quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Samurai Flamenco 12 e 13 - Pelo menos agora vocês estão tentando (e eu nem)

Uau. Eu estou enrolando esse post há um mês. Isso é... um outro nível de enrolação. Ok, metade desse mês não foi culpa minha; Foi porque eu realmente estava atarefada demais na faculdade. A outra metade... yeah, a outra metade foi culpa minha. Porque eu vinha sentindo mesmo que estou enchendo lingüiça com esses posts. Eu simplesmente... passei tempo demais colocando imagens e coisas assim nesse post, tentando fazer sentido. Além disso, eu sei que o episódio 14 já saiu, e que como eu estou falando de Gorila com Guilhotina na Barriga 14.mkv, absolutamente tudo que eu escrevi aqui pode já não servir de mais nada... mas, ei! Hã... eu tentei?

Eu realmente não sei lidar com tudo isso.

Representação visual: eu x meu backlog de anime.

Só vou começar o post dizendo que esse hiato veio em péssima hora para Samurai Flamenco. Minha opinião, e talvez eles até estivessem planejando pra isso acontecer depois do 360º Face Turn do "anime de paródia" pro "tokusatsu", mas é realmente péssimo quando você tem que parar de ver um anime por três semanas e depois não tem nenhum atrativo pra voltar a assistir - nenhum cliffhanger, nada - além de "será que a história vai fazer ainda menos sentido dessa vez?".

A surpresa mais positiva que eu tive nesses episódios, de fato, foi a abertura nova, que pessoalmente acho mais digna de "anime de porra nenhuma", e confesso que a música também me agrada mais que Just One Life, ainda mais sendo do FLOW. Pelo menos não desanima... sério.

Logo no começo do episódio 12, temos pessoas gritando na rua o nome "From Beyond", que claramente já caiu na boca do povo, que nem "Samurai Flamenco" e "Flamengers" no passado. A cidade está sendo invadida por monstros, e dessa vez os Samurai Sentai Flamengers estão lutando contra um tal de... Heatnoid - afinal, por que esse vilão tem uma aparência de vilão de Kirby? - e ganham apesar de demonstrarem ainda não terem o mínimo de noção de trabalho em grupo.


Descobrimos que agora, o Hazama não é mais conhecido nem pelo seu trabalho como artista (e afinal, alguma vez ele foi...?), nem pela sua identidade de Samurai Flamenco, mas sim por ser o Ranger Flamenger Vermelho, o que meio que acaba com o ponto de o nome do anime ser "Samurai Flamenco", mas OK. Em uma entrevista, ele fala que a diferença agora é que ele "tem aliados", o que é meio forçar a barra com aquela galera, mas tudo bem... também. A empresária dele está lá, surpreendentemente apoiando a entrevista, a despeito de toda a oposição dela até uns três episódios atrás (mas se monstros viraram commonplace em um episódio, tipo, por que não...?)

Husbandos!!

Saindo da entrevista, e depois de passar em uma loja de conveniência, Mazayoshi vai até a casa de Goto, levando coisas que comprou e que Goto obviamente não gosta só pra ter uma desculpa. Classy. Do que deu pra entender, ambos não tem se falado muito. Ou Mazayoshi não tem falado muito com ninguém, e ele provavelmente se sente sozinho e desprotegido - é o que parece, e é confirmado posteriormente na fala dele.

E aí eles conversam. Ficamos sabendo que Harazuka - vulgo "aquele cara que fez as armas de escritório" - teve sua produção confiscada pelo governo, e está no hospital. Da galera que andava com o Mazayoshi, aparentemente as únicas que se deram bem foram as garotas do MMM, que estão fazendo sucesso mas, em contrapartida, Mari parece ter desaparecido, ou assim nos é contado. Mazayoshi convida Goto para ser o Ranger Amarelo, o que ele prontamente recusa - por queee? - e blabla.
É só após Mazayoshi ir embora que Goto grita para alguém sair de dentro do armário, e descobrimos que Mari estava escutando a conversa esse tempo todo, apesar de de fato estar sumida para a população geral.

