segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jogo: Schuld

A whole new world.

Quase tão frustrante quanto Flappy Bird. Juro.

"Eba! Mais um joguinho de RPG Maker 2003!" - ou, nas palavras da Marina, joguinho-joguinho. Quer dizer, um daqueles joguinhos com pixels visíveis e arte simplificada; Exceto que Schuld não tem uma arte tão simplificada, comparando a outros jogos de RPG Maker 2003, e é um pouco... terrivelmente difícil, frustrante, catastrófico, pouco bonitinho. Nada bonitinho.

Eu descobri esse jogo sendo comparado com Ib em algum lugar, e então resolvi jogar. Além do clima sombrio, e dos ataques espontâneos saindo das paredes, Schuld realmente não tem muito a ver com Ib; O que não significa que não seja bom, não tenha uma história interessante, ou não mereça uma jogada.



Em Schuld, você é Aaron, um homem que não entende o que está fazendo em um universo pós-apocalíptico, assim como você jogador obviamente também não e precisa descobrir. Tudo o que você tem no começo são perguntas, um cenário estranho com uma rua que se estende infinitamente, e um caderno com os nomes dos sete pecados capitais em latim. Não, eu não sei se dá pra ser mais DEEP. Você está lá sozinho, naquele lugar pouco agradável, e tem que investigar para prosseguir.

Então, Schuld é um mini-adventure. P.S., não deve nada pra jogos comerciais em termos de ambientação, tensão, e dificuldade também. Tem alguns puzzles (olá, puzzle das fases da lua - tô olhando pra você!) que eu só consegui passar com um detonado, e ainda bem que fizeram um, porque eu provavelmente não conseguiria passar um dos chefes do jogo sem ele também. É difícil. Não impossível, definitivamente. Mas é demorado, requer treinamento. E é por isso que esse jogo - que deve ter uns quarenta minutos de duração se jogado ininterruptamente, acredito eu - costuma levar mais do que isso pra ser completado.

Então, numa engine em que a maioria dos jogos acabam se dividindo entre "fáceis", "somente cansativos", ou sofrendo de Fake Difficulty, Schuld certamente se destaca nesse sentido. No mais, prometo que a história é boa, apesar de, hã, bem trágica em geral. Até exageradamente. Recomendado pra quem gosta de settings pós-apocalípticos e tiver um traço masoquista.

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