sábado, 11 de janeiro de 2014

Mangá: Ten Count - vulgo "Mangá BL da Rihito Takarai sobre um psicólogo com cara de Izaya e um cara com TOC!".


...E por essa frase, todos os meus amigos no twitter já sabem do que se trata minha mais nova paixão em termos de "mangá" e "BL", e espero que agora mais pessoas conheçam também!

Isso não é exatamente uma "resenha" porque o mangá ainda não terminou - na realidade, ele começou a ser publicado em Junho do ano passado, e espera-se que seja um mangá de no mínimo 10 capítulos, então ainda devemos ter uns anos de história pra acompanhar... - mas enfim, eu precisava fazer esse post porque esse mangá me ganhou por completo.
E não, não é que ele seja uma obra de arte nem nada do tipo, apesar de ter sim um enredo digno. É só porque em apenas quatro capítulos ele já juntou basicamente todos os meus fracos, e eu não quero ficar doente enquanto espero por novos capítulos. ♡

Vou explicar o título. Por partes. Primeiro, este é um mangá BL. Apesar de ser fã *gasp*, eu normalmente não resenho esse gênero aqui - ...erm, a menos que Free! seja considerado BL - porque tudo que eu leio é bem curto, tem muitas traduções incompletas de autoras incríveis, e em geral being fujoshi is suffering e eu não recomendo pra ninguém. Mas, hã, enfim...

Eu só sei disso porque o mangá está sendo serializado na Dear+, que é uma revista de BL, porque até agora nada é muito evidente, além da possibilidade de um relacionamento entre um psicólogo e seu paciente. (Ah, mamilos!)

Segundo, o mangá é da Rihito Takarai. Eu já falei aqui um pouco sobre como eu adoro a arte dela, no post sobre Torikagosou no Kyou mo Nemutai Juunintachi, mas ela é provavelmente mais conhecida pelo seu trabalho em Seven Days. De qualquer forma, ela, que era exclusivamente uma artista até alguns anos atrás, tem se responsabilizado por alguns roteiros curtos nos últimos anos, e Ten Count é um desses mangás criados exclusivamente por ela. Não só a arte dela é estilosa, como os mangás dela são extremamente fofos, e apresentam uma boa variedade de temas e personalidades; Inclusive, fiquei surpresa ao descobrir que além de BL, ela também começou em Setembro do ano passado a escrever um shounen, Graineliers, para a GFantasy (aquela que publica shounen-de-caráter-pouco-heterossexual, tipo Saiyuki e Kuroshitsuji, mas enfim).

Resumindo, ela é uma diva.



Terceiro, um dos protagonistas desse mangá é um psicólogo. Como alguns podem saber (ou não, não sei se já disse isso em algum post?...) a que vos escreve é graduanda de Psicologia. E é sempre legal ver personagens da sua área profissional em boas histórias, e é mais legal ainda quando o autor faz algumas menções claras pra agradar a esse público. Por exemplo, é engraçado ver o Kurose - o tal psicólogo - falando de um jeito meigo com o Shirotani depois de fazer um atendimento com crianças. É aquele tipo de coisa, "haha, isso realmente acontece!"; Requer entendimento do tema, e me leva a crer que de duas uma: ou a autora tem de fato algum conhecimento prévio dos temas abordados no mangá, ou ela realmente se deu ao trabalho de pesquisar, e se for esse o caso, é extremamente legal da parte dela pesquisar pra fazer um BL curto. Porque... tem tanto BL ruim por aí, que ó...

É claro que também posso fazer críticas a fazer a isso, porque outras partes são caricaturais - tipo, oi, a terapia começa com uma listinha em folha de caderno numa lanchonete - mas acho que isso é inevitável, já que o mangá é curto e o propósito não é fazer um "Bê-a-bá da Terapia Cognitivo Comportamental". Na verdade, eu estou lendo isso esperando que o psicólogo pegue o paciente, então não é como se eu estivesse sendo criteriosa, né...

Mas por falar nesse sentimento de "ainda bem que você sabe minimamente do que está falando!", o quarto ponto: O Shirotani é um homem com TOC e misofobia. Pra quem não conhece o termo, vide personagens como Emma Pillsbury de Glee, ou Howard Hughes; É aquele medo patológico de "contaminação por germes". Shirotani é visto sempre com luvas, já que tem as mãos machucadas por lavá-las excessivamente, e se sente desconfortável com coisas como tocar em uma maçaneta de porta de local público ou se apoiar em um trem.



Eu confesso que sempre tive curiosidade pra ler um BL com essa temática. Já li alguns mangás shoujo, como Penguin Brothers e Imadoki!, que tinham personagens com misofobia, mas é a primeira vez que me lembro de ver isso em um BL, ainda mais com tanto rigor. Pra quem não sabe, e acho que menos gente sabe dessa, eu tive TOC e misofobia na infância, então é um assunto que me interessa; Pessoalmente, achei o Shirotani um personagem lindo, porque ele é "acreditável". Não é como se ele ficasse "doki doki, minha doença está curada", mas sim que ele faz um esforço pra não regredir durante a terapia. A autora se dá ao trabalho de mostrar os conflitos dele, por exemplo, em relação a aceitação e dificuldades de socialização por conta da doença. Eu achei isso tudo muito legal, e ainda que arriscado da parte dela, ao meu ver, deu muito certo.

Resumo do post? "Esse mangá me ganhou." Infelizmente, porque é feito por uma única pessoa, e as chances de ela cansar e decidir focar em Graineliers - que é um projeto, bom, maior - são grandes. Em todo caso, fica aqui a torcida grande pra que ela publique novos capítulos logo, e a equipe Paradise Love continue traduzindo! (Takarai, me fazendo acompanhar publicações curtas e demoradas desde Seven Days.)

2 comentários:

  1. >>>>cuidadinho que posso dar spoiler


    achei bem curioso, porque a princípio parecia que havia realmente um progresso entre os dois personagens principais, mas depois do quarto volume está caracterizando mesmo uma série de comportamentos distorcidos...O Kurose realmente respeita os limites do Shirotani? A expressão do Kurose no último encontro também parecia fora de si!

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    1. Olá, tudo bem?~

      Sim, é verdade! Parecia uma simples história de paixão súbita e inesperada entre dois personagens de classes/posições sociais diferentes, certo? E de repente, bamm, abuso de poder, exploração e sexualização absurda. Eu confesso que não li os últimos ~2 capítulos (quero ver até onde isso vai chegar, parei de acompanhar por desinteresse) mas o Kurose está cada vez mais fora de si. Apenas medo de onde isso vai chegar. :(

      Muito obrigada pela visita e pelo comentário, e até mais!! ♡

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