Nada como ter uma idol no seu armário.

Uma cena bonitinha acontece enquanto Mazayoshi encontra um homem fumando, no caminho pra casa, e retoma os tempos de Samurai Flamenco, repreendendo-o por essa atitude. Ao invés de zoá-lo, como aconteceria nos dias difíceis, ele responde prontamente apagando o cigarro, fazendo umas reverências ao Mazayoshi, e sai cantando alguma coisa dos Flamengers.

Apesar de ter sido só mais uma ceninha pra jogar na nossa cara que coisas mudaram, eu achei isso super bonitinho da parte do Mazayoshi, e é o tipo de coisa que me faz ter um carinho pelo personagem dele. Apesar de toda a porcaria, ele ainda é um ser humano - e um ser humano adorável, falando nisso. Seria legal se o anime dele fosse mais coerente. Mas. Né.


Enfim, depois dos comerciais, uhn, descobrimos que uma era glacial se iniciou em Tóquio - que? - em um ataque de um dos Monstros Da Semana, e os Flamengers tem que combatê-lo... E aí, pra tornar a cena menos sonolenta, é mostrada uma entrevista tipo "Flamengers no seu dia de trabalho", mostrando cada um "por trás das câmeras" em meio ao combate; É nesse momento que nós, inclusive, somos apresentados a eles, depois de tipo, dois episódios? Ok, eu até achei isso legal pelo fator "discrição" que a gente não tem tido muito mas eu vou parar por aqui

Esse é um cara, Mazayoshi.

O Flamenger Preto é o tough guy, que escolhe as armas que o grupo usa - hilária a dedução de que uma pistola seria efetiva contra um inimigo melee - e faz treinamento de sobrevivência nas montanhas. A Rosa, garotinha-do-grupo, se responsabiliza por evacuar as pessoas quando há uma situação de perigo, e gosta de costurar. O Azul é o wannabe Vermelho, braço-de-ferro do grupo, e gosta de pescar. O megane Verde é responsável pelas análises de informação e planos de ataque, e gosta de correr.
E por fim, o Vermelho, aka Mazayoshi, que precisa dar um jeito de fazer todo mundo ganhar a batalha. E aí ele tem a genial idéia de que todos trabalhem em grupo.

Essa sequência inteira foi uma daquelas cenas ~da zoeira~ que eu não sei interpretar adequadamente pela minha falta de conhecimento total de tokusatsus (à exceção de ser fã de Power Rangers quando tinha, tipo, cinco anos). Aparentemente, lendo em outros blogs, a tática besta do Mazayoshi é uma coisa comum em tokusatsu, e o ângulo da câmera foi uma espécie de piada pra mostrar o quão besta a tática é. Me fez perceber o quanto eu devo estar perdendo - ou o quanto de tempo eu devo estar perdendo vendo um anime que pretende zoar um gênero que já é zoado por natureza, mas enfim!!

Genial!!

... E no fim do episódio, após a vitória na batalha pelas suas habilidades táticas adquiridas em tokusatsu - in your face, megane-kun - o Mazayoshi consegue convencer os Flamengers a saírem para comer com ele, como bons-amigos que não são, na sua casa. Ele prepara a janta e tudo, porque ele é um fofo assim, e enquanto eles confraternizam, surge uma nova notícia From Beyond (de onde veio a notícia, mesmo? Eu não sei. Talvez ninguém saiba.) e, uhn...

Pra quem tava reclamando de 4 episódios pra resolver isso...

... É. :')

É legal que eles finalmente tem uma reação relativamente adequada pra toda essa zoeira, o que eu meio que queria ver há 5 episódios. Genuinamente emocionada. E o episódio de três semanas atrás termina com esse vago plot twist (ainda conta como tal?)...




E o episódio 13 começa com uma cena na qual Mazayoshi está recebendo o "primeiro prêmio do Herói da Nação", ou algo do tipo.
Confesso que achei um bom começo, e te deixa meio "o que está acontecendo?" por um momento, talvez por ser o tipo de coisa que pode vir a fazer sentido - e de fato vem, no final do episódio, e eu agradeço por não terem deixado a cena jogada. Enfim. Obviamente ele não está muito feliz, certo? Então, vamos descobrir o porquê.

