplo. Reparando agora, vejo que o estúdio Brains Base esteve trabalhando em três séries nessa temporada - além de KamiAso, também Bokura wa Minna Kawaisou e Isshuukan Friends., as quais também gostei bastante e pretendo comentar futuramente - e levando em conta que fangirls fangirlzarão e provavelmente comprarão qualquer coisa adaptada de jogos que gostam, bem, talvez a animação tenha sido de fato mais preguiçosa em algumas partes - não fazendo juz às belíssimas ilustrações e character designs do jogo. Além disso, as músicas não são ruins, mas são um pouco batidas e não tem aquele apelo instantâneo de um Maji Love 1000%. Sim, provavelmente UtaPri tinha músicas melhores porque era baseado em um jogo de música, dur, mas como a comparação é inevitável, deixo aqui a nota. Repito que não é ruim, apenas esperava mais.


Mas isso é irrelevante; Assim como as músicas crescem em você, e o mesmo vale pra todo o anime. Minha impressão geral de KamiAso é que foi um anime um tanto duro de acompanhar na primeira metade, pela exposição semanal excessiva de personalidades estereotipadas e atrativos reduzidos em comparação a outros do gênero, como UtaPri, que simplesmente não correspondiam às expectativas criadas pelo primeiro episódio; Mas que compensou da metade pro final, conforme mais tempo foi dedicado pra caracterização, retomando a proposta ridiculamente engraçada que me atraiu no começo e sobretudo os aspectos da diversão e do humor que são a verdadeira graça do anime. ♡

Assim, se você gosta de anime de otome games, mas principalmente se você gosta de rir de anime de otome games - caham, eu - KamiAso não decepciona. Recomendo aos fãs do gênero, e fica aqui meu pedido pra tradutores traduzirem o jogo pra que eu possa jogar futuramente!! (つ∀`)


2 comentários:

  1. eu amei esse anime do começo ao fim, e acho q seu comentário pareceu vc tava fazendo um tcc, n gostei do q vc falou achei o anime perfeito e tbm n gostei q vc ficou comparando c outros.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Samyla! Olha, como eu disse, eu pessoalmente não achei o anime lá aquelas coisas, mas para mim ele tem algumas qualidades muito óbvias, como o visual. Acontece que eu tento escrever para todo mundo, mesmo quem não gosta desse gênero - sim, tem gente que não gosta de nenhum anime baseado em otome game, não é o meu caso. Meu estilo de resenha é esse, de tecer comparações e tentar mostrar. Peço desculpas por não ter agradado, mas agradeço sinceramente a visita e o comentário!~

      Excluir