Logo no início do episódio 13, temos uma apresentação, feita pelo megane-kun Flamenger Verde sobre os esquemas táticos de From Beyond. Como todos estavam chocados com a revelação do episódio passado, ele decidiu usar matemática básica pra ver até quando isso vai durar, certo? Então, levando em conta a possibilidade de From Beyond ter uma pirâmide hierárquica, ele conclui que, se cada 64 Reis da Guerra - como os revelados no episódio anterior - tivesse 4 Generais ou Reis - como os que eles derrotaram por último, - então o grupo inteiro teria, hã, 65.536 membros. Com alguma análise, Kaname conclui que demorariam 359 anos para derrotá-los, se derrotassem um a cada dois dias, e o Preto qual é o nome dele, afinal? conclui que seria como ir para Ushuaia, na Argentina, e ter todos os residentes os atacando.

E por fim, ele joga um dadinho básico de que todos eles provavelmente estariam planejando um ataque em massa à população japonesa.

Um número suave.

Essa estimativa do número de habitantes de uma cidade na Argentina foi tão "wtf?" que me fez questionar se eles realmente pensaram tudo isso com antecedência ou só deram sorte de ter 65.536 habitantes em uma cidade chamada Ushuaia, mas ok.

Devo dizer também que adorei essa parte, e gosto de acreditar que tenha sido uma outra referência a tokusatsus, que provavelmente tem esses dados exorbitantes - tipo aquelas séries americanas antigas, mesmo - pra garantir que vai ter material pra vários episódios, mas não tenho como ter certeza? Enfim, achei engraçado, podem me zoar agora.

Enfim, em meio a esse clima de fudeu, negada, o povo começa a pensar em alternativas. Kaname é o primeiro a sugerir uma saída mais política, com reuniões, e considerar uma fuga, mas o Azul e Mazayoshi - naturalmente - defendem que todos devem ser protegidos, e não aceita tão facilmente essa medida. Os demais ficam balançados, mas acabam sendo convencidos por Mazayoshi, e eles procuram um jeito de enfrentar a situação como heróis.

Lembra de Samurai Flamenco? Nossa, bons tempos

É basicamente esse o dilema do restante do episódio; Em uma situação como essa, o que um herói faz? Avisa quem ele conhece, sai correndo, ou enfrenta a despeito das probabilidades estarem contra ele? Enquanto tudo isso acontece, e sem contar nada, Mazayoshi continua fazendo suas coisas - leia-se entrevistas e afins - e recebendo o carinho da população, o que é obviamente meio perturbador pra ele, numa situação em que não sabe se vai dar conta. Ele tem pesadelos, e como um bom herói, tem a ajuda dos Seus Amigos (TM).

Não demora para chegar o anúncio de que, de fato, From Beyond está planejando um ataque em massa. Com isso, Kaname e seus Flamengers arranjam uma reunião em com o Primeiro Ministro, para falar da necessidade de fazer um aviso público para que todos possam evacuar. O Primeiro Ministro, em resposta, fala algo sobre como política não funciona assim!!, e que como os embaixadores de outros países vão vir pro Japão pra uma cerimônia do Herói Nacional - tã-dã! - e sem levar em consideração um mínimo que o maldito país está sendo atacado por monstros - enfim, ele não poderá fazer o anúncio pelo Bem Maior. É bizarro.

Com direito a reverência oficial a um bando de malucos.

Enfim, voltamos à cena do começo do episódio, em que Hazama está recebendo o prêmio. Quando o pedem para fazer uma declaração, ele declara em voz preocupada que gostaria de continuar protegendo a população, e tudo fica por isso mesmo.

Com isso tudo, começa uma crise entre os Flamengers. Enquanto discutem o que fazer, chega o anúncio do Primeiro Ministro, que autoriza um anúncio público apenas após a evacuação dos líderes do País e suas famílias e afins - Flamengers inclusos, que deveriam avisar cinco pessoas sobre a situação. Azul é totalmente contra isso, e Rosa tenta acalmar os ânimos de todos.

Depois mostram o que cada Flamenger faz nessa situação, o que também foi legal pra conhecer um pouquinho mais de cada um. Verde, roneri, avisa uma estranha com uma criança na rua; Preto avisa seu avô; Rosa Momoi avisa... alguém que provavelmente não gosta dela, levando em conta o aviso na porta, e Azul ensaia mandar umas mensagens no celular. E Mazayoshi... bom, Mazayoshi faz as contas, e percebe que cinco pessoas não daria nem para chamar os melhores amigos, até a bateria do seu celular acabar.

Ops.

Indo na casa de Goto, ele acaba se deparando com mais alguém, que gostaríamos todos que fosse a Namorada, mas era Mari - uma Mari particularmente pouco sociável, diga-se de passagem. Eles saem para conversar, e Goto explica a situação de Mari - algo sobre ela aparecer na sua casa, e fazer ameaças de se matar caso ele não a aceitasse mantê-la escondida por algum tempo, o que é bem acreditável. 

Mazayoshi pergunta se a namorada dele não se importa, e ele explica que ela já sabe, e não trairia ela com ninguém. Essa hora foi realmente um pouco estranha, e lendo comentários em um blog, alguém lançou a possibilidade de ela já estar morta, e aquelas mensagens serem de um AI ou algo do tipo. Seja como for, eu estou ainda mais curiosa para ver a tal namorada.

Na conversa deles rola um distanciamento; Talvez percebendo os números, Mazayoshi acaba não avisando nada, e só batendo papo sobre o seu prêmio, e como andam as coisas na polícia... casualmente.

Discursinho 10/10

É só depois de conversar com todos que ele vai consultar Kaname, e aí entra um papo filosófico das questões morais que um herói enfrenta - coisas como "quem salvar?" ou "em que circunstâncias?". A resposta dele para todo o dilema é exatamente aquela que esperávamos, talvez por estarmos tão acostumados com heróis convencionais - "eu sei o que eu preciso fazer, que é derrotar os inimigos e salvar a todos, então não contarei nada para ninguém".

Kaname, com o seu discurso de paizão, se compromete a bolar um plano para a vitória enquanto Mazayoshi dorme. Tudo bonito, até que Mazayoshi é acordado e surpreendido pelo Azul, com um bilhete de Kaname, que desapareceu, dizendo que deixou o destino do Japão nas mãos dos Flamengers agora.

TODOS FELIZES

E o nome do episódio seguinte é "A destruição do Japão", o que já nos dá indícios de coisas ótimas... só que não.

O episódio termina com a revelação dramática de Mazayoshi, feita em um programa da TV, avisando a todos para que fujam. Eu pessoalmente adorei esse final, que foi totalmente ao contrário da "resolução típica de herói" que Kaname proclamara, mas definitivamente, eu acho muito, mas muito mais heróico. Nâo dá pra saber quais são as conseqüências disso, mas havendo a possibilidade de espiões e tudo mais, e acredito que tenha sido isso o que levou Mazayoshi a tomar essa decisão... é claro que a coisa mais lógica seria fazer um aviso público o mais rápido possível.

E novamente, é esse o tipo de coisa que me faz gostar tanto do personagem do Mazayoshi, a despeito de toda a distorção que ele sofreu aqui e ali.

"facepalm pra vcs"

Pessoalmente, apesar de ter me arrastado por um tempo - tipo, hã, uma semana - pra me convencer a ver o episódio 12, o fim do 13 de fato me empolgou para o próximo episódio que eu ainda não vi por restrições de tempo, e também porque sabia que ia confundir tudo na hora de resenhar. Sei lá. Tenho expectativas positivas. Sinto que as coisas estão ficando legais. (Talvez seja só a abertura nova.)

No mais, vamos fazer uma torcidinha pra tal namorada do Goto aparecer antes do episódio 20. :')

... E prometo que a próxima resenha sai antes do episódio 15. Ou pelo menos, prometo que vou tentar.